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EUA e Holanda protagonizam final de Copa do Mundo comandada por duas técnicas mulheres

Por mais que pareça óbvio, não é. O fato de um time de futebol (ou qualquer outra modalidade) ser feminino, não faz com que ele seja comandado por mulheres. Nesta Copa do Mundo feminina, das 24 seleções, apenas 9 eram comandadas por mulheres.

Mas apesar de serem minoria, as duas seleções da grande final são comandadas por mulheres. Do lado dos Estados Unidos, Jill Ellis e, da Holanda, Sarina Wiegman. O confronto você acompanha em TEMPO REAL neste domingo (7) a partir do meio-dia (de Brasília) no espnW.com.br.

Não é um fato inédito. Na Copa do Mundo dos EUA, em 2003, a Alemanha e a Suécia fizeram a final e as duas eram comandadas por mulheres. Do lado campeão, a alemã Tina Theune e do lado sueco, Marika Domanski-Lyfors. Também foi a primeira vez que uma técnica mulher chegou a uma final de Mundial.

Mas a partir daí, nenhum ano ficou sem uma mulher no comando de uma seleção finalista. Em 2007, o bicampeonato alemã oveio das mãos de Silvia Neid, em cima do comandante do Brasil Jorge Barcellos. Em 2011, o Japão do técnico Norio Sasaki venceu as norte-americanas comandadas por Pia Sundhage, que descontou em 2015, mas os Estados Unidos já estavam no comando de Jill Ellis.

É a chance de Jill Ellis alcançar o feito de um bicampeonato mundial. A britânica se mudou com a família ainda criança para os Estados Unidos e começou a carreira de treinadora em sua época de universitária.

Embora Jill Ellis esteja obtendo sucesso no comando da seleção norte-americana, em 2017 as jogadoras veteranas acabaram pedindo diretamente ao presidente da federação que a tirassem do cargo. Reflexos da eliminação pela Suécia na Rio-2016, talvez. Mas o pedido foi negado e Ellis está aí, com uma seleção considerada ‘imparável’.

Já do lado holandês, Sarina Wiegman. No ano passado, o Fifa Football Awards divulgou 10 nomes como de melhores técnicos (ou técnicas) de times femininos e destes, 4 eram femininos. Sarina era um deles e, até então, a detentora do prêmio de 2017. Mas acabou ficando atrás de Reynald Pedros, do hexacampeão da Champions League Lyon.

NO BRASIL

A seleção brasileira passou a ser comandada por uma mulher em 2017. Emily Lima, que hoje comanda o as Sereias da Vila, time feminino do Santos FC desde 2018, ficou no cargo durante 10 meses e acabou sendo dispensada para o retorno do técnico Vadão.

Emily conquistou o Campeonato Paulista no ano passado e ainda bateu na trave na final da Libertadores, ao ser derrotada pelo estreante Atlético Huila.

Ela fez história ao ter sido a primeira mulher a comandar a seleção feminina e, por isso, é a mais conhecida atualmente no Brasil. Em dezembro de 2018, Emily foi a única mulher entre 64 homens a tirar a Licença PRO da CBF.

Dos 16 times que competem a série A do Brasileirão, 3 são comandados por mulheres. Além de Emily Lima, Keila Felicio de Lima comanda o Sport e Tatiele dos Santos Silveira o Ferroviária.

Acompanhe a partida entre Estados Unidos e Holanda EM TEMPO REAL neste domingo, a partir das 12h, no espnW.com.br.