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Jornal inglês não perdoa 'performance vergonhosa' de Camarões na Copa feminina: 'espetáculo parecido com playground'

Após a derrota para a Inglaterra que culminou na eliminação de Camarões na Copa do Mundo feminina, alguns problemas vieram à tona. Durante a partida, o VAR foi acionado diversas vezes e causou revolta na seleção camaronesa. Além disto, as jogadoras acusaram a Fifa de racismo no túnel do estádio enquanto choravam.

Teve ainda um episódio em que a zagueira Augustine Ejangue foi flagrada cuspindo no braço de Ellen White, que reclamou com a arbitragem e nada foi feito a respeito.

Quando questionado na saída de campo sobre as confusões e o comportamento das camaronesas durante a partida, o técnico da Inglaterra Phil Neville disse que achou totalmente errado e que essa é a imagem que o futebol feminino acaba passando para o mundo todo, e ainda finalizou dizendo não sentir nenhuma empatia pelas camaronesas.

Para o jornal inglês The Guardian, o comportamento das jogadoras foi vergonhoso. O jornal relacionou o comportamento da seleção camaronesa com uma creche e defendeu as Leoas, dizendo que 'a seleção inglesa não esperava que se sentiria numa creche durante a partida'.

O jornal ainda relembrou a cotovelada que Nikita Parris levou de Yvonne Leuko com apenas 4 minutos de jogo. Ela cometeu no total 6 faltas no torneio e recebeu um cartão amarelo – embora alguns veículos tenham defendido que o lance seria para cartão vermelho.

O último lance do primeiro tempo também foi contestado, já que as jogadoras de Camarões demoraram 2 minutos para repor a bola, já nos acréscimos, por não concordarem com a resolução do VAR.

Ainda segundo o jornal, o ‘espetáculo era muito mais parecido com playground’. Mesmo porque, houve até empurrão da jogadora camaronesa na árbitra: a camisa 10 Jeannete Yango, em um lance isolado e fora de contexto, empurrou a chinesa Liang Qin. E nada aconteceu.

Aos 90 minutos, Alexandra Takounda empurrou Houghton para fora do campo, atacando-a no tornozelo brutalmente. Takounda, por sua vez, levou o cartão amarelo após o VAR ter sido revisado, no último lance do jogo.

Camarões se classificou para as oitavas de final após um jogo heróico, se classificando como um dos melhores terceiros colocados, ao vencer a Nova Zelândia. Mas se despediu com essa imagem do torneio.