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Sarah Menezes é a convidada do Olhar espnW desta quarta-feira

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De peso novo e após cirurgia, Sarah Menezes se desafia e mostra otimismo para classificação em Tóquio (1:24)

A judoca precisa pontuar em todas as competições internacionais até maio do próximo ano para se classificar para os Jogos Olímpicos (1:24)

Nesta quarta-feira (30) a partir das 20h (de Brasília) você acompanha o Olhar espnW na ESPN Extra e no WatchESPN. A convidada desse mês é a judoca campeã olímpica Sarah Menezes.

Aos 29 anos, Sarah briga por uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio de 2020, mas sabe que o trabalho será duro. Além de uma cirurgia recente por ter sofrido uma ruptura nos ligamentos do peitoral esquerdo, a faixa preta mudou de categoria e passou de ligeiro (48kg) para meio-leve (52kg), o que fez com que ela começasse o ranking do zero.

“A respeito de vaga, é sempre delicado porque vai quem estiver bem. Se a olimpíada fosse hoje eu não estaria dentro, porque tem duas atletas na minha frente, do Brasil. E eu mudei de categoria, então voltei lá do zero. Uma das meninas já está entre as 10 melhores. Vai ser uma disputa pesada. Vou ter que estar bem nas competições”, reconheceu Sarah em entrevista ao espnW.com.br.

Atualmente treinando no Flamengo, Sarah está voltando aos poucos para o tatame e retomando a vida. Além da cirurgia, realizada há três meses, a vida pessoal também mudou bastante, já que ela se mudou do Piauí para o Rio de Janeiro e, pela primeira vez, deixou a família para trás.

“Tive novas amizades, uma nova vida, uma nova rotina, tudo diferente... minha família toda está na minha cidade. Nunca tinha morado sozinha, é uma nova experiência, um desafio que fiz para mim mesma. Estou hoje namorando a distância e senti tinha que sair dos meus laços”, contou Sarah, que mantém um relacionamento com um atleta que mora na França há cinco anos e está noiva desde 2018.

Estudando para manter o francês fluente e se dividindo entre os treinos e a recuperação da cirurgia, ela afirma estar muito feliz no Flamengo e também, procura se manter tranquila para a classificação olímpica.

“Eu não tenho hábito de ficar olhando o ranking, nunca. Toda vida sempre deixei isso para os treinadores. Agora estou retornando, e o ranking vai até maio do ano que vem, então até lá, o importante é estar no pódio. É treinar, focar e pódio. Até maio, quem tiver melhor ranqueada vai para os Jogos Olímpicos”, afirma Sarah com muita confiança.

O processo de perda de peso

Todos os eventos internacionais valem ponto para o ranking e Sarah sabe que o páreo é duro. Ela está em 43º no ranking olímpico da Federação Internacional de Judô, atrás das brasileiras Eleudis Valentim (23º) e Larissa Pimenta (9º).

Apesar de sentir uma grande pressão pelo positivo fardo de ter sido a primeira brasileira campeã olímpica na modalidade, ela afirma se sentir tranquila.

Sobre a mudança de peso, apesar do conforto de estar na categoria de baixo e, inclusive já conhecer melhor as adversárias, ela explica que o ganho foi também por questão de saúde e está confiante.