A Copa do Mundo feminina quebrou recordes e superou expectativas. A Fifa publicou um estudo de audiência do torneio e os números surpreenderam.
Juntando todas as plataformas, 1.12 bilhão de espectadores acompanharam a transmissão, o que foi um recorde de audiência para a competição. A transmissão pela TV, em casa, foi onde marcou a maior audiência global, com 993.5 milhões de espectadores assistindo ao menos um minuto da cobertura pela televisão.
Comparando com a última edição, em 2015 no Canadá, é um aumento de 30% de audiência, que anteriormente era de 764 milhões de pessoas.
Já nas plataformas digitais, estima-se que 481.5 milhões de pessoas acompanharam a cobertura, um número equivalente a 43% da audiência. O público digital, que se sobrepõe ao público linear da TV, aumentou consideravelmente: em 2015, foram atingidas 86 milhões de pessoas.
A final entre Estados Unidos e Holanda foi a partida mais assistida de todos os tempos, alcançando uma audiência de 82.18 milhões (56% a mais que a final de 2015, de 52.56 milhões) e alcançou o total de 263.62 milhões de espectadores únicos (alcance de um minuto).
As 52 partidas da Copa do Mundo foram transmitidas em 205 territórios ao redor do mundo e o público médio ao vivo foi de 71.27 milhões de espectadores, o que marca mais que o dobro da média da edição anterior, que era de 8.39 milhões.
A atração do público está relacionada a uma maior distribuição de jogos em emissoras de TV aberta e fechada em muitos países.
Segundo Gianni Infantino, Presidente da Fifa, a Copa do Mundo foi muito mais do que um evento esportivo, mas um fenômeno cultural que atraiu mais mídia e atenção do que nunca, o que ajudou com que o futebol feminino ficasse nos holofotes.
“O fato de termos quebrado a meta de 1 bilhão mostra o poder de atração do futebol feminino e o fato de que, se promovermos e transmitirmos amplamente o futebol a nível mundial, seja ele jogado por homens ou mulheres, os fãs sempre vão querer assistir”, disse o presidente.
Ao término da Copa, Infantino deu uma entrevista dizendo que o futebol feminino seria visto de outra forma após o Mundial de 2019 e divulgou algumas medidas, incluindo mais investimento.
