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Nicolino e Xrm avaliam Detona como equipe mais constante do 1º semestre do CS nacional

Detona foi a equipe que fechou o ranking da Liga Pro na liderança, mas foi vice no Major brasileiro Felipe Guerra / Gamers Club

Simbolicamente, a terceira edição da Gamers Club Masters foi quem fechou o primeiro semestre do Counter-Strike brasileiro. Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o narrador xrm avaliou como “muito bom” os seis meses iniciais de 2019 e apontou que “a gente tem, hoje, definido um ‘Top4’ formado por Detona, W7M, paiN e Keyd, que são, indiscutivelmente, as quatro melhores equipes do Brasil”.

Xrm, contudo, não se limitou a falar sobre o quarteto: “É muito bacana que vimos outras equipes aparecendo muito bem. Vimos o Reapers, que está aqui e chegou muito bem; INTZ no começo do semestre foi bem mas depois deu uma caída; WePlayGames com o trio manauara e o mawth jogando muito, e a Red Canids crescendo também. Várias equipes surgindo

“O cenário está cada vez mais competitivo e, comparando com ano passado, temos mais equipes chegando num nível profissional e acho que a evolução é nítida em termos de quantidade de equipes que estão chegando num nível interessante”, apontou o narrador.

Diferente do que nas últimas temporadas, quando uma equipe reinou soberana no cenário, nesses primeiros seis meses isso não aconteceu na visão de Nicolino. O narrador ainda vê a “Detona acima dos outros” mas fala que a distância do melhor time do País para os demais diminuiu.

Usando como exemplo um ranking, Nicolino disse que “a Detona tem 100 pontos e a 2ª colocada teria 80. Se fosse aquele negócio do 1º colocado com 100 pontos e o 2º, com 50, você falaria ‘A Detona não perde isso de jeito nenhum. Hoje não é assim. Eu vejo o cenário mais balanceado do que a gente já teve”.

Sobre os motivos que fazem a Detona ser superior aos demais times, o narrador disse que a equipe “tem um recurso que no CS é muito importante, que é dar bala. No fim das contas, quem der mais tiros na cabeça vai ganhar o jogo. Hoje você tem uma Detona muito ‘skillada’ e tudo começou quando o tiburci0 foi para a posição de IGL e a adição do Tuurtle foi uma das coisas mais bonitas porque ele encaixou de uma forma. O estilo de jogo do Tuurtle encaixa nessa formação”.

A GC MASTERS

De 27 a 30 de junho a cidade de Sorocaba foi a capital nacional do Counter-Strike. No interior paulista as seis melhores equipes do ranking semestral da Liga Pro se reuniram para batalhar pelo título do Major brasileiro.

Diferente de boa parte dos competidores e da comunidade, Xrm e Nicolino não acham que os seis melhores times do Brasil estiveram presentes na competição.

“O único time que está aqui e que poderia ficar em dúvida é a INTZ Academy porque não vinha bem nos últimos meses, chegando a cair na liga principal. Nesse momento, a INTZ não está entre os seis melhores times do Brasil”, opinou o narrador.

Xrm trouxe para discussão a argentina Isurus Gaming, equipe que vem competindo no Brasil nos últimos meses: “Obviamente a gente tem a Isurus porque ficou grande parte do semestre lá fora. Mas se tivermos que considerar a Isurus, fica no ‘Top5’ com certeza”. O narrador falou ainda sobre a Red Canids e o EOX (antiga WePlayGames), dois times que “estavam num nível, no momento da GC Masters, superior ao da INTZ”.

Nicolino também comentou sobre a não presença da equipe hermana. “Não vou concordar pelo fato de que falta a Isurus, que abriu mão de algumas Ligas Pro para focar na Pro League. Ainda vejo a Isurus como um time top tier no Brasil, mas no mais a gente foi completamente bem representado”.

Ainda de acordo com o narrador, “qualquer alteração [entre os participantes] seria interessante. A gente tem a Red Canids aparecendo, diversos times que participam dessa Liga Principal, da Liga Pro: a Evidence e o EOX. O Reapers que é uma surpresa e potencial top tier”.

Xrm concorda com aqueles que falam que o time que vencer a GC Masters poderá ser considerado o melhor do Brasil. O narrador, contudo, aponta que, “obviamente, se você falar quem foi a equipe mais constante na semestre, ela é a Detona”.

Já Nicolino vê o Major brasileiro servindo como termômetro para o cenário nacional: “Se você for considerar que, para estar aqui, você precisa ter constância. Esse é o fator determinante.