“Qual é o sentido do VAR se os principais lances não forem revisados? ”. Essa foi o principal questionamento de Marta, atacante do Orlando Pride e da seleção brasileira de futebol feminino, que estreou esse final de semana como colunista do The Guardian, o mais importante jornal inglês. Em sua coluna, ela aproveitou para criticar o mau uso do árbitro de vídeo no jogo entre Brasil e Suíça, em Rostov.
Marta diz acreditar que a Seleção foi para a Rússia com ótima preparação e boas esperanças. Ela também citou o fato do jogo ter sido difícil desde o início e as duras entradas que Neymar, principal jogador da Seleção, sofreu durante todo o jogo e que isso foi muitas vezes ignorado pelo árbitro.
Antes do gol da Suíça, Miranda foi empurrado dentro da área e questionou ao árbitro sobre a legalidade do lance. O árbitro, porém, não recorreu ao vídeo. Outro lance duvidoso foi um pênalti não marcado em Gabriel Jesus, onde ele foi derrubado dentro da área e o VAR novamente não foi consultado.
Sobre ambos os lances, Marta argumenta, comparando com o tênis, onde os jogadores podem pedir desafios para entender o lance: “Nas duas ocasiões o árbitro e árbitro assistente de vídeo (VAR) não revisaram o lance e eu não posso deixar de perguntar: por que existe o árbitro de vídeo se não pode ser usado quando há alguma controvérsia em lances? Por que não pode ser como é no tênis, onde o time afetado pode pedir para que a decisão seja revista? ”
Em seus stories do Instagram, Marta também fez um vídeo em que mostrava indignação pelo fato do árbitro se negar a usar o VAR em alguns lances que podem ter sido decisivos para o Brasil.
