Ex-jogadora do Bayern de Munique feminino, era claro desde criança para Kathleen Krüger que ela viveria do esporte. Ela já jogou futebol e praticou karatê, sendo chamada inclusive para a seleção alemã da arte marcial, mas o coração bateu mais forte pelos gramados. “O espírito de equipe fez diferença. Eu sempre me senti em casa nesse time”, disse a ex-meio campista.
Atualmente, Krüger é diretora de equipe, mas ela passou a fazer parte do Bayern de Munique em 2003, aos 18 anos. O amor pelo time vem de casa: mais jovem, ela assistia as partidas que o time alemão mandava em casa com o pai e o irmão mais velho, e relembra: “Os dois são grandes torcedores do Bayern. Isso certamente reforçou minha decisão de viver do futebol, isso fez minha paixão ficar mais forte”.
Como meio-campista, ela estreou em outubro de 2004, em um jogo vitorioso contra o Wolfsburg na Bundesliga. Mais tarde, ela decidiu levar a carreira para outro lado e tomou a decisão de trabalhar por trás dos gramados. “Pendurei minhas chuteiras aos 24 anos porque eu ganhava pouco dinheiro para muito esforço”, explicou Krüger. Ela estudou Gestão Internacional em 2009 enquanto trabalhava no ramo de logística do time feminino do Bayern.
Na época, Christian Nerlinger havia acabado de assumir o cargo de diretor de esporte e estava procurando por um assistente. Krüger diz que o Bayern tinha uma equipe bem reduzida comparando com os dias atuais e Uli Hoeneb, presidente do clube, perguntou se ela gostaria de assumir a posição.
“Fiz minha inscrição e em três meses consegui o emprego. Sempre quis trabalhar no esporte, mas eu era muito realista desde o início. Eu sabia que o ramo era bastante atraente e que haviam poucos empregos para muitos candidatos. Poder trabalhar com esporte e no meu clube, é como ganhar um prêmio”, disse.
Em 2012, Christian deixou o clube para que Matthias Sammer assumisse e, com o movimento, Krüger foi promovida ao cargo de gerente de equipe e tem sido responsável por todo procedimento de organização desde então.
Sobre ser uma mulher ‘comandando’ uma equipe masculina, ela diz ser frequentemente questionada, já que é uma exceção de mulher que trabalha na Bundesliga, mas também afirma não se sentir especial por isso: “Todos nós temos o mesmo objetivo: sermos profissionais e bem-sucedidos”.
E o trabalho dela é incansável. Ela está disponível para o time 24 horas por dia, 7 dias por semana, o que para a diretora, não é um problema: “É o acordo que aceitei. Eu nunca reclamaria. Gosto muito do meu trabalho para isso”, finalizou. Ela é responsável por toda parte administrativa do clube, tanto do time feminino quanto masculino.
