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Claudia Gadelha defende Rose Namajunas e ataca Jéssica Andrade: 'Ela não tem todas as vantagens de uma campeã'

No próximo sábado (6), Claudia Gadelha enfrenta Randa Markos na categoria peso-palha do UFC 239, em Las Vegas.

Na mesma categoria de Jéssica Andrade, atual detentora do cinturão, Claudinha opinou sobre o confronto de ‘Bate-Estaca’ contra Rose Namajunas.

“Ela não tem todas as vantagens de uma atleta campeã, mas tem uma vantagem muito acima da média, que é ser mais forte do que todas as atletas da categoria”, disse Claudinha em entrevista exclusiva para o espnW.com.br. “Isso não quer dizer que ela seja mais técnica e melhor do que as outras”, completou.

As duas já se enfrentaram em 2017 e Jéssica venceu na decisão dos árbitros, portanto, embora reconheça a força da atleta, Claudia acha um pouco desleal. “A Rose estava ganhando dela na técnica, mas quando ela conseguiu fazer a força dela e aplicar a queda, derrubou a Rose e acabou com a luta. Eu acho bastante perigoso isso”, opinou.

“Fiquei com pena da Rose que é uma atleta fantástica e está ali tentando cada dia melhorar para ser mais técnica e melhor. Ela não está ali tentando só ser mais forte”, falou. “Fiquei triste pelo que aconteceu, mas Jéssica agora é campeã, mérito da força dela e vamos lá. Acho que ela vence a chinesa [Weili Zhang], sim”, deixou o palpite. Jéssica defende o cinturão no final de agosto contra Weili Zhang, que tem apenas uma derrota na carreira.

Após a luta, Rose Namajunas deu declarações dizendo que estava pensando em se aposentar, e sobre isso, Claudinha defendeu a americana: “Acho que se eu tivesse chegado perto da morte, me aposentaria também. Aquela posição foi muito ruim. Se tivesse um ângulo diferente ali naquela queda, sei lá o que aconteceria com ela. É de se questionar, não critico o posicionamento dela”.

A POLÊMICA ‘BATE-ESTACA’

Após a luta de Jéssica Andrade com Rose Namajunas, que valia o cinturão peso-palha e Jéssica venceu após aplicar um bate-estaca, muitas polêmicas vieram à tona. O golpe, que é proibido no jiu-jitsu, foi considerado perigoso por alguns atletas e críticos, mas ele é válido no MMA.

“É de se questionar, né. Será que vale a pena tendo meninas com força tão diferente na categoria, cair numa posição daquele jeito?”, questionou Claudinha.

Para a peso-palha, os responsáveis deveriam rever situações deste tipo no MMA porque ela considera perigoso e ainda defende que a modalidade não é mais ‘vale-tudo’ e nem briga.

“MMA é um esporte muito novo. Antes era vale-tudo, era briga, agora não é mais. É um jogo e está evoluindo cada dia mais”, disse Claudinha.

Uma das pioneiras no esporte, ela ainda acredita que algumas coisas vão mudar no futuro, já que o UFC só realiza lutas femininas há apenas 6 anos.

“Essas coisas não vão acontecer no futuro. Não vamos ver mais meninas tão fortes como a Jéssica na nossa categoria, como a Cris Cyborg. Hoje em dia está tudo bem específico, profissionalizado e vai ser difícil vermos diferenças tão bruscas assim entre atletas”, disse Claudinha.

“Cada vez vai enxugando mais e as atletas vão ficando mais competitivos e mais parecidos”, finalizou.