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Médico que operou Schumacher nega cirurgia experimental: 'Não faço milagres'

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O médico Philippe Menasché, que realizou um procedimento cardíaco no ex-piloto Michael Schumacher em 9 de setembro, negou nesta terça-feira que tenha feito uma "cirurgia experimental" no lendário campeão da Fórmula 1, como vinha sendo divulgado por alguns veículos de imprensa europeus.

Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica salientou que "não faz milagres", e garantiu que seguiu todas as normas éticas de sua profissão.

"Eu e minha equipe não fizemos nenhum experimento. Esse termo, inclusive, é abominável, e não corresponde à visão que tenho da medicina", salientou.

Menasché explicou que realizou uma técnica de transfusão de células-tronco ao coração, mas assegurou que tudo o que fez já vem sendo testado em outros pacientes há pelo menos dois anos.

"Houve uma explosão de atenção em nosso departamento (após a notícia do tratamento de Schumacher), mas agora a situação se normalizou. Muitas pessoas estão me procurando, mas não fiz qualquer tipo de tratamento ou cura experimental", bradou.

O médico ainda destacou que o tratamento com células-tronco "teve muito progresso nos últimos 20 anos", mas encerrou dizendo que "ainda há pouco conhecimento" do que de fato elas podem fazer.

Philippe Menasché é membro do Instituto do Cérebro e da Medula Óssea do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.

Assim como este tratamento, a família de Schumacher costuma manter as informações sob o ex-piloto em segredo.

Atualmente com 50 anos, o ex-piloto sofreu um grave acidente em um dezembro de 2013. Descendo a pista de esqui de Méribel, no sul da França, o ex-piloto caiu e bateu a cabeça em uma rocha.

A situação atual de Schumacher não é de conhecimento público.