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Andressa Alves, do Barcelona, aponta o Lyon como favorito ao título da Champions League Feminina

A semana é especial para Andressa Alves. Confirmada nesta quinta (16) como uma das 23 convocadas da seleção brasileira para a Copa da França, a jogadora do Barcelona também vive a expectativa de ser a primeira brasileira a participar de uma final de Champions League Feminina pelo time catalão.

Neste sábado (18), o Barcelona de Andressa busca o título inédito contra o Lyon, da França. Enquanto o time da Catalunha nunca esteve em uma final do torneio, a equipe francesa venceu as três últimas edições. A partida será transmitida ao vivo pelo Espn Extra e pelo WatchESPN, a partir das 12h45.

Em entrevista ao espnW, Andressa reconheceu o favoritismo das adversárias, mas disse que a expectativa é de um grande jogo. Ela falou ainda sobre o clima no Barça depois da classificação heroica contra o Bayern de Munique, na semifinal, e revelou em que posição prefere jogar.

“Elas entram como favoritas”

Andressa demonstra otimismo, mas admite que não vai ser fácil quebrar a sequência de títulos do Lyon, ao qual ela se refere como “melhor time da Europa”.

“Com certeza elas entram como favoritas. Mas a gente espera fazer um grande jogo, errar o menos possível e ser muito eficientes no ataque para tentar este título histórico pro clube”, disse.

A estratégia para quebrar o favoritismo, na opinião da jogadora, é “errar o menos possível e ser eficiente no ataque”. “Espero que a gente esteja em um dia inspirado”.

“É uma honra jogar aqui”

Andressa começou a carreira profissional aos 16 anos no Juventus, tradicional time paulistano do bairro da Mooca. Passou por clubes como a Ferroviária e o São José e, em 2016, depois de uma boa temporada no Montpellier, da França, foi contratada pelo gigantesco Barcelona.

Quando Andressa chegou, o time masculino da equipe espanhola era o atual campeão da Champions League Feminina e um dos times mais fortes do mundo. O feminino, por outro lado, tinha se profissionalizado um ano antes. Mas desde então não para de crescer.

Primeira brasileira a jogar na equipe, Andressa diz que é um privilégio jogar no clube de craques como Messi e Piqué.

“Pra mim é uma honra jogar aqui e ter sido a primeira brasileira a chegar a uma final de Champions (pelo Barcelona). Estou muito feliz e espero que possa abrir portas para que outras brasileiras possam vir também”, disse.

“A gente tem que aproveitar porque não sabemos quando isso vai acontecer de novo”

A vaga inédita na final foi conquistada no sacrifício pelo Barça, que enfrentou o Bayern de Munique com uma jogadora a menos durante boa parte do jogo e só marcou o gol da vitória nos acréscimos, de pênalti.

Andressa contou que a vitória épica trouxe uma motivação especial para as jogadoras. “O clima é o melhor possível. Estamos desfrutando cada momento dessa semana porque pra gente é um privilégio estar na final. A gente tem que aproveitar porque não sabe quando isso vai acontecer de novo”, disse a jogadora, ressaltando que o clima de euforia não tirou o foco da equipe.

Atenção especial com Ada Hegerberg

Para Andressa, todas as jogadoras do Lyon vão dar trabalho na final, mas ela acredita que uma delas merece atenção especial: Ada Hegerberg, a atacante norueguesa que ostenta a marca de maior artilheira da história da Champions League Feminina.

“Elas têm jogadoras excelentes e temos que ter cuidado com todas, mas a Ada é a artilheira, tem que ter uma atenção especial com ela”, analisou.

Craque polivalente

Uma característica que diferencia Andressa de outras atletas é a capacidade que a jogadora tem de atuar com bom desempenho em diferentes posições. Tanto na seleção como nos clubes, ela já jogou como como meia-atacante, centroavante, volante e lateral.

No entanto, acredita que rende melhor quando atua como meia-atacante ou atacante aberta. “É como consigo mostrar melhor meu futebol para ajudar tanto o Barcelona quanto a seleção”, avaliou.

Futebol feminino no Brasil

Jogando em um grande clube espanhol depois de começar a carreira no Brasil, Andressa enxerga com clareza a desigualdade de condições entre os dois países no que diz respeito ao futebol feminino.

A jogadora elogia o investimento que os clubes não só da Espanha, mas de outros países da Europa como França e Inglaterra, fazem para promover as suas equipes femininas. “As ligas investem no futebol femininos. Os clubes também fazem a diferença, divulgando bastante o futebol feminino nas redes sociais. No Brasil ainda falta um pouco disso”, comparou.