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Com idealizadora do Rainha de Copas, BBL anuncia circuito de torneios femininos de esports

Divulgação

A holding de esports BBL anunciou nesta terça-feira (26) um circuito de torneios femininos de League of Legends, Counter Strike: Global Offensive, Rainbow Six: Siege e DotA 2. Comportando jogadoras desde o nível amador ao profissional, o projeto é encabeçado por uma figura experiente em projetos voltados a mulheres nos esports — a Marcela Furlan, mais conhecida como Kami.

Atual gerente de projetos da BBL, Kami, ao lado das também jogadoras Lihn e Daphne, idealizou o Rainha de Copas, campeonato feminino de DotA 2 que alcançou prestígio mundial ao ser homenageado pela Valve durante o The International 8. O torneio começou com etapas menores e conquistou seu auge durante a final presencial de 2018, com R$1,5 mil de premiação e a presença de personalidades como a narradora Sheever.

O projeto recém-anunciado da holding brasileira tem influência direta do Rainha de Copas, o que é visível pelo nome do campeonato de nível mais alto, Queen of Hearts. A intenção do circuito é de ser um palco consistente para que garotas se desenvolvam nos esports — um “from zero to hero”, nas palavras da própria Kami.

“A ideia foi expandir o projeto para mais jogos”, afirma Marcela. “Além disso, queríamos criar um incentivo constante, não só um torneio no ano, por isso elaboramos um circuito, para que as meninas joguem ao longo do ano. Temos a ideia de que as meninas precisam de incentivo para se descobrir no cenário competitivo. As meninas não precisam só ser fã de games, elas também podem ser jogadoras, e jogadoras competitivas”, argumenta.

Kami defende que, quanto mais o cenário feminino cresce, mais experiência competitiva é criada pelas jogadoras, o que aumenta seu nível como competidoras. “Esperamos auxiliar as meninas a crescerem no cenário, para bater de frente em todos os torneios”, crava.

O CIRCUITO FEMININO

Os torneios serão divididos em três etapas. A primeira é a White Rabbit Cup, que terá inscrições abertas independente do nível em jogo e servirá de porta de entrada para as jogadoras de LoL, DotA, R6 e CS:GO — nesta fase, as premiações durante as semanas serão feitas através de créditos no jogo e, na grande final, o time vencedor de cada modalidade levará R$ 1 mil para casa.

O Mad Hatter, etapa seguinte, será restrito ao Rainbow Six: Siege e ao DotA 2 à priori, e é considerado o segundo degrau na escalada. A premiação em dinheiro é a mesma da fase anterior, mas com vagas para a etapa final, o campeonato premium Queen of Hearts. Ele não será restrito apenas às participantes do Mad Hatter, contando também com classificatórias abertas e convites para equipes internacionais, além de premiação de R$ 23 mil reais.

Outra nuance do circuito serão as classificatórias de Counter Strike e League of Legends para o torneio internacional do GIRLGAMER Esports Festival, evento que fará sua terceira edição em 2019, e já teve sede na China e em Portugal nos anos anteriores.

A iniciativa foi anunciada pelo CMO da BBL, Leo de Biase, no evento Marketing de Engajamento. De acordo com a empresa, a ideia foi justamente com a intenção de atrair o mercado, pois a BBL acredita que o projeto é rentável. “Nós, os possíveis parceiros e as publishers estamos trabalhando para definir essas informações [sobre patrocínio e premiação]. Vamos divulgar quando tivermos novidades”, afirma o PR da empresa.