O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse em entrevista coletiva esta semana que essa foi a melhor Copa do Mundo da história e anunciou novas propostas para desenvolver ainda mais o futebol feminino.
Mas embora tenha proposto ótimas melhorias, o presidente foi vaiado quando seu nome foi chamado para a cerimônia de premiação. Torcedores soltaram um coro uníssono dizendo “equal pay” [pagamento igualitário].
Uma das maiores bandeiras da seleção feminina dos Estados Unidos é pelo pagamento igualitário. Enquanto a equipe masculina nunca ganhou um mundial, as mulheres chegaram neste domingo ao 4º da história e são as maiores vencedoras do torneio.
Além disto, os Estados Unidos foram a única seleção a levar 100% do elenco que atua na liga norte-americana, o que mostra o investimento do futebol feminino dentro do próprio país.
Neste ano, as jogadoras processaram a Federação de Futebol do país por discriminação de gênero. Cali Lloyd, Megan Rapinoe e Alex Morgan, três das principais jogadoras, lideram o processo.
Em entrevista coletiva, Megan Rapinoe foi questionada sobre os gritos da torcida em Lyon. “Acho que todo mundo está preparado para levar essa conversa para um próximo passo”, disse.
“A conversa deve ser sobre como apoiamos as federações, ligas, o futebol feminino. Os gritos mostram que está na hora de evoluir essa conversa sobre a igualdade de pagamento”, opinou Rapinoe. "As pessoas estão pedindo por isso, deem o que elas querem".
Para ela, a conversa deve chegar a um próximo passo e ela afirma que torcedores, jogadoras e amigos já estão cheios dessa conversa. “Qual o próximo passo? Como vão nos apoiar?”, falou.
Megan Rapinoe foi um dos grandes símbolos de representatividade nesta Copa do Mundo devido aos seus protestos. Uma das artilheiras do torneio, ela também levou para casa o prêmio de melhor jogadora da Copa.
