<
>

Libertadores: Semifinalista, Andressinha faz balanço do Iranduba na competição e elogia torcida do Hulk da Amazônia

Dos Estados Unidos diretamente para Manaus, Andressinha veio do Portland Thorns para defender novamente o Iranduba. Meia da seleção brasileira, ela conquistou o título amazonense com o “Hulk” no ano passado e está atuando no futebol norte-americano desde 2015.

A escolha de jogar no Iranduba foi simples. A temporada dos EUA dura apenas 7 meses e as jogadoras optam por outros clubes para não ficarem paradas durante o resto do ano e, além disso, ela sente uma identificação com a equipe brasileira. “É uma competição que eu não tinha jogado ainda e eu já conheço o pessoal daqui. Algumas meninas jogaram comigo no Kinderman. Então eu já tinha um contato e identificação com o clube e eu aceitei vir para cá e jogar a Libertadores” – disse a meia em entrevista ao espnW.

Dona de dois belos gols nos dois primeiros jogos da Libertadores, a primeira vez no torneio já está rendendo a Andressinha a vaga nas semifinais. E, embora a competição parecesse fácil vista de fora, sabendo que a maioria dos times do exterior não contam com um futebol profissional, a campanha do Iranduba terminou com cinco pontos: uma vitória e dois empates.

Em relação a isso, a jogadora acredita que os times sempre entram muito mais fortes contra os brasileiros. “Acho que pelo retrospecto dos times brasileiros na Libertadores, todos achavam que seria muito mais fácil, mas a gente não foi com essa cabeça para os jogos, sabíamos das dificuldades. Até porque todas as equipes quando jogam contra brasileiros, acabam tendo algo a mais e se dedicando” – disse Andressa, que completou – “Claro, queríamos ter classificado com três vitórias, mas sabemos que o futebol não é assim. Tem outra equipe do outro lado e a outra equipe tem méritos. Mas no final das contas deu tudo certo e classificamos”.

Para ela, essa fase de mata-mata é outra competição e agora, resta ao time aproveitar o tempo para se organizar e fazer uma boa semifinal. “Fico feliz por ajudar com gols e contribuir com a equipe. Temos que nos acertar e fazermos uma boa semi. Tenho certeza que temos um bom elenco e que vamos conseguir chegar à final”, disse.

Jogando em casa, a oportunidade de fazer a final pode ser algo muito bom também para a cidade. “Somos os anfitriões, o torcedor nos apoia muito e acho que seria importante para o time e para representar a cidade de Manaus. Se Deus quiser estaremos nessa final e teremos um público bem grande” – reconheceu a atleta.

O time amazonense é conhecido por ter uma torcida fanática. Andressinha destaca o fanatismo com muita felicidade, satisfação e sente-se reconhecida. “A torcida é diferente de todo resto do país, são muito fanáticos. Andando na rua, eles conversam, perguntam, incentivam. Eles realmente são bem apaixonados. E é um orgulho para eles, eles se sentem representados”.

Acabando a Libertadores, o futuro da meia é incerto. Ela continua no Brasil e pretende decidir com a família qual o melhor caminho a seguir, além de ter novas propostas por estar nos Estados Unidos já há bastante tempo. Mais que isso, ela ressaltou a importância e foco no mundial do ano que vem: “Ano que vem tenho que estar muito bem, é um ano importante, de Copa do Mundo. Tenho certeza que é o foco para o ano que vem e todo mundo vai querer uma vaga”.

O Iranduba enfrenta amanhã (29) o Atletico Huila (COL) às 20h, na Arena da Amazonas e promete toda garra para a classificação na final da Libertadores.