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Com complexo de 800 m², Rensga quer transformar Goiânia na capital do esport no Centro-Oeste

Complexo Orbi terá uma arena, um game center e será casa das equipes da Rensga Divulgação / Rensga

Criada neste ano sob o lema de regionalizar os esportes eletrônicos no Brasil, a Rensga está dando um passo adiante no objetivo de transformar Goiânia na capital do esport do Centro-Oeste. Para isto, a organização revelou que está montando na cidade um complexo com 800 metros quadrados que abrigará uma arena, um game center, o CT do clube e um centro de formação de atletas.

Ao ESPN Esports Brasil, o diretor executivo da Go Gaming, Djary Veiga, explica que a arena, batizada de Orbi Gaming, faz parte do grupo que controla a Rensga e nasceu "com um objetivo muito claro: levar os esportes eletrônicos para as outras regiões do País. Essa é nossa ideia desde o começo e queremos trazer esse tipo de entretenimento para o Centro-Oeste”.

"A gente tem a ideia de descentralizar os esportes eletrônicos. De tentar sair um pouco do eixo São Paulo-Rio de Janeiro e levar esse tipo de entretenimento para outras partes do Brasil. Aqui, no Centro-Oeste, temos um público muito grande e carente de esport", completa.

O complexo atenderá também, de acordo com o executivo, a necessidade da Rensga ter uma casa: "Precisávamos de um lugar que pudéssemos profissionalizar melhor as pessoas”.

Segundo Djary, a arena foi projetada com capacidade para 300 pessoas e lá a organização pretende realizar campeonatos próprios, como também de parceiros. O complexo contará ainda com um gaming center que, segundo o executivo, será inspirado nos famosos PC Bangs coreanos e terá cerca de 40 computadores, além do centro de treinamento da Rensga e um espaço exclusivo para uma "escolinha" voltada aos esportes eletrônicos.

"Queremos organizar torneios a nível municipal e regional. Queremos que o pessoal do Centro-Oeste que pense em esport, pense no nosso complexo", afirma Djary.

O FUTURO DA RENSGA

A Rensga surgiu no cenário brasileiro de esports eletrônicos ao adquirir a vaga na segunda etapa deste ano do Circuito Desafiante que pertencia a Operation Kino. A equipe, contudo, não conseguiu se manter na 2ª divisão do League of Legends. Mas o líder da organização garante que o clube dará o máximo para retornar ao torneio oficial da modalidade.

"Pretendemos fazer o máximo de esforço para pegar a vaga de volta. Almejamos muito isso, mas temos que entender que estamos no 'Tier 3' e precisamos analisar tudo para saber se faz sentido fazer contratações caras. Precisamos ter relevância nesse 'Tier 3' porque a cada dia que passa, os times estão ficando melhores", aponta Djary.

Questionado pelo ESPN Esports Brasil se a Rensga pretende retornar ao Desafiante adquirindo uma vaga ou via seletiva, o diretor executivo da organização responde dizendo que "comprar uma outra vaga não está nos nossos planos, mas não vou descartar. O que queremos, mesmo, é conquistar nosso lugar na raça e vamos fazer o máximo para isso acontecer".

O executivo conta que, a curto prazo, a Rensga pretende montar três elencos no League of Legends, com os jogadores e os profissionais que vão fazer parte da comissão técnica sendo escolhidos via peneira, já anunciada.

"Com nossa seletiva pretendemos montar três equipes: uma formada só com jogadores goianos, outra que será o 'academy team' e a line-up principal. A peneira para esses dois últimos times será aberta para todo o Brasil e todos os três vão disputar o Circuitinho em busca de uma vaga no Desafiante", afirma.

Mas o League of Legends não é a única modalidade eletrônica na qual a Rensga quer estar presente. De acordo com o executivo, a organização estuda ingressar em Free Fire, Fortnite, Counter-Strike, Fifa e PES, sendo os simuladores de futebol aqueles que podem estar mais próximo de receber um investimento do clube.

"Estamos olhando para outras modalidades. Como esse complexo vai ser bem grande, queremos levar todos para lá. Também estamos estudando o cenário universitário porque está nos nossos objetivos dar uma atenção especial para essa parte da comunidade, explica.

Djary finaliza afirmando que o interesse da organização em Fifa e no PES se dá pela praticidade e deixa claro que a Rensga sempre dará preferência por jogadores do Centro-Oeste, mas que se contratar atletas de outras regiões o clube fará questão de levá-los para Goiânia.