Torcida única nos estádios de futebol é algo que divide opiniões. Se de um lado, pode ser benéfico para evitar briga entre torcedores, do outro, algumas pessoas acreditam que perde a essência do futebol.
“O feminino é completamente diferente do masculino”, já dizia Juliana Cabral em uma edição do programa Mina de Passe, quando questionada sobre a distribuição do calendário para as mulheres.
De fato, as diferenças entre o futebol feminino e masculino são diversas, mas há uma que as pessoas esquecem: a torcida única. Assim como no masculino, clássicos paulistas permitem que apenas a torcida do time mandante entre nos jogos.
Mas em um jogo onde o público ainda não lota estádios, o quanto é benéfico ter apenas uma torcida? “Minha opinião é que a torcida única veio por um mau comportamento do torcedor nos estádios. Temos uma sociedade onde a violência e a falta de respeito estão em todo lugar, e isso é levado para o estádio”, disse Arthur Elias em entrevista para o espnW.com.br.
O técnico do Corinthians analisou a diferença de público entre o futebol masculino e feminino, bem como o comportamento. “As pessoas respeitando a todos, crianças, mulheres, crianças que não levam preconceito e coisas ruins para dentro do estádio. Elas têm levado muita alegria e resgatado o espírito esportivo”, complementou o comandante.
E é justamente pelo fato de torcida única ser a consequência de um problema que os próprios torcedores criaram, Arthur defende duas torcidas no futebol feminino, mas deixa o recado: “Eu gostaria que a gente retomasse tanto no feminino quanto no masculino, porque acho que a gente tem todas as condições de ter uma sociedade melhor”, finalizou.
