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A Clutch Gaming entrou no ritmo em tempo para avançar na fase de entrada do Mundial de LoL

A Clutch Gaming superou as série iniciais para avançar no Mundial de League of Legends de 2019 Divulgação/Riot Games

A norte-americana Clutch Gaming conseguiu uma vaga na próxima etapa da fase de entrada do Mundial de League of Legends, mas a conquista não foi fácil.

Como a terceira cabeça-de-chave de uma das cinco grandes regiões do competitivo de LoL, o caminho para o evento principal não deveria ser tão difícil para a Clutch, que se classificou para o torneio ao vencer a Team SoloMid de virada na final regional. Para uma escalação que é um misto de líderes veteranos e talentos promissores, a fase de entrada do Mundial deveria ter sido um aquecimento leve.

Todos esperavam que a Clutch Gaming “jantasse” os campeões domésticos das regiões minor com seu estilo de jogo caótico. Os erros da Clutch, que viriam com seu jeito meio desastrado de jogar, poderiam ser considerados experiências de aprendizado contra oponentes mais fracos antes do time mergulhar na piscina dos melhores times do mundo no evento principal.

Esses erros de fato apareceram nos dias em que a Clutch competiu, mas eles foram piores do que era esperado. Na sexta-feira (4), a Clutch precisava de duas vitórias pra se qualificar como primeiro lugar do grupo. Embora os norte-americanos fizeram o que era necessário contra a Mammoth, a bombástica Unicorns of Love fez a Clutch tropeçar mais uma vez.

Os Unicorns, vestidos de uniforme rosa-choque, venceram as duas partidas contra a Clutch na fase de grupos. Na última das duas vitórias, a UoL venceu de vitória ao punir a falta de atenção e a necessidade constante da Clutch em bater de frente com a oponente. Essas derrotas foram duras pra um time pra um time que deveria se classificar facilmente pro evento principal, mas uma mensagem de cima deu aos jogadores um pouco de confiança.

“Nosso CEO disse: ‘É 1h agora; às 1h45 vocês não podem mais estar bravos”, explicou Vulcan, suporte da Clutch. “Então algumas pessoas foram pro lado de fora, outras foram pegar comiga. Quando voltamos à sala, apenas rimos com o jogo — não que alguma coisa tivesse acontecido —, mas superamos a parte do jogo que tiltamos e focamos no próximo”.

Com um resultado de 1-2 depois da derrota para a Unicorns of Love, os principais favoritos pra sair da fase de grupo estavam em uma posição na qual uma derrota no jogo seguinte significaria o fim do torneio. A Mammoth estava vindo de uma vitória em cima da Unicorns no mesmo dia e tinha a oportunidade de sair da fase de grupos como um primeiro lugar surpresa se vencessem a Clutch.

Era uma receita para o desastre, com um underdog chegando no embalo para uma disputa contra um oponente que parecia vulnerável e estava propenso a inconsistências.

A Clutch, no entanto, se adaptou, e depois de uma forte fase de draft feita pela comissão técnica, eles jogaram bem, desviando dos escorregões do early game e da agressão em excesso que custaram tanto para o time contra a UoL.

A estrela do time da Mammoth, k1ng, disse que em um grupo com três times de habilidades parecidas, o draft fazia a diferença.

“Quase todas as nossas derrotas no nosso grupo, com exceção da partida de desempate contra a UoL, foi puramente por draft”, disse k1ng. “Em nossos jogos contra a UoL, nós ‘draftamos’ muito bem, e o mesmo aconteceu com a Unicorns e a Clutch, e a Clutch venceu a gente. Quem ganhou tinha o melhor draft”.

Na última partida do dia, Clutch teve uma chance final de se vingar dos campeões russos. Os norte-americanos enfrentaram a UoL no segundo jogo de desempate para decidir que time sairia da fase de grupos como primeiro lugar e garantiria uma série mais fácil na rodada de MD5.

Mais uma vez, a Clutch jogou no nível que era esperado desde sua estreia no Mundial, capitalizando em cima dos erros antes de transformar a tão aguardada revanche em um atropelo. O caminho que levou o time até lá era um que a Clutch (e a plateia) não esperava, mas, no fim, a América do Norte saiu do grupo como a maior vitoriosa.

Este foi o primeiro mundial de Vulcar, o meio Damonte e o caçador Lira, e isso pode ter sido a causa de nervosismo e das performances irregulares do primeiro dia. Mas essa inexperiência também funciona para a Clutch, segundo Vulkan. Ele acredita que seu time “pode causar problemas” no evento principal.

“Eu acho que temos um grande potencial porque somos um time bem novo”, afirmou o suporte. “A gente só vai melhorar, e eu acho que há mais espaço para melhorarmos do que pra outros times”.

O estilo de jogo da Clutch parece um “cara ou coroa”. Eles podem “amassar” o oponente, grande ou pequeno, e criar um efeito de bola de neve com uma vantagem inicial por puro talento mecânico, ou, como nas partidas que perderam pra UoL, podem ir muito fundo, jogar de forma previsível e ser varrido para o lado como um time fraco.

Em qualquer dia e em qualquer jogo de uma série, a aposta da Clutch pode se pagar ou quebrá-la.

Na primeira semana do Mundial, para a sorte da Clutch, a moeda caiu do lado certo mais vezes do que o errado.

Na próxima semana? Seu palpite é tão bom quanto o meu.