Uma corrida de rua mundial, com um objetivo nobre e uma participante para lá de especial. A Wings For Life World Run, que tem toda sua renda revertida para pesquisas sobre a cura da lesão na medula espinhal, terá, neste ano, a participação da ex-ginasta Laís Souza, uma das principais representantes da causa no Brasil. A corrida é disputada simultaneamente em diferentes países e, em sua quinta edição, terá o Rio de Janeiro como sede pela primeira vez.
A cidade maravilhosa se junta a outras cidades de países como Áustria, Croácia, Suíça e Estados Unidos, que terão largada ao mesmo tempo no dia 6 de maio, às 8h (de Brasília), independentemente do fuso horário. “Acho superimportante todas as ações que incentivam causas que podem ajudar outras pessoas. Quanto mais pessoas se envolverem é ainda mais positivo”, ressalta a ex-atleta.
Wings for life world Run tem conceito inovador: a prova é conhecida por não ter uma linha de chegada fixa. Em vez disso, o chamado “Catcher Car” (carro perseguidor) larga 30 minutos depois dos competidores e vai aumentando de velocidade gradativamente, alcançando um por um. O último corredor a ser ultrapassado é o campeão.
O modelo permite que corredores e cadeirantes com os mais diferentes preparos físicos possam participar do evento. No ano passado, o vencedor foi o sueco Aron Anderson, que fez 92,2km nos Emirados Árabes.
Laís Souza disputou os Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Pequim-2008 pela seleção brasileira de ginástica artística. Ela trocou de esporte e, em 2013, começou a treinar esqui aéreo, conseguindo vaga para disputar a Olimpíada de Inverno de Sochi-2014. Durante treino nos EUA, sofreu um grave acidente que causou torção na coluna cervical.
A ex-ginasta passou por cirurgia, fez tratamento com células-tronco para minimizar sua lesão medular e vem lutando para recuperar os movimentos. No ano passado, com ajuda de um estabilizador, conseguiu ficar em pé pela primeira vez.
Qualquer um pode participar da Wings for Life World Run, que ainda está com inscrições abertas. Criada em 2014, a prova já reuniu mais de 435 mil corredores de 193 nacionalidades, que juntos percorreram 4,2 milhões de quilômetros. Desde então, já foram arrecadados 20,6 milhões de euros, totalmente destinados às pesquisas.
