Carmen Jordá, ex-piloto da F-1: 'Fórmula E é mais fácil para mulheres do que Fórmula 1'

Carmen Jordá defende mulheres na Fórmula E por ser 'menos física' Arquivo pessoal

Depois de andar em um carro da Fórmula E durante o ePrix da Cidade do México no último final de semana em um evento de um patrocinador, a ex-piloto de desenvolvimento da Renault e da Lotus, Carmen Jordá, afirmou que mulheres podem ter mais facilidade para construir uma carreira de sucesso na categoria, por ser menos desafiadora do que a Fórmula 1.

Eleita recentemente para a Comissão de Mulheres da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a espanhola tem sido uma voz controversa e polêmica no mundo das corridas nas últimas temporadas. Ela foi criticada por muitos pilotos do gênero por apoiar a realização de um Mundial inteiramente feminino e por dizer que não acredita que as mulheres podem competir igualmente com os homens.

“Eu acho que sim (que a Fórmula E é mais fácil para as mulheres). É um carro menos físico do que o da Fórmula 1, muito por conta da direção hidráulica. Não cabe a mim decidir o que é bom ou não para mulheres no esporte. Mas, na minha experiência no kart, na Fórmula 3 e nos GTs, acho que somos capazes de bons resultados em todos esses campeonatos. Mas na Fórmula 1 e na Fórmula 2, creio que exista a barreira da questão física.”

"Temos que considerar a Fórmula E como um campeonato de auto nível. "Você pode ver todos os pilotos que estão aqui. O carro que eu testei não é um carro superdifícil de dirigir, mas há muitas coisas diferentes que você precisa aprender para conseguir. É desafiador. A categoria já teve algumas mulheres; então, por que não ter mais?”, completou.

Em três anos de corrida no GP3, Jordá nunca conseguiu se classificar no top 20. Seu melhor resultado, em três temporadas, foi a 13ª colocação. A espanhola fez parte da Lotus, na Fórmula 1, até 2015.

Simona de Silvestro foi a última mulher a correr na Fórmula E. A F1 não tem uma mulher em seu grid há mais de 40 anos, quando a italiana Lella Lombardi disputou o Grande Prêmio da Áustria de 1976. A britânica Susie Wolff foi piloto de desenvolvimento e reserva da Williams e participou de quatro treinos entre 2015 e 2016, mas se aposentou quando percebeu que não teria chances de ser efetivada.