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Em novo acordo, WNBA terá aumento de salários e licença maternidade paga para jogadoras

A realidade das atletas da WNBA deverá mudar significativamente nos próximos anos. Nesta terça-feira, a comissária da liga, Cathy Engelbert, anunciou que chegou a um acordo com o sindicato das jogadoras para promover melhorias, como aumento salarial e licença maternidade paga a partir da temporada de 2020.

As alterações foram fruto de uma longa briga das mulheres por direitos igualitários, não só no basquete, como em diversas modalidades nos Estados Unidos. De acordo com Engelbert, as próprias jogadoras foram merecedoras das melhorias, por terem sido as maiores responsáveis pela evolução da WNBA nos últimos anos.

“O que nós temos aqui é uma estrutura de pagamento multidimensional, assim como uma estrutura de benefícios”, disse a comissária em entrevista ao The New York Times.

“Nós realmente arriscamos. Estamos fazendo uma grande aposta na liga, uma grande aposta nas mulheres. E que a WNBA possa guiar este novo caminho nos esportes profissionais.”

O salário máximo para as principais jogadoras da liga terá aumento de 83%, indo de US$ 117,5 mil para US$ 215 mil. Haverá também aumento de valores nos bônus, premiações, acordos de marketing, entre outros, o que permitirá que algumas atletas ganhem mais de US$ 500 mil, mais do que triplicando a arrecadação máxima do acordo anterior. O teto salarial para 2020 saltará de US$ 996,1 mil para US$ 1,3 milhão.

Outra evolução considerável foi a licença maternidade garantida com pagamento integral dos salários para as atletas. As jogadoras com filhos receberão ainda uma bolsa anual para cuidados infantis de US$ 5 mil e um apartamento de dois quartos.

A tendência é que o acordo seja assinado e oficializado nos próximos dias.

O contrato terá duração de oito anos, até 2027, mas com opção de rescisão por ambas as partes após seis anos, em 2025.