Thaísa celebra volta às quadras após 10 meses: 'Ouvi todo esse tempo que eu não jogaria mais'

Foi quase um ano de espera. Após dez meses sem jogar, recuperando-se de uma grave lesão no joelho esquerdo, Thaísa está de volta ao vôlei. A bicampeã olímpica entrou em quadra nessa sexta-feira e ajudou o Hinode Barueri a vencer o Bauru por 3 sets a 2 (20/25, 25/22, 15/25, 25/19 e 15/13) pela nona rodada do returno da Superliga Feminina. Sua última partida oficial foi em abril de 2017, pelo Eczacibasi Vitra, da Turquia.

Experiente, a central bicampeã olímpica sentiu ansiedade de quem ainda está começando a carreira. “O voltar foi nervoso, ansioso. Tanto tempo fora é complicado, independentemente da minha experiência. No momento em que pisei em quadra, quebrei uma barreira absurda. Ouvi todos esses meses que eu não conseguiria voltar a jogar. Fiquei ansiosa e com frio na barriga como se fosse meu primeiro jogo, quando era menininha”, disse ao espnW.

Bicampeã olímpica pela seleção brasileira, a jogadora de 30 anos operou o joelho em junho para resolver uma ruptura parcial do ligamento lateral do joelho esquerdo e de parte do menisco. Em sua estreia pelo Hinode Barueri, time comandado por Zé Roberto, jogou pouco tempo e com uma proteção no joelho.

“Foi o momento mais complicado da minha carreira. Eu sabia que não ia chegar fazendo horrores, mas aos pouquinhos, vai melhorando. Estou muito feliz de ter dado esse passo grande e mostrar que tenho condições de continuar jogando. No primeiro set, eu estava meio travada. Mas é natural. Com certeza, vou voltar a ser pelo menos perto daquela Thaísa que todo mundo costuma ver.”

No início do ano passado, ela chegou a jogar à base de injeções e remédios para suportar as dores. A central só resolveu dar uma pausa na carreira e tratar a lesão no joelho após sofrer outra, uma grave torção no tornozelo direito. Thaísa operou o menisco e raspou cartilagem e em entrevista à ESPN durante sua recuperação, chegou a dizer que era assustador ver sua perna ‘definhando’.

Sua avaliação após a partida contra o Barueri foi positiva. “Não estou sentindo dor. Ainda tenho um pouco de edema ósseo e sinto um pequeno desconforto porque está no final da cicatrização. Estou lenta, sem ritmo de jogo, mas só fiz sete treinos coletivos; é pouco para dez meses parada. Tenho que ficar com a cabeça tranquila para saber que vai voltar aos poucos, mas fisicamente e clinicamente estou bem.”

O Hinode Barueri tem uma pedreira pela frente na próxima rodada da Superliga Feminina de vôlei. A equipe comandada pelo treinador da seleção brasileira está em quinto na classificação, com 37 pontos, e no dia 2 de março, às 21h30, em casa, vai enfrentar o líder Dentil Praia, que tem 57 pontos.