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Na Copa do Mundo, Iranianas quebraram paradigma e mostraram que 'estádio é lugar de mulher, sim'

Na Copa do Mundo de 2018, as iranianas fizeram história no futebol. Na Rússia, muitas delas tiveram a oportunidade de frequentar um estádio pela primeira vez. No Irã, as mulheres não podem ir às arquibancadas, e o mundial da Rússia veio para nos fazer refletir sobre a presença feminina no mundo do futebol.

Durante um jogo do Mundial entre Espanha e Irã, exibido em um estádio no país do Oriente Médio, autoridades permitiram que mulheres assistissem ao confronto. Além disso, elas puderam ver in loco o amistoso entre Bolívia e a seleção iraniana em outubro.

Porém, depois dessa partida, Mohamed Jafar Montazeri, procurador geral do Irã, voltou atrás e disse que não permitiria mais que mulheres entrassem em estádios novamente. Para ele, mulher ir ao estádio e encontrar homens ‘quase pelados’ pode levar ao pecado, e o povo mulçumano não pode permitir isso.

Mas afinal, estádio é lugar de mulher, sim! E é esse o tema da versão itinerante especial do programa 'Olhar espnW' desta quarta-feira (21), com exibição na ESPN Extra e no WatchESPN, AO VIVO, às 19h, direto de Caxias do Sul (RS).

No Brasil

No Brasil, as mulheres podem ir a estádios e, inclusive, é possível perceber uma crescente presença feminina na arquibancada, porém ainda com algumas ressalvas. Muito se fala em machismo e assédio. Visando a diminuição da violência contra mulher no meio futebolístico, a vice-presidente do Vasco da Gama é um exemplo de quem tem lutado contra isso.

Além disso, muitos coletivos feministas têm se fundido pelo Brasil em prol das mulheres nas arquibancadas. Alguns exemplos são o Corinthians com o “Movimento Toda Poderosa Corinthiana”, o Internacional, om a “Força Feminina Colorada”, em Recife o Santa Cruz conta com o “Movimento Coralinas” e o Palmeiras tem o “VerDonnas”.