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UFC 237: Jéssica, Minotauro, Aldo e Bethe explicam por que MMA feminino do Brasil domina o mundo

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UFC 237: Jéssica Andrade entrega rosa para Rose Namajunas em encarada e se diz pronta para lutar pelo título (2:36)

O evento acontece neste sábado, na Jeunesse Arena (Rio de Janeiro), a partir de 19h30 (de Brasília). Acompanhe em tempo real no ESPN.com.br. (2:36)

O Brasil vai em busca do terceiro dos quatro cinturões femininos do UFC na noite deste sábado, no Rio de Janeiro. Jéssica Bate-Estaca disputa o título dos pesos palhas com a campeã Rose Namajunas e pode aumentar ainda mais o domínio verde-amarelo. Mas, afinal, por que o MMA feminino brasileiro é tão dominante?

O ESPN.com.br levou essa pergunta para alguns dos principais astros do UFC 237.

Para Rodrigo Minotauro, hoje embaixador do UFC no Brasil e responsável por achar novos astros, a história começou também por dos benefícios estéticos da luta.

“Como dono de academia posso falar, as mulheres procuraram as artes marciais a mais ou menos dez anos como forma de perder peso. Uma aula de arte marcial faz você perder 900 calorias. E muitas delas procuraram por esse lance mais fitness. E deu certo!”, diz ele.

Jéssica era uma das que treinava na época em que ainda era difícil achar uma adversária. E concorda que a busca pelas artes márcias também tem um pouco a ver com a tentativa de ser mais saudável.

“No começo, no jiu-jitsu também não tinha mulher para lutar, ganhava por W.O. Hoje, graças a ascensão no UFC e a mídia, a presença de mulheres tem crescido. Vemos mulheres querendo viver da luta porque gostam, porque faz bem para a saúde”, diz.

As portas abertas no MMA por Cris Cyborg e depois no UFC por Ronda Rousey também foram fundamentais.

“A Cris Cyborg foi a primeira que deu resultados”, lembra Minotauro. “A Cris sempre foi nosso ícone, sempre me espelhei nela”, admite Jéssica.

“E em 2013 Dana White viu que podiam ter mulheres no evento. A Ronda abriu esse caminho. Mostramos nosso potencial e que não éramos só um rostinho bonito, fizemos por merecer, demos soco na cara”, complementa.

O aumento do número de lutadoras, portanto, ajudou com que aparecessem mais mulheres muito qualificadas. Mas, uma pergunta ainda segue: por que o Brasil se tornou fonte inesgotável de talentos no MMA feminino?

“Somos muito guerreiras. O povo brasileiro é guerreiro, e nós mulheres já nascemos fortes, com a força de vontade de mostrar nosso potencial todos os dias. Estamos crescendo cada vez mais, conquistando nosso papel na sociedade e podemos fazer tudo. A gente não nasceu só para lavar louça cuidar das crianças. Nascemos para ir para a guerra”, diz Jéssica.

“As mulheres estão fazendo boas lutas e quebrou o preconceito por isso”, diz Bethe Correia, outra que luta no UFC 237 – diante da mexicana Irene Aldana.

E o futuro tem tudo para ser ainda mais brilhante. Afinal de contas, o MMA feminino tem tudo para seguir os passos da evolução dentro do esporte.

“É um esporte muito novo ainda, as meninas estão começando. Agora sim vai começar a surgir lutadoras de MMA, vamos falar assim. Antes cada uma tinha sua técnica principal, sua arte principal que dominava”, diz José Aldo.

“Hoje em dia o cenário do MMA mundial está sendo dominado pelas mulheres brasileiras. Temos várias lutadoras bem colocadas no ranking. Muito em breve, veremos mais brasileiras disputando cinturão contra brasileiras”, se anima Minotauro.

“Vamos conseguir outras meninas que tem muito mais potencial independente do peso, para se tornarem novas ‘Rondas’. Se Deus quiser eu vou tornar uma Ronda, ter mídia e conseguir o cinturão e dar orgulho para o país”, finaliza Bate Estaca.

O UFC 237 terá acompanhamento IN LOCO e em TEMPO REAL no ESPN.com.br.