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Manchester City e West Ham United: Final feminina da FA Cup deve atrair mais de 50 mil torcedores

Getty Images

Este sábado (4) está marcado para ser um dia histórico para o futebol feminino inglês. O jogo entre o Manchester City Women e West Ham United Women pela final da FA Cup deve atrair mais de 50 mil pessoas ao estádio de Wembley. O número pode ser reflexo do crescimento da equipe feminina do Manchester graças ao investimento do clube na categoria.

Seis anos atrás, o Manchester City Women disputava a final da FA Cup com o apoio de apenas 5 mil torcedores. Naquela época, a equipe era uma entidade separada do próprio clube e o cenário era bem diferente para as jogadoras.

"Colocar 50 mil pessoas em Wembley é sublinhar o interesse pelo futebol feminino neste país", disse Steph Houghton, capitão do City e da Inglaterra.

Igualdade de condições para jogadores e jogadoras

No centro de treinamento do clube, os times masculino e feminino treinam e trabalham juntos. Todos têm acesso a mesma equipe de apoio, de médicos e preparadores físicos até nutricionistas e psicólogos. Há interação entre as equipes e todos trabalham pelo mesmo objetivo.

"É um lugar especial, há respeito mútuo", disse o diretor de futebol feminino da cidade, Gavin Makel, em entrevista à ESPN.

Steph Houghton é referência para os meninos do City

Makel garante que a proximidade não traz vantagens apenas para a equipe feminina. Segundo ele, as meninas exercem boa influência sobre os jogadores mais jovens. Especialmente a capitã Steph Houghton.

“Eles conversam muito com a Steph. Perguntam como ela lida com a pressão em grandes jogos porque ela joga em Copas do Mundo e é capitã da Inglaterra. São conselhos que eles podem pedir não apenas ao capitão do time masculino, Vincent Kompany. Eles podem aprender muito com a Steph também", disse.

Makel, que está no City desde 2007, conta como a equipe feminina se desenvolveu desde que o clube entrou na Superliga Feminina e se relançou como uma organização profissional, em 2014.

Para tornar o futebol mais atraente, o Manchester recorreu a jogadoras da seleção da Inglaterra que conciliavam o futebol com empregos de meio período em outros lugares. Steph Houghton, a goleira Karen Bardsley e a meio-campista Jill Scott foram algumas delas.

"Agora, as jogadoras são completamente profissionais e jogar futebol é só o que elas fazem. Essa foi a maior mudança. Temos jogadores que disputaram Copas do Mundo e Olimpíadas, mas ainda estavam treinavam só à noite porque tinham outros empregos”, conta Makel.

Recentemente, o City surpreendeu o mundo ao reunir os jogadores e as jogadoras para posar juntos na foto do pôster de comemoração dos títulos da Copa Continental e da Copa da Liga Inglesa.

O clube divulgou a foto com os dois elencos e os bastidores do ensaio chamado "Together we did it" (Juntos fizemos isso).

Se o futebol feminino no Reino Unido está se preparando para evoluir, o Manchester City está um passo à frente.