Iraniano foge sobre polêmica envolvendo mulheres do país nos estádios: 'É um assunto interno'

Masoud Shojaei, do Irã, em entrevista coletiva Getty

Muito se tem falado sobre a presença das iranianas nos estádios. Na semana passada, muitas delas estavam frequentando um estádio de futebol pela primeira vez, na estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo, em jogo contra o Marrocos.

Porém, a questão tem ido muito além de debates e polêmicas. As mulheres do Irã, que são proibidas de frequentarem estádio de futebol em seu país desde a revolução Islâmica, em 1979, foi algo que o jogador da seleção iraniana Masoud Shojaei determinou como “algo que deve ser resolvido internamente” e não deve ser discutido na Copa do Mundo.

Questionado durante uma coletiva de imprensa ontem (19) sobre a presença das iranianas nos estádios da Rússia, o meio campista esquivou-se da pergunta e respondeu: “Com todo o respeito a você e sua pergunta, não somos apenas um time. Somos uma família e é a nossa nação que está em campo. Se você quer perguntar sobre essa questão, isso é um assunto interno e preferimos resolver esse questionamento entre a nossa família”.

Por outro lado, torcedores estão se mobilizando para que as iranianas passem a frequentar estádios em seu país. Como forma de suporte, também foi criado um abaixo assinado por Maryam Qashqaei para pressionar o presidente da FIFA Gianni Infantino a tomar alguma providência em relação a não participação de iranianas nos estádios.

Uma parte da descrição do abaixo assinado diz que o maior estádio do Irã é chamado de Azadi, que significa “liberdade”, o que não faz sentido já que ele não pode receber mulheres. A petição já recebeu mais de 63 mil assinaturas e tem como meta 75 mil.

Nas redes sociais, como forma de apoio, as pessoas estão espalhando a hashtag #NoBan4Woman.