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Social Media: A voz da organização e o elo com os torcedores nas redes sociais

Rag e Rafaela Arnoldi são alguns dos principais social media do Brasil Montagem: ESPN Esports Brasil / Fotos: Arquivo pessoal

Diferente do que acontece nas modalidades tradicionais, nos esportes eletrônicos a interação entre torcida, jogador e organização é feita quase que exclusivamente pela internet. E é nesse universo online que os responsáveis pela comunicação nas redes sociais, os famosos social media, esbanjam criatividade a fim de não deixar os torcedores órfãos.

O social media é uma das profissões que o ESPN Esports Brasil escolheu para retratar na série Dia do Trabalhador, criada com o objetivo de mostrar a todos um pouco de como é o mercado de trabalho no mundo dos esports. Para falar um pouco mais da função, a reportagem conversou com dois nomes muito respeitados: a responsável pela páginas da plataforma GamersClub, Rafaela Arnoldi, e Felipe Gonçalves, o Rag, social media e gerente de comunidade do Santos e-Sports.

Mais engana-se quem pensa que a função do social se resume em “somente postar nas redes sociais, somente as interações”. Rafaela conta que atualmente trabalha “com a parte de planejamento para as mídias sociais: faço tudo o que vai sair durante a semana, planejo as campanhas e quanto tem as coberturas de jogos, fico acompanhando e interagindo com o público”.

Ainda de acordo com ela, “cada mercado se comporta de uma maneira diferente e não é diferente nos esports, que possuem os próprios segmentos”. A profissional explica que a “tratativa que você dá para uma organização é uma, enquanto para uma plataforma é outra totalmente diferente, assim como quando se trata de uma desenvolvedora”. Por conta disso, afirma Rafaela, “você tem que saber estudar o mercado onde o seu cliente está para saber como deve se posicionar, se comunicar, criar uma linguagem, gerir crises e muito mais”.

“Não é só um trabalho de você postar e largar ou só postar e responder. É um trabalho de entender seu público, como ele engaja e do que ele precisa”, resume.

Rag completa a companheira de profissão dizendo que a comunicação de uma organização de esporte eletrônico não é mais de responsabilidade única do social media. Usando o Santos de exemplo, Felipe revela que, no clube, "são duas pessoas responsáveis por tudo envolvendo a comunicação e mídias sociais".

O social media do Peixe elenca algumas qualidades que o profissional da área precisa ter para se destacar: "teoria, dedicação, gostar do que faz, boa gramática e facilidade em se comunicar com as pessoas casualmente e formalmente. Parece ironia, mas o mais importante é ter bom senso".

"Na minha interpretação dessa profissão, a essencialidade do social media vai em ser o diferencial, o fora da caixa. O que difere o profissional do ramo para aquele que só só twitta, é o quanto se entrega de corpo e alma pelo sonho", aponta ele.

RELAÇÃO COM O PÚBLICO

Para Rafaela Arnoldi, “as mídias sociais são o primeiro contato que o fã tem com aquela organização, empresa ou atleta e, como vivemos numa geração, numa época em que tudo é imediatista, o papel do social media é tornar o público mais próximo, trazer ele para ser seu fã e, como marca, você atender de uma forma em que o consumidor sinta-se abrigado, sinta-se próximo e saiba que você resolve o problema dele e que tem alguém que está ali, ouvindo”.

Antes de vestir a camisa do Santos, Rag trabalhou com uma organização que nasceu nos esportes eletrônicos, o CNB e-Sports Club. O social media não sente "diferença no aspecto da organização em si, o que muda muito é a torcida".

"Aqui no Santos, pelo menos, a torcida tá sempre do lado, se mobiliza sozinha quando preciso. E tem uma questão que eu vejo sendo muito diferente. Os torcedores vindo do futebol dão sugestões e cobram também resultado nas mídias. Isso é inédito pra mim, mas acho maravilhoso porque incentiva o profissional de mídia a evoluir e se entregar ainda mais", explica.