<
>

Demitido da seleção brasileira, Vadão diz que não se vê trabalhando no futebol feminino brasileiro

O técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, foi demitido da seleção brasileira na última segunda-feira, sendo substituído pela sueca Pia Sundhage. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Vadão afirmou que não se vê voltando a trabalhar com o futebol feminino. Ao menos não no Brasil.

“Para ser bem sincero: o futebol masculino paga muito mais que o feminino. Vamos supor que eu vá trabalhar em um clube do futebol feminino aqui do Brasil. Não, eu tenho um mercado melhor no masculino, financeiramente falando”, afirmou Vadão.

“Mas se amanhã tiver um convite de fora do país, de alguma seleção, e a gente entender que seja válido, tudo bem. Mas no momento estou focado em voltar para o futebol masculino”, completou o treinador de 62 anos.

Vadão teve duas passagens pela CBF, comandando a seleção feminina entre 2014 e 2016, quando saiu após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e também entre 2017 e 2019, encerrando sua passagem com a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo feminina.

“Dentro daquilo que a gente se propôs a fazer, e está classificado para a Olimpíada, nos classificamos para o Mundial, os objetivos foram alcançados. O que não foi alcançado foi um resultado melhor no Mundial”, comentou Vadão, avaliando seu trabalho no comando da seleção.