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Seleção feminina de futebol da Jamaica se recusa a jogar por não receber pagamento da federação

Jogadoras da seleção feminina da Jamaica se recusaram a jogar caso não recebam pagamento da Federação Jamaicana de Futebol pela campanha na Copa do Mundo feminina.

Algumas jogadoras publicaram em suas mídias sociais na última segunda-feira (2) uma postagem dizendo “No Pay No Play. Pay our Reggae Girlz” (sem pagamento, sem jogo. Pague nossas Reggae Girlz – em tradução livre).

Uma das estrelas jamaicanas Khadija “Bunny” Shaw, escreveu: “Primeiro time caribenho a se classificar para uma Copa do Mundo. Nós fizemos muitos sacrifícios para vestir as cores da Jamaica. Respeitamos e vestimos as cores com orgulho. Nós estamos em uma posição onde nós estamos literalmente lutando apenas para sermos legalmente pagas. Isso não é só sobre dinheiro, é sobre mudança, mudança na maneira em que o futebol feminino é visto, especialmente na Jamaica. Nós merecemos mais e podemos fazer melhor. Por essa razão, eu ao lado de minhas companheiras de time, não vamos participar de nenhum torneio até sermos pagas”.

Michael Ricketts, presidente da federação, respondeu as alegações das jogadoras dizendo que não sabe o que pode ter causado a ‘greve’. De acordo com ele, era devido as jogadoras 120 mil dólares e metade do valor foi transferido na semana passada.

Mas as jogadoras insistiram que elas não receberam os 60 mil dólares que Ricketts disse ter enviado. “Minhas parceiras de equipe e eu não recebemos dinheiro algum. Nosso acordo acabou dia 30 de agosto e hoje é 2 de setembro”, disse a zagueira Lauren Silver.

Por conta da falta de pagamentos, a seleção jamaicana se uniu formando o seu próprio sindicato contra a Federação Jamaicana.

Vale lembrar que a seleção jamaicana fez história ao se classificar para a Copa do Mundo feminina, mas a luta realmente é árdua. A equipe foi cortada duas vezes da Federação Jamaicana de Futebol, sem receber apoio para materiais de treino, por exemplo.

Muitas das jogadoras precisavam ter um outro emprego para poder continuar jogando e, ainda assim, treinando pouco, apenas em dias de folga.

A história mudou quando Cedella Marley encontrou a equipe e decidiu ajudar. Ao lado de Alessandra Lo Savio, co-fundadora da Fundação Alacran, que trabalha na filantropia da Jamaica e o técnico Hue Menzies, que aceitou assumir o cargo sem salário, a equipe das Reggae Girlz recebeu apoio financeiro e suporte para competir o mundial da França.

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I STAND WITH REGGAE GIRLZS

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time is up #nopaynoplay

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