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Claudia Gadelha sobre o MMA nos EUA: 'Ou você ama, ou você respeita'

Claudia Gadelha está morando fora do Brasil há cerca de dois anos para se dedicar ao MMA cada vez mais. Getty Images

Claudia Gadelha iniciou a vida nas artes marciais aos 14 anos, na academia Nova União, Rio de Janeiro. Ex-aluna de Dedé Pederneiras, formador de grandes campeões como José Aldo e Renan Barão, ela sempre competiu jiu-jitsu e entrou em um octógono pela primeira vez aos 18 anos. A migração do jiu-jitsu para o MMA deu-se por questões financeiras e, com apenas dois meses de treino, Gadelha iniciava sua carreira na nova modalidade.

Durante 14 anos, Claudinha treinou na mesma equipe e com o mesmo time, mas há dois anos ela saiu do Brasil em busca de desenvolvimento. Hoje, ela mora em Las Vegas e treina no Instituto de Alta Performance do UFC.

Entre o desafio de se adaptar a ficar longe do time o qual havia passado metade de sua vida, bem como da família e dos amigos, ela teve algumas descobertas, como o valor que o americano dá para a luta. “O americano valoriza muito a luta, vê de uma forma diferente. Sinto que o público brasileiro que não gosta de luta, ou ama ou odeia. Já nos Estados Unidos, ou você ama ou você respeita. ” – disse em entrevista ao espnW.

Ela também contou que acredita ser uma questão cultural e que o americano ama o esporte independente da modalidade. “Se eles não seguem o MMA, eles também não odeiam. Mas, apesar da cultura, no Brasil estamos conquistando cada vez mais fãs” – completou Claudinha.

Para a peso-pena, o que mais falta dentro do esporte no Brasil são ídolos e à medida que eles vão aparecendo, as pessoas vão se identificando e se aproximando cada vez mais do esporte. “É diferente nos Estados Unidos. Aqui eles já praticam o wrestling há muito mais tempo que nós, existe também o pró wrestling que é o ‘MMA fake’ e é gigante aqui, o telecatch também é antigo. Acredito que isso pode mudar, mas é questão de tempo”, disse.

Algo que ela considera ter mudado muito depois da mudança de país foi o fato de que nos Estados Unidos, ela aprendeu que o esporte não é briga: “É um esporte, existem técnicas, estratégias, estudos, ciências... Várias coisas que quando comecei não existia, é muito novo”. Além de ter mudado para ela, ao que tudo indica é isso que tem feito o fã enxergar o MMA de uma maneira diferente e profissional. “Os fãs tem percebido isso também, acredito que é por isso que hoje seguem mais o MMA” – completou.

Com grande mudança no esporte e crescimento da modalidade de uns tempos para cá, Claudinha ressaltou que o que antes era visto como briga, hoje é visto como profissão e isso é um grande passo para sua carreira. “Não é briga, não é porrada, é esporte” – finalizou Gadelha.