22 de dezembro de 2013, seis anos e dois meses atrás a seleção brasileira de handebol feminino estava fazendo a final do Campeonato Mundial na Sérvia, contra as donas da casa frente a um público de quase 20 mil torcedores na Arena Belgrado, um recorde.
A seleção estava no grupo B, dividindo com a mesma Sérvia. O caminho para o título estava estreito: o Brasil dividia o grupo com seis seleções, e, além das donas da casa, a Dinamarca, que na época carregava na bagagem três ouros olímpicos e um campeonato mundial em 1997.
O primeiro jogo foi contra a Argélia, o qual o Brasil venceu por 36 a 20. Em seguida, foi a vez de derrotar a China por 34 a 21. Depois, vitória brasileira apertada em cima da Sérvia, 25 a 23. O jogo contra o Japão terminou 24 a 20 e contra a fortíssima Dinamarca, 23 a 18.
Classificado para as oitavas de final, o Brasil enfrentou a Holanda para vencer por 29 a 23 e avançar para as quartas de final contra a Hungia, em jogo difícil que terminou em prorrogação e vitória brasileira de 33 a 31. Na semifinal, foi hora de encarar novamente as tricampeãs olímpicas e vencer por um largo placar de 27 a 21 e a final, apertada, onde o Brasil venceu a Sérvia por 22 a 20 e ficou com o primeiro título da história. A Dinamarca terminou em terceiro, após derrotar a Polônia por 30 a 26.
O título fez com que a seleção fosse o primeiro país sul-americano a vencer um mundial feminino. Além disso, o primeiro e último país não-europeu a vencer um mundial tinha sido a Coréia do Sul, em 1995.
Na premiação de MVP, Eduarda Amorim foi a melhor jogadora. Na artilharia, Sussan Muller da Alemanha marcou 62 gols e, logo em seguida, Alexandra Nascimento ficou com a vice-artilharia, tendo feito 54 gols. Em nono lugar, Ana Paula Rodrigues, que anotou 39. Bárbara Arenhart, a Babi, fez 81 defesas, terminou com 42% de aproveitamento e entrou para o “All Star”, como melhor goleira.
A seleção foi capitaneada por Fabiana Diniz e o técnico era o dinamarquês Morten Soubak.
Agora em 2019, o Brasil tem um importante Campeonato Mundial pela frente, que será no Japão, dos dias 30 de novembro a 15 de dezembro. A seleção já está classificada, graças ao título inédito do Sul Americano do ano passado.
No ano passado, principais atletas brasileiros fizeram um documento exigindo a renúncia do presidente da Confederação Manoel Luiz Oliveira. Ele foi afastado preventivamente em 6 de abril, acusado de desviar cerca de R$21 milhões de dinheiro público, para realização do Mundial de 2011, em que o Brasil foi sede. Com isso, a CBHb perdeu alguns patrocínios. Agora, quem está no comando da confederação é Ricardo Souza.
Em entrevista para o espnW.com.br, no ano passado, a goleira Babi Arenhat lamentou a situação da modalidade no país e falou sobre a criação do “Atletas pelo handebol”, uma iniciativa feita pelos próprios atletas com o objetivo de uma melhora no desenvolvimento, e afirmou: “Nós, atletas da seleção, não temos o que reclamar. Temos, sim, uma ótima estrutura, mas o handebol no Brasil não é da mesma maneira. Muitas coisas não funcionam. Essa gestão está melhorando muitas coisas”. A ideia dos atletas é também trazer outros atletas para perto e se aproximar da confederação para que eles possam trabalhar em conjunto.
