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Mês Orgulho LGBTQIAP+, série Reflexões - Ex-jogador do Corinthians relembra quando teve que deixar carreira por tratamento hormonal

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'Olho para trás e me sinto muito feliz com a escolha que fiz': VEJA a história de Marcelo Nasminento na série Reflexões (2:44)

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No terceiro episódio da série Reflexões, Marcelo Nascimento e Pedro Oliveira conversam sobre suas trajetórias de vida


Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIAP+, e a ESPN apresenta nesta terça-feira (21) mais um episódio da série semanal Reflexões, que pode ser vista pela ESPN no Star+ e também na ESPN 4 (às 21h30, horário de Brasília). No terceiro episódio, Marcelo Nascimento e Pedro Oliveira compartilham suas experiências sobre o impacto da transfobia em suas vidas.

Marcelo é ex-jogador profissional do time feminino do Corinthians. E Pedro Oliveira trabalha na administração da ESPN há 10 anos.

O ex-jogador compartilhou as angústias de ter que escolher entre a carreira no Corinthians feminino e a transição de gênero, os rumos que a sua vida levou depois de contar para todo mundo que era um homem trans, incluindo a mudança para a Espanha.

"Quando eu atuava no time feminino do Corinthians e almejava iniciar com o tratamento hormonal, eu tive que fazer uma escolha entre começar a tomar os hormônios ou seguir com minha carreira. Porque, pra quem não entende muito, a partir do momento que eu iniciasse o tratamento hormonal, eu não poderia mais estar atuando na categoria feminina. Seria considerado um doping. Seria uma decisão difícil porque eu estava passando por um momento muito bom na minha carreira. Hoje, olhando para trás, eu sinto que foi uma decisão acertada. Eu me sinto muito feliz com a escolha que fiz", disse Marcelo.

Já Pedro narrou a aceitação da sua identidade de gênero na ESPN e os conflitos familiares, já que seus pais ainda não respeitam seu nome e seu pronome.

"No meu caso, todos aqui na ESPN me tratam no masculino e eu fico muito feliz com isso. Apesar de eu não ter feito a transição em si, todos os meus colegas me respitam e me tratam no masculino. Mas em relação à família, eu não tenho essa história. A família não me trata no masculino, muito menos meus pais. Os amigos tratam, mas a família não. Com a família eu estou tendo, desde que eu me assumi, há cinco anos, eu tenho esse mesmo problema".