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Diretor da Rensga aponta que um dos objetivos do clube é "regionalizar os esports"

Goiânia foi a cidade escolhida para ser a casa da Rensga Esports Montagem: ESPN Brasil / Foto de fundo: Curta Mais

Regionalizar os esportes eletrônicos. Esse é o principal lema da mais nova participante do Circuito Desafiante de League of Legends, Rensga Esports, que adquiriu a vaga no torneio da 2ª divisão brasileira que pertencia à Operation Kino (OPK).

A recém-criada organização é formada por empresários goianos dos ramos da construção civil e da tecnologia. Escolhido para ser o diretor-executivo do clube, Djary Veiga, conta ao ESPN Esports Brasil que “a vontade de fazer a diferença” levou ele e os sócios a investir nos esports, com o objetivo de fomentar a regionalização.

“Queremos que os esports saiam desse eixo São Paulo-Rio de Janeiro. Cerca de 80%, 90% das iniciativas voltadas aos esportes eletrônicos estão nesse eixo, mas essa mesma quantidade de público está nas outras regiões. Então, achamos importante esse ‘êxodo’ para as outras partes do País. Queremos muito seguir nessa ‘tendência’ de regionalizar os esports”, aponta o executivo.

Djary revela que o projeto Rensga Esports não se resume apenas à equipe que disputará a segunda etapa deste ano do Circuitão. Até o final deste ano, o comandante do novo clube junto com os sócios concluirá a construção de um complexo dedicado aos esportes eletrônicos em Goiás. "Algo em torno de 800m² com direito a um gaming center, a famosa lan house, escolinhas, produtora de evento e muito mais. Tudo dedicado aos esports", explica.

Questionado pela reportagem sobre o que motivou a organização a começar pelo League of Legends, o diretor-executivo da Rensga elenca “a estrutura que é oferecida pela Riot Games, a audiência que já existe e a vontade da desenvolvedora de querer transformar a modalidade num esporte de fato” Tudo isso, de acordo com Djary, “foi crucial para definirmos por onde começarmos. É claro que pretendemos, sim, ir para outros jogos, mas o foco agora é o LoL para realmente conseguirmos essa relevância para nossa região”.

Nesse início de caminhada, sem sombra de dúvida, o que mais chamou a atenção na organização foi o nome escolhido. Rensga, de acordo com o executivo, é um dialeto goiano usado para demonstrar espanto intenso e admiração por algo feito, e esse termo foi escolhido, justamente, com a intenção de regionalizar os esportes eletrônicos. A gente quer que tudo faça referência a nossa região", afirma.

A EQUIPE

A missão de comandar a Rensga Esports no Circuitão está nas mãos de WizardKira, ex-treinador assistente da paiN Gaming que acumula passagens por outras equipes que já disputaram o Desafiante como WP Gaming.

Nas contratações, a organização apostou em talentos dos cenários brasileiro e português. Outro ex-WP, Deoxys é quem ocupará a rota do topo. Na selva veremos o revezamento entre Kaiba, que vem diretamente de Portugal, e Walza. Pilot será o único meio do time, que também contará com dois atiradores: Davi e Julieara. Quem também atravessou o Atlântico foi Sacred, o suporte.