“O nome dela é Jennifer”!
Mas calma, ela não é a do Tinder, não é a do hit e nem exatamente ‘Jennifer’. Ela é a Dyneffer Silva, uma das jogadoras que estreia amanhã no Campeonato Brasileiro Série A-2 e no São Paulo, diante do América-MG, às 15h (Horário de Brasília) em Cotia, São Paulo.
Vinda do Audax e transferida para o time paulista em janeiro desse ano, a volante carioca tem 24 anos e agora, usa a mesma camisa do irmão, o também volante Jucilei. “Ele é uma referência, um irmão, um homem o qual tiro como exemplo de vida como jogador e profissional”, contou Dyneffer.
Os dois são irmãos de pais diferentes e perderam a mãe ainda muito cedo: ela com 6 e ele, com 13. “Ela tinha câncer e quando fomos tratar, estava num estágio avançado. Foi difícil, mas temos que superar, como tudo na vida”, contou a volante. Ainda que sem a mãe, porém, os dois tem uma ótima relação que a jogadora faz questão de ressaltar.
“Somos amigos. Ele me dá conselhos, quando eu tenho dúvida tiro com ele, seja sobre futebol ou qualquer outra coisa. Quando fui contratada, ele me deu os parabéns e falou para eu seguir fazendo o que gosto, dando o meu melhor. Ele sempre me incentiva”, disse.
Mas o título de “irmã do Jucilei” é apenas um detalhe. Dyneffer nasceu mesmo com o futebol na veia e contou sempre ter gostado de jogar bola, fosse na escola ou na rua. Mais tarde, ela percebeu que era o que ela queria para vida e decidiu se dedicar. Apesar do irmão ser jogador profissional, ela também assume ter sofrido um pouco de resistência da família.
“É a famosa frase de que o futebol não dá futuro para menina, mas eu estou aqui. Meus familiares, quando viram que eu queria isso mesmo, me apoiaram e apoiam até hoje. Desde que começaram a aceitar, me senti mais à vontade”.
No final do ano passado, ela veio para São Paulo a convite de Nildinha, auxiliar técnica, com quem já tinha trabalhado em 2015, na Portuguesa. “Ela falou comigo e me chamou para fazer avaliação. Fiquei pouco mais de uma semana aqui e deu tudo certo”, contou.
A chance de jogar no São Paulo faz com que Dyneffer tivesse a oportunidade de dividir o gramado com Cristiane, alguém que ela achou que só veria na televisão. E sobre o elenco, ela se mostrou muito satisfeita: “O elenco é muito bom, a comissão muito boa. Estou gostando do que estou vivendo esse ano”.
Mas, além de ter Jucilei como ídolo e irmão, ela não deixa de relembrar dois outros grandes nomes pelos quais ela se inspira: Cuéllar, do Flamengo e Ronaldinho Gaúcho. E ela justifica: “Gosto do Ronaldinho por tudo o que ele já fez pelo futebol brasileiro e seus títulos. Já Cuéllar pela raça e pela vontade e também, é claro, porque jogamos na mesma posição”.
