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Bia Haddad é pega no antidoping e leva suspensão de 10 meses

A ITF (Federação Interacional de Tênis) comunicou nesta segunda-feira que a tenista Beatriz Haddad Maia foi flagrada em exame antidoping e suspensa por 10 meses pela entidade.

De acordo com a Federação, a brasileira teve constatada a presença de duas sustâncias proibidas em uma amostra de urina coletada durante torneio da WTA realizado na Croácia, entre 3 e 9 de junho de 2019.

As amostras foram enviadas à Wada, que detectou a persença de SARM S-22 (substância usada para aumento de massa muscular) e SARM LGD-4033 (substância que evita perda de massa muscular).

Por conta disso, foi aplicada um gancho retroativo a Bia Haddad, que passou a valer de 22 de julho de 2019, quando ela foi suspensa preventivamente, até 22 de maio de 2022, quando a tenista poderá voltar a competir.

A ITF comunicou que esta é a primeira vez que a atleta é flagrada em exame antidoping, e que todos os pontos e dinheiro conseguidos por ela no WTA da Croácia serão devolvidos.

Segundo Bichada Abidao Neto, advogado que defendeu Bia Haddad no caso, a ingestão das substâncias foi feita de "forma não-intencional", explicação que foi aceita pela ITF.

Apesar disso, a suspensão de 10 meses não será reduzida, e a tenista só poderá voltar a competir a partir de 23 de maio.

"A atleta Bia Haddad foi autorizada pela ITF a retornar às quadras no dia 22 de maio. Após análise das vitaminas ingeridas pela atleta em laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidopagem, a Federação Internacional de Tênis aceitou que as substâncias proibidas encontradas nas amostras surgiram de forma não-intencional, em decorrência de contaminação cruzada em farmácia de manipulação", escreveu Neto, em seu Twitter.

"Bia é extremamente diligente e utilizava vitaminas prescritas por médico compradas de farmácia que assegura vender produtos em observância às regras antidopagem", completou.