Depois de três anos jogando fora do Brasil, Mônica Alves volta para casa. Ela foi anunciada pelo Corinthians como novo reforço para a temporada e vai disputar o Campeonato Brasileiro, a Libertadores Feminina e o Campeonato Paulista com a camisa do Timão.
A zagueira da Seleção Brasileira estava no Orlando Pride, dos Estados Unidos, desde o início de 2016. Ela foi a primeira brasileira a jogar pela equipe americana.
Os passos iniciais de Mônica no futebol profissional foram no Internacional, em 2002, quando tinha apenas 15 anos.
Na época, mesmo jovem, a filha da dona Ana já sonhava com grandes oportunidades no mundo da bola, e, pouco tempo depois, foi convocada para as categorias de base da Seleção.
Em 2004, jogou no Marília, de São Paulo, até que em 2007 passou pela primeira transferência internacional: foi para o Neulengbach, na Áustria, onde jogou até 2012.
Com o contrato assinado com o Corinthians, essa é a segunda vez na carreira de Mônica em que a atleta volta ao Brasil depois de defender um clube estrangeiro.
Da Áustria, a zagueira retornou para a Ferroviária, e em 2015, após jogar no Flamengo, foi para o Orlando Pride, nos EUA – de lá passou por empréstimos ao Adelaide United, da Austrália, e ao Atlético de Madrid, da Espanha.
Com 32 anos (recém–completados, em 21 de abril), Mônica encara o momento do futebol feminino no Brasil sob nova perspectiva.
Com a experiência acumulada pelos clubes que passou, somada à bagagem da Seleção Brasileira, espera agregar à equipe e também acompanhar o desenvolvimento da modalidade no país.
"Deus sabe o melhor caminho e escreveu dessa forma, e eu tô super feliz que aconteceu aqui no Corinthians. É um time de muita expressão e de um projeto não só a curto prazo, mas a longo prazo também. A gente vê o investimento no futebol feminino aqui no clube, e estou ansiosa para começar a treinar com as meninas”, disse.
Copa do Mundo
Prestes a disputar o segundo Mundial da carreira pela Seleção principal, a zagueira destacou a importância da transmissão do torneio na TV aberta.
"É claro que dá um friozinho na barriga disputar um Mundial, ainda mais pelo ano importante que é para o futebol feminino. É a primeira vez que a nossa Copa do Mundo vai ser transmitida num canal aberto, então é importante não só pro desenvolvimento nesse momento, mas pro futuro da nossa modalidade", analisou.
