No último domingo, o Beira-Rio foi palco da final do Campeonato Gaúcho feminino, onde o Grêmio e o Internacional novamente se enfrentaram pela decisão e o Colorado foi derrotado por 5 a 3 nos pênaltis, após a partida terminar em 1 a 1 no tempo normal. As gurias gremistas conquistaram o primeiro título depois do resgate da modalidade no clube.
O público do Beira-Rio foi de aproximadamente 2400 pessoas, mas não havia catraca para contabilizar o número exato. Sabe-se apenas que o Grêmio lotou seu espaço totalmente e o Inter, pouco mais da metade do que foi disponibilizado. Este foi o primeiro Gauchão organizado pela Federação Gaúcha de Futebol. Até o ano passado, ele era organizado pela Associação de Futebol Feminino.
Porém, o que chamou atenção foi o “palco” utilizado na comemoração das gremistas: uma mesa “de escritório”. Nas redes sociais, muitas pessoas criticaram o fato e questionaram à federação por não terem colocado um pódio ou um palco elaborado. “Tinha que ter canhão de fumaça, papel picado, presidente comemorando junto”, escreveu um internauta.
Seria lindo o presidente Romildo recebendo essas gurias com um palco de campeão digno, papel picado, fogos e tudo mais que existe no futebol masculino.
— Grêmio Future (@GremioFuture) 10 de dezembro de 2018
Foram garfadas nas duas partidas da final contra o Internacional e conquistaram o título para o maior clube do Sul🔵⚫⚪ pic.twitter.com/5R6ET38388
A jornalista Renata de Medeiros, da Rádio Gaúcha, esteve presente no clássico e explicou ao espnW o que aconteceu. Ela disse que a mesa estava sendo utilizada para colocar as medalhas e troféus e, ao entregarem tudo para o Inter e o Grêmio, o troféu do campeão ficou em cima da mesa. “Pegaram para entregar para a Taba, capitã do Grêmio e ela subiu na mesa para receber. Não era para ser um palco ou pódio. A mesa estava ali com finalidade de apoiar os objetos” – disse a repórter, que concluiu – “As gurias em um momento de comemoração subiram na mesa, a ideia era que fosse tudo na grama mesmo”.
Quando perguntada sobre falta de investimento na modalidade, Renata afirmou que elas não foram orientadas a subirem na mesa e que foi uma iniciativa delas e aproveitou para, mais uma vez, ressaltar a falta de investimento no futebol feminino: “Pela mesa, foi uma iniciativa própria, a falta de investimento exige uma análise muito mais profunda” – concluiu.
Em entrevista à reportagem GaúchaZH, Taba também explicou o que a fez subir na mesa: “Eu estava em êxtase, é uma sensação incrível. O que me veio na cabeça quando vi aquela mesa foi: eu vou subir ali para ficar o mais alto possível. O que eu fiz foi seguir meu instinto. A gente mereceu!”.
Também segundo a reportagem, a FGF arcou com todas as despesas do campeonato, isentou os clubes de pagarem taxas para registrar de atletas, forneceu bolas para as equipes e arcou com o custo de medalhas e troféus para a premiação, porém o torneio segue sem patrocínio.
