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Chelsea é primeiro clube a adaptar os treinamentos ao ciclo menstrual das jogadoras

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O time feminino do Chelsea tornou-se pioneiro ao ser o primeiro clube a adaptar os treinamentos ao ciclo menstrual das jogadoras. A iniciativa foi da técnica Emma Hayes e pode ser benéfico tanto para performance quanto para prevenir lesões e até mesmo, na variação de peso.

“É justo dizer isso, eu sou uma técnica mulher em uma indústria onde mulheres sempre foram tratadas como homens pequenos. As aplicações de qualquer coisa para reabilitações de força e condicionamento sempre vem basicamente do que os homens fazem”, disse Emma Hayes em entrevista ao The Telegraph.

Para a técnica, o ponto de partida é que mulheres passam por algo muito diferente dos homens todo mês e isto é algo que precisa ser melhor entendida. “Temos que entender melhor isso porque nossa educação na escolha falhou, nós não aprendemos sobre nossos sistemas de reprodução. Ele vem de um lugar em que queremos saber mais sobre nós mesmas e entender como podemos melhorar nosso desempenho”, disse.

A ideia de estudar o ciclo menstrual das jogadoras veio a Hayes enquanto ela assistia a derrota do time na final da Copa da Inglaterra de 2016 contra o Arsenal. Ela disse que muitas jogadoras estavam no período menstrual ou perto dele.

A ideia de estudar o ciclo menstrual de seus jogadores chegou a Hayes enquanto ela os assistia perder a final da Copa da Inglaterra de 2016 contra o Arsenal, onde não observou uma boa performance. Hayes então conheceu a fisiologista e corredora Georgie Bruinvels, responsável por desenvolver um aplicativo que permite as mulheres inserirem informações sobre ciclo menstrual, para que possam ser registrados e monitorados.

Se a ideia for implementada em outros times de alto rendimento, pode mudar drasticamente a performance das atletas. Uma mulher pode ser afetada de diferentes maneiras dependendo da fase de seu ciclo. Podem desejar comer comidas que não condizem com a dieta e perder também a coordenação, por exemplo.

Ainda segundo o The Telegraph, a seleção dos Estados Unidos acompanhou o ciclo das jogadoras durante a Copa do Mundo feminina. O Lyon também tem interesse em implementar um programa parecido, mas o Chelsea foi pioneiro e é o único clube que tem isso na sua rotina diária.

“Seria incrível se outros (times) começassem a fazer isso. Essas jogadoras serão a primeira geração de mulheres educadas sobre o ciclo menstrual e espalharão esse conhecimento o máximo possível e esperamos que isso se torne uma cultura em todos os clubes de futebol do mundo, para que todos possam lidar com isso”, finalizou Hayes.