<
>

Seleção brasileira: Pia Sundhage é questionada sobre pagamento igualitário: 'Não sou política, sou jogadora de futebol'

Devido a repercussão envolvendo pagamento igualitário entre homens e mulheres após a Copa do Mundo feminina, Pia Sundhage foi questionada sobre um posicionamento após anunciar sua primeira convocação sob os comandos da seleção brasileira.

A técnica afirmou concordar, mas ressaltou que está mais preocupada em fazer uma boa equipe para que possam cobrar igualdade. “Sou muito boa em focar no que posso mudar, então aceitei essa posição e a próxima etapa é criar uma equipe vencedora. Isto é o melhor que posso fazer pelo pagamento igualitário ou seja lá o que for”, disse.

Para a comandante, existem outras pessoas que podem responder melhor a pergunta, e ela afirma: “Eu não sou política, sou jogadora de futebol, mas apoiarei isto 100%, então quando discuto alguma coisa, prefiro discutir plano de ataque, defesa e etc”.

Pia acredita que se a comissão técnica fizer um bom trabalho, será mais fácil falar sobre o futebol feminino e melhorar a qualidade do time.

Ela também relembrou que começou a jogar aos 16 anos, quando futebol ‘era coisa de menino’ e comemora suas conquistas: “Agora estou sentada aqui e sou técnica de um dos melhores times do mundo, a seleção brasileira feminina de futebol. Alguma coisa está acontecendo e precisa continuar a acontecer”, disse.

A técnica definitivamente defendeu o pagamento igualitário e ressaltou o quanto a igualdade é importante: “É uma das razões pelas quais estou sentada aqui, as pessoas que tomaram essa decisão pensaram nisto, senão, seria outra pessoa”, finalizou.