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Competição do Mundial de Ondas Grandes só deve acontecer se houver premiação igual para homens e mulheres

Etapa de ondas gigantes na Califórnia deve acontecer em outubro Getty Images

O desafio de Mavericks, etapa de ondas grandes da WSL que acontece na Califórnia, tem início previsto para dia 01 de outubro.

Segundo o portal Surfer.com, na última semana, o California State Lands Commisions fez um relatório dizendo que a WSL só poderá realizar o evento caso o pagamento para homens e mulheres seja feito de forma igual. Ainda não está claro o que ocasionou o envio do relatório.

O grupo Comitê de Igualdade para Mulheres no Surfe, composto por alguns dos maiores nomes das grandes ondas de surfe, entrou em contato com a Comissão da Costa da Califórnia para pedir o pagamento igual para as mulheres antes de garantir qualquer permissão para que o evento aconteça. O State Lands Comisson, por sua vez, ouviu o pedido.

“Se você quer promover o surfe profissional, você precisa dar suporte às surfistas” – disse Bianca Valenti ao portal Surfer.com. “Incluir e pagar a mesma coisa para homens e mulheres, é sobre responsabilidade. Hoje está sendo um marco histórico e me sinto meio boba por estar lutando por pagamento igualitário em pleno 2018. O futuro do esporte depende de todos nós, homens ou mulheres. Nós estamos todos juntos e juntos conquistamos mais. Uma vitória para mulheres do surfe é uma vitória para o surfe”.

A decisão da Lands Comission dizia: “acreditamos que é de interesse do Estado exigir que o evento implemente certas medidas para promover a igualdade, exigindo que o montante de pagamento seja feito a qualquer participante, sem depender de gênero”.

Em entrevista para Luiza Ferraz, produtora da ESPN, o presidente da Confederação Brasileira de Surfe Adalvo Argolo falou sobre igualar as premiações para homens e mulheres nos eventos da CBS: “As duas modalidades estarão com os interesses iguais agora. Eu acho que isso fortalece mais o esporte e incentiva muitas mulheres, porque agora elas vão se sentir tão bem remuneradas quanto os homens, coisa que nunca foi e nem é nos outros esportes. Nós estamos revolucionando o surfe não só no Brasil, mas no mundo inteiro. É o primeiro país do mundo onde vai se pagar uma premiação igual para homem e mulher” – e reiterou também falando sobre a World Surf League – “Acho que isso reforça os estados, até a WSL num futuro próximo vai pagar premiação igual para homem e mulher – e eu, como presidente da Confederação Brasileira de Surfe, acho justíssimo”.

Em um mundo onde precisa-se sempre batalhar por premiações iguais entre homens e mulheres, ter premiação igual no surfe seria um grande passo para todas as outras modalidades. A demanda de igualdade tem sido maior a cada dia e cabe aos responsáveis tomarem medidas cabíveis para que isso aconteça e profissionalize cada vez mais o esporte feminino.