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A cara do pai: assim como Kobe, Gianna Bryant, a Gigi, era muito maior do que o basquete

'Essa garota, cara. Ela fica do meu lado e escuta falarem: 'Ah você precisa ter um filho menino, alguém para carregar seu legado, a tradição.' Ela virava para mim e dizia: 'Eu cuido disso. Não precisa de um menino, deixa comigo'.

A fala acima é de Kobe Bryant, em entrevista para o programa Jimmy Kimmel Live!, em 2018. A garota que ele cita é Gianna, a Gigi, sua filha de 13 anos. A segunda mais velha de quatro meninas que Kobe teve com a esposa Vanessa. Ela viajava com o pai há um ano quando eles, ao lado de outras sete pessoas, foram vítimas do trágico acidente de helicóptero que tirou a vida de todos na aeronave.

Nascida em 1º de maio de 2006, Gigi era a cara do pai. E não é só da fisionomia que estamos falando.

Nos últimos anos, ela começou a jogar basquete na escola. Seguindo os passos do pai, aprendeu os movimentos que marcaram a carreira de Kobe, as expressões, o estilo... até ganhar o apelido de 'Mambacita', uma versão mais carinhosa de 'Black Mamba'.

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Na mesma entrevista para Jimmy Kimmel, Kobe falou sobre a paixão da filha pelo basquete. Segundo ele, Gigi iria para a WNBA "com certeza". A relação e a parceria dos dois se tornou ainda mais clara depois da aposentadoria do pentacampeão da NBA.

Kobe passou a frequentar jogos da liga e, frequentemente, levava a filha para conhecer astros do esporte. Foi assim quando ela viu LeBron James em quadra, James Harden, Luka Doncic, Russell Westbrook, Trae Young...

Trae, armador do Atlanta Hawks, se manifestou no Twitter depois de saber do acidente. Ele fez questão de relembrar o dia que conheceu a jovem Gianna: "Ela me disse que eu era o jogador favorito dela. Não consego acreditar".

No domingo, 26 de janeiro de 2020, Gianna tinha um jogo de basquete pela frente.

Ela e o pai entraram no helicóptero que iria para a Mamba Sports Academy, fundada pelo próprio Kobe, onde entraria em quadra mais tarde. Depois do acidente, todos os eventos foram cancelados, e o ginásio se tornou um ponto de encontro para fãs, que se ajoelharam em respeito a Kobe, Gigi e às outras sete vítimas.

Gianna Bryant se foi aos 13 anos, mas o aproveitou o pouco tempo que teve, influenciou outras jovens a buscarem o esporte e, agora, se torna um símbolo.

13 anos. A cara do pai. O espírito do pai. E, como o pai, Gigi será para sempre lembrada.