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Emily Lima diz que pode ter sido demitida da seleção por ser mulher e ataca Marco Aurélio Cunha: 'Está nítido que quer sugar'

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'Meu problema foi com o senhor Marco Aurélio', Emily Lima explica o que aconteceu e se mostra inconformada com o cartola (1:31)

'É tanta amizade assim? Direciona ele para um outro caminho, mas deixa o futebol feminino aberto para quem quer trabalhar.' (1:31)

"O meu problema não é com a CBF, e sim com um senhor que é o coordenador lá. E ele é um grande influenciador dentro da seleção. O meu problema foi com o senhor Marco Aurélio Cunha."

Participando do programa Mina de Passe, nessa última terça-feira, Emily Lima, ex-treinadora da seleção brasileira e do Santos, disparou críticas a Marco Aurélio Cunha, coordenador de futebol feminino da CBF.

VEJA NA ÍNTEGRA O MINA DE PASSE COM EMILY LIMA E ALINE PELLEGRINO NO WATCHESPN

Emily foi contratada pela CBF em 1º de novembro de 2016 para substituir Vadão, que viria a substituí-la. Seu começo foi muito bom, com sete vitórias em sete partidas. Depois, vieram cinco derrotas, um empate, e sua demissão 10 meses após a chegada.

"Continuam acontecendo certas coisas por causa dessa pessoa. Isso me incomoda.", Emily Lima sobre Marco Aurélio Cunha na CBF

A treinadora revelou seu sentimento em relação à sua passagem pela seleção. "Eu acho que fui uma cobaia ali na escolha, porque você ouve muita coisa de profissionais que estavam naquela comissão anterior e depois vieram para a minha. Coisas absurdas do tipo 'Já estava tudo planejado: a sua entrada e depois a sua saída, o retorno (de Vadão); eu fui utilizada como uma cobaia nesse sentido, porque pela vivência que eu tenho no futebol, nunca tinha visto um treinador ter sido mandado embora tão rápido."

Sobre suas questões com Marco Aurélio Cunha, Emily fez questão de deixar tudo bem claro: "Meu problema foi com o Marco Aurélio, e pode ter sido pelo fato de eu ser mulher... Pode ter sido que sim."

Para ela, é inconcebível que ele ocupe o cargo que ocupa, de coordenador de futebol feminino:

"Temos pessoas que se entregam ao futebol feminino, que vivem há 25 anos no futebol feminino. Para que trazer uma pessoa que quer sugar, está nítido que quer sugar. Para que trazer essa pessoa que não vai acrescentar. É tanta amizade assim? Direciona ele para um outro caminho, mas deixa o futebol feminino aberto para quem quer trabalhar. De resto só agradeço a CBF, é o ápice chegar na seleção."

Após sua passagem pela seleção, Emily comandou as Sereias da Vila, a equipe do Santos, mas pediu demissão e agora está com novos projetos em mente.