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De tricampeão da NBA com os Lakers a LeBron James: como Rachel Nichols conseguiu espaço e se tornou um ícone do jornalismo esportivo nos EUA

Rachel Nichols é uma jornalista esportiva e, atualmente, apresentadora do The Jump, um dos principais programas sobre NBA na ESPN dos Estados Unidos. Ela foi a convidada do Papo Antunes desta semana e contou sobre sua jornada no jornalismo esportivo e como é ser uma mulher em um meio predominantemente masculino.

Rachel chegou à ESPN em 2004 e acredita que o segredo do sucesso é sempre ser ‘a última a apagar as luzes’. Experiente, tem uma ótima relação com seus companheiros de trabalho e acredita que isso tem relação direta no fato de trabalhar duro.

“O Byron Scott, eu não o cobri como jogador, mas o cobri como técnico. Trabalhei com todos esses caras. Como jornalista, eu tinha uma relação com todos até mesmo antes de o programa existir”, disse ela, falando sobre o ex-jogador e treinador que venceu três títulos com o Los Angeles Lakers e, hoje, é uma das figuras constantes no The Jump.

“Dá para ver que nos conhecemos há anos pelas conversas, porque trabalhamos juntos. E é a mesma coisa com os jogadores de hoje em dia. Damian Lillard, LeBron James ou Draymond Green, todos esses caras. Eu os cobri por muito tempo”, disse.

Em 2013, Rachel saiu da ESPN, mas retornou em 2016, quando criou o The Jump. Neste período, chegou a ser chamada de “jornalista esportiva mais impactante e importante dos Estados Unidos” pela revista Sports Illustrated.

Mas sobre a jornada até lá, também contou que, apesar de não ter sido levada a sério antes de ser um nome reconhecido no meio, elogia a liga de basquete e reconhece que hoje em dia, existe menos preconceito.

“A NBA, particularmente, é tão boa na diversidade ao redor da liga que as mulheres são levadas a sério, mesmo no começo, porque temos exemplos ao redor da liga de mulheres com grandes e importantes trabalhos”, contou no Papo Antunes.

Além disto, representatividade é algo que importou na carreira de Rachel. Ela contou que uma de suas primeiras inspirações no jornalismo foi Christiane Brennan, primeira mulher a cobrir um time de NFL. “Com certeza havia mulheres em quem eu me espelhava e que pavimentaram o caminho”, confessou.

E hoje, certamente Rachel está pavimentando mais caminhos para que novas mulheres cheguem onde ela chegou. Por isso, ela se preocupa em ser um bom exemplo para quem tem interesse em entrar no meio, mas defende o trabalho mútuo para que a diversidade aconteça.

“Eu não espero que as mulheres nos esportes ou em qualquer outra profissão resolvam o problema da desigualdade de gêneros. Todos devemos fazer isso. Sim, eu quero ser um bom exemplo, mas não quero deixar que os outros pensem que não devem fazer nada sobre”, finalizou Rachel.