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Não é só Serena; veja mais atletas que foram mães e continuaram brilhando no esporte

Durante o US Open de 2017, a detentora de 23 Grand Slam Serena Williams estava lutando por sua própria vida. Ela deu à luz a Alexis Olympia através de uma cesárea e após a gravidez, sofreu algumas complicações e teve uma embolia pulmonar, tendo que ficar de cama durante seis semanas.

Mesmo depois de tudo, ela voltou às quadras e avisou que quer se igualar a Margaret Court, que é recordista de títulos de Grand Slam, com 24 títulos. Em julho, ela chegou até uma final de Wimbledon e chamou muito a atenção.

Ainda no mundo do tênis, Victoria Azarenka, atual 79ª do ranking da WTA, teve sua carreira interrompida para ter um filho: foi quando ela caiu do primeiro lugar do ranking para 200º. Além disso, ela teve de lutar pela guarda de seu filho após se separar do marido e isso a manteve ainda mais longe de jogar qualquer Grand Slam por um tempo. No US Open, ela foi derrotada na terceira rodada pela número 3 Sloane Stephens, mas já voltou a jogar em alto nível demonstrado um ótimo tênis nos jogos anteriores.

Ser mãe e continuar uma atleta extraordinária já havia acontecido bem antes. Em 1960, a velocista Wilma Rudolph venceu três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma dois anos depois de ter dado à luz a sua filha. Sheryl Swoopes retornou às quadras de basquete seis semanas depois de ter dado à luz também, ajudando o Houston Comets, em 1997, vencer o título da WNBA. E estes são apenas alguns exemplos.

Segundo o Doutor Miho Tanaka, diretor do programa de medicina esportiva da Johns Hopkins em entrevista ao New York Times, há falta de estudos científicos que mostrem qual o motivo de que as atletas de elite voltem a competir em alto nível depois de terem filhos, mas que cada atleta reage de forma individual.

Outro exemplo de atleta que triunfou mesmo depois da gravidez, foi a três vezes campeã olímpica de vôlei de praia Kerri Walsh Jennings. Durante Londres 2012, ela estava grávida de cinco semanas de seu terceiro filho, que veio acompanhada de sua terceira medalha de ouro. Além dos ouros olímpicos, no primeiro ano depois de ter tido seu segundo filho e depois anos depois do primeiro, ela venceu uma medalha de prata no mundial de 2011 e, no mesmo ano, ganhou mais três Grand Slams na Tour Mundial. Hoje aos 40 anos, com três filhos e o projeto P1440, ela quer competir em Tóquio 2020.

A futebolista americana Joy Fawcett pode ser considerada uma pioneira para as jogadoras de futebol dentro e fora de campo. A três vezes campeã olímpica pelos Estados Unidos foi uma das primeiras jogadoras americanas a ter filho no meio da carreira. Ela jogou com o time em 1994 apenas três semanas depois de ter dado à luz. Seguido a isso, teve um filho em 1997 e outro em 2001. Ela jogou todos os jogos da Copa do Mundo Feminina em 1995, 1999 e 2003, além dos Jogos Olímpicos de 1996 e 2000.

A surfista Lisa Anderson se descobriu grávida durante uma competição no Havaí, aos 23 anos, quando havia acabado de conseguir um patrocínio. Aconteceu no início dos anos 90, e na época, ela deu declarações dizendo que estava apavorada e não sabia o que aconteceria com a carreira de lá para frente. Os concorrentes só souberam cinco meses depois que ela estava grávida, que foi quando ela perdeu uma competição por conta de condições desfavoráveis. A filha nasceu em 1993 e duas semanas depois, ela já estava novamente pegando onda e dizendo que o fato de as pessoas acharem que ela não conseguiria surfar novamente, a motivava. A motivação veio em forma de títulos, já que ela venceu os campeonatos mundiais de 1994 a 1997.

A seleção brasileira de vôlei sofreu alguns ‘babies boom’ e muitas jogadoras tiveram que se afastar para terem seus bebês. Um exemplo é Dani Lins, que voltou aos treinos regenerativos nesse ano dois meses depois de dar à luz a Lara. A campeã olímpica de Londres 2012 está definitivamente reintegrando a equipe de José Roberto Guimarães e está na Suíça para disputar o Montreux Volley Masters, que começa amanhã (04). O foco de Dani é o mundial, que começa dia 29 de setembro. Além disso, em maio desse ano, ela fechou contrato com o Hinode Barueri.