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Investindo em talentos: Conheça Sting e Tyrin, novas apostas da Uppercut

Tyrin é um dos talentos que a Uppercut vai apostar para 2020 Giulia Bianchini/ESPN Esports Brasil

Com o fim da temporada competitiva oficial de League of Legends no Brasil, os times começam a se reorganizar para a Superliga, torneio de pré-temporada, e para o CBLoL 2020. A Uppercut é uma das primeiras a anunciar novidades — e uma delas é o investimento em dois novos talentos para sua escalação.

O primeiro nome é Luís Martins, conhecido como Sting, que foi revelado pela equipe durante a Superliga 2018, e retorna à equipe como reforço na jungle para a temporada 2020. O segundo é o top laner William Portugal, ou Tyrin, que fecha com o time após ser revelado no início de 2019 pelo Santos e-Sports.

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil durante a Brasil Game Show, os talentos em ascensão comentaram as primeiras impressões sobre a nova equipe e o que esperam para a próxima temporada.

Os dois jogadores acreditam que o time tem condições para que eles desenvolvam suas habilidades. Para Tyrin, o primeiro passo na equipe do CBLoL é “aprender com os jogadores antigos”. Ele cita Fitz, top laner com quem dividirá posição, destacando a bagagem do jogador. “E, com certeza, ganhando dos melhores no CBLoL”, arrisca.

Sting mostra-se confiante sobre ser o caçador que a Uppercut precisa. “Eu confio muito no meu trabalho, e acho que aqui, vou ter estrutura para melhorar bastante. Eu conheço todos os jogadores que estão na equipe, sei como eles jogam e como gostam de jogar. Eu sei o que tenho que fazer para usá-los bem, para que a gente ganhe o jogo”, garante.

Questionado sobre o panorama atual do cenário brasileiro de LoL, Tyrin vê certa “estagnação”. “A renovação é importante e natural, mas muitos times preferem reciclar jogadores antigos”, aponta. “Eu acredito que a maioria dos [novos jogadores] que estão vindo são muito bons e tem tudo pra desbancar os melhores”, diz.

EXPECTATIVAS

Sobre o que espera para a próxima temporada, o top laner Tyrin tem os pés no chão: “Primeiro, eu preciso me provar para o time, e aí vou ter chance de jogar no CBLoL”, afirma. “Eu não me contento com pouco, então se eu sentir que minha performance foi abaixo do que eu esperava, vou tryhardar [me esforçar] muito mais. Realmente espero que ano que vem seja um ano muito bom pra mim”, projeta.

Sting segue as expectativas do companheiro de equipe, e afirma que a rotina de gaming-house não o assusta. “Eu acho que sou uma pessoa fácil de lidar. Não me incomodo com muita coisa e sou muito tranquilo”, diz.

O novo jungler tem boas previsões para a temporada 2020. “Eu acho que a gente consegue ir melhor do que fomos esse ano”, diz. Ele cita a Superliga, que acontecerá ao final do ano, e o CBLoL do ano que vem. “Acho que a gente vai bem, e eu espero jogar bem”, crava.

TIME B?

O CEO da Uppercut, Erickão, assume que as contratações, que juntam-se ao atirador novato Stepz, podem culminar em um time B — mas que essa não era a primeira intenção. De acordo com ele, a ideia inicial não era a de montar um segundo time, mas ela é cogitada: “começamos a trazer tantos talentos que a gente olhou e viu só faltavam dois”, brinca.

“Existe sim a possibilidade de montarmos um time B”, assume. “É uma coisa que estamos estudando, porque todos os projetos envolvendo dez jogadores no Brasil não deram muito certo. Precisamos estruturar para sabermos se não estamos dando um passo errado”, diz Erickão.

De acordo com o gestor, o time deseja que todos no elenco tenham oportunidade de jogar. “No meu time, ninguém joga com nome, porque é mais famoso ou porque tem o salário melhor. Joga quem está treinando melhor. A ideia é que a gente tenha 7, 8 jogadores aptos a jogar, todo mundo no mesmo nível”, finaliza.