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Dia do Trabalhador: O esporte eletrônico e seu vasto mercado de trabalho

Jogadores da INTZ e Redemption se preparando para mais uma partida de CBLoL Riot Games

O esporte eletrônico já é uma realidade do mundo contemporâneo, e aquele papo de que as profissões ligadas ao meio serem do “futuro” não cola mais. Isso porque o mercado passou a oferecer a todos aqueles que querem ingressar no esport uma vasta lista de ofícios, desde os especializados, como jogador e treinador, até os mais tradicionais, como psicólogo, administrador, jornalista e fotógrafo.

Nesta quarta-feira (1º), o Brasil e alguns outros países comemoram o Dia do Trabalhador, e o ESPN Esports Brasil aproveitou a data para retratar de forma geral as profissões do meio. No decorrer desta semana, três especialidades serão aprofundadas: treinador, gerente (manager) e social media.

O ESQUELETO DE UMA EQUIPE

Tomando como base uma equipe de League of Legends, modalidade que é o carro-chefe do cenário nacional, ela já não é mais formada apenas por jogadores. O primeiro reforço foi o treinador, que de opcional passou a obrigatório nos times brasileiros desde 2016. Com o passar dos anos, as chamadas comissões técnicas deixaram de ser formadas exclusivamente pelos coachs e passaram a contar também com analistas, técnicos assistentes e outros especialistas.

Prova disso foi a iniciativa da paiN Gaming no ano passado. Para a primeira etapa 2018 do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), o clube montou uma equipe técnica composta por nove profissionais, que ia desde a um treinador-chefe até responsáveis pelo desenvolvimento individual dos jogadores e pela comunicação dentro do jogo.

OS CLUBES DE ESPORTS

Nos primórdios dos esportes eletrônicos, as organizações eram rústicas. Em especial no Brasil, poucas eram aquelas que competiam em mais de uma modalidade e que não eram comandadas pelos próprios jogadores. Quando uma possuía um corpo diretor, por assim dizer, as pessoas que lá trabalhavam eram mais por amor do que uma profissão em si.

Mas os esportes eletrônicos evoluíram e as organizações seguiram o fluxo, se profissionalizando e passando a serem consideradas empresas. Com isso, a responsabilidade pelo crescimento da marca deixou de ficar somente nas mãos dos donos e fundadores e foi distribuída para uma verdadeira equipe de profissionais.

A atual campeã do CBLoL, INTZ, é um exemplo ideal dessa evolução. Como consta no próprio site, o clube atualmente conta com gerente e auxiliar financeiro, diretores comerciais e de criação, designers gráficos, analista de marketing, social media, assessora de imprensa e outros profissionais.

Realidade não muito diferente de uma organização estrangeira. Uma das gigantes europeias, a G2 Esports conta com profissionais que vão desde o gerente de finanças até o responsável por encontrar talentos na Coreia do Sul.

OPÇÕES DAS MAIS VARIADAS

Mas trabalhar no mundo dos esportes eletrônicos não significa que você está limitado a trabalhar para os clubes. Aos interessados que querem entrar nesse mercado, existem também possibilidades de ser um profissional das desenvolvedoras do jogos, de agências de publicidade e talentos voltadas para o meio, criação de conteúdo, jornalismo, organização de eventos, torneios e muito mais.

Responsável por títulos de peso como StarCraft e Overwatch, a Blizzard lista vagas abertas em diversas especialidades. A empresa, por exemplo, está a procura de profissionais para trabalhar com design, áudio, transmissões, negócios, engenharia, esports, eventos, finanças, recursos humanos, marketing e muito mais.