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Solo ameaça abandonar o Epicenter Major se Valve não intervir em caso de racismo

Solo, jogador de Dota 2 pela Virtus.Pro. PGL

O jogador Solo, da equipe de Dota 2 da Virtus.Pro, afirmou em suas redes sociais que não participará do Epicenter Major se a Valve não intervir no caso de racismo envolvendo o jogador Ceb, da OG.

Nesta quinta-feira (23), um jogador russo chamado Maxim publicou no Reddit telas de uma partida de Dota com diversos xingamentos racistas por parte de Ceb. Entre as injúrias, Ceb afirmou que “deixem as vadias russas perderem MMR; elas vendem a própria mãe por MMR” e que o jogador russo era um “cachorro de terceiro mundo”.

Após a publicação, Ceb escreveu no Reddit que ficou nervoso durante a partida porque Maxim, que jogava de Storm Spirit, foi tóxico desde o início e ficou “desconectando/pausando/utilizando a chatwheel após cada morte”. Por conta disso, Ceb decidiu ficar com a Égide do Roshan, o que - diz ele - incentivou Maxim a arruinar o jogo, ignorar qualquer tipo de movimento da equipe e ficar “afk” (fora do PC) ou usando a chatwheel até o fim da partida.

“Isso me levou a escrever aquelas palavras. Minha reação ao comportamento tóxico dele, que estava arruinando a partida, foi perder a cabeça. Eu estava tentando jogar a partida e fazê-lo reagir. O que, em retrospectiva, foi contra-produtivo e inaceitável”.

Por sua vez, Solo afirmou em seu comunicado oficial que um jogador não pode dizer esse tipo de coisa, “não importa a causa”. “Eu tenho muito orgulho de ser russo, e suas palavras me deixaram sem reação. Você não é um jogador novato que pode fazer coisas irresponsáveis porque talvez não entenda as consequências. Você está no jogo desde o começo [dele], você ganhou muito respeito, e isso deixa a situação pior ainda”, disse Solo.

O jogador da Virtus.pro ainda cita o exemplo de Kuku, jogador da TNC que foi banido de jogar na China por desrespeitar chineses durante partidas não competitivas, e pediu que a Valve aja como o fez naquela ocasião.

“Eu já cometi erros no passado e recebi minha punição, mas continuei fiel ao jogo. Acho que ganhei o direito de falar em nome da comunidade e pedir por justiça. Do contrário, seria só hipocrisia e dois pesos e duas medidas”, continuou. “Não participarei do Epicenter Major que será disputado no meu país a menos que a Valve fale abertamente sobre o caso e garanta consistência e transparência quando se trata de racismo em nosso jogo”.

O Epicenter Major é o último do Dota Pro Circuit 2018-2019 antes do The International 9. Ele será disputado entre 22 e 30 de junho em Moscou, Rússia, pelas equipes Team Secret, Team Liquid, OG, Gambit Esports, Virtus.pro, PSG.LGD, Royal Never Give Up, Vici Gaming, TNC Predator, Fnatic, Forward Gaming, Evil Geniuses, PaiN Gaming, Infamous, e mais dois times classificados pelo Starladder Minor.

Virtus.pro, OG e Valve não se pronunciaram oficialmente até o momento de publicação desta matéria.