As retrancas que não me deixam jogar: afinal, quando isso vai parar no futebol?

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues
Renato Gaúcho no último treino do Flamengo
Renato Gaúcho no último treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Sim, o título deste post é totalmente irônico. Então leia o texto, eu não estou louco. E se for para discordar, deixe para o final.

Se tem uma parada bem bizarra no futebol é a desculpa: "meu time não ganhou porque o adversário jogou fechado demais". Após o  0 a 0 contra o Cuiabá, no último domingo, dentro de casa, Renato Gaúcho deixou essa insatisfação bastante nítida em vários momentos da sua entrevista coletiva. Nas redes sociais, vários torcedores também foram na mesma linha.

E deixando bem claro aqui: essa não é um exclusividade do treinador do Flamengo. É algo bem recorrente e que por vezes passa desapercebido.

Mas o grande problema deste argumento é que ele simplesmente não faz o menor sentido.

O primeiro ponto é entender que não existe só uma maneira de se jogar futebol. Vivemos tempos no Brasil em que tem sido reproduzido um discurso só um tipo de futebol é válido. Um pensamento de que estratégias que fogem da opinião comum são simplesmente uma afronta à história do esporte. Resumindo: só pode jogar ofensivamente, no campo do adversário, pra frente... Fora isso, está errado. E ponto.

Trata-se de até de um pensamento quase que antidemocrático. 

Mas sabemos bem que não é assim que funciona. Existem inúmeras formas de vencer e perder, e jogar bem trata-se, pelo menos pra mim, de se aplicar com sucesso a estratégia imposta para aquela partida. Se é bonito ou feio, aí depende. É um gosto meramente particular, que cada um tem o seu.

Dito isto, fica claro que o Cuiabá, dentro do que planejou, fez um ótimo jogo e o Flamengo, dentro do que tinha com estratégia na partida, não foi eficiente. Simples assim.

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No duelo do Maracanã, o time visitante optou por baixar o bloco defensivo, congestionar o centro do campo e obrigar a equipe rubro-negra a atuar mais pelos lados. Com isso, vimos um festival de cruzamentos. Muitas vezes eles eram feitos de forma antecipada (na entrada do terço ofensivo e não chegando no fundo), o que facilitava as rebatidas de Paulão e Empereur. No fim das contas, foram 46 bolas alçadas na área. 

E lá vamos nós quebrar mais um preconceito: não existe problema em cruzar. Aliás, é um artifício bem válido, desde que seja feito com critério. Da maneira que o Flamengo o fez e sem ter jogadores com características para vencer os duelos aéreos, realmente não fez sentido.

Dizer que o adversário não jogou é no mínimo desrespeitoso. Ainda mais quando se fala de uma equipe inferior tecnicamente, que briga por permanência na primeira divisão diante de um time amplamente mais qualificado. É simplesmente tirar o mérito de atletas que se doaram por uma causa, treinaram, se concentraram e se aplicaram totalmente por ela. É simplesmente esconder o fato do seu plano não ter dado certo.

E não tem problema nisso. Tem jogos que não acontecem, que você não flui. Realmente é difícil se sobrepor  a este tipo de estratégia. Não é só o Flamengo que encontra essas dificuldades neste tipo de cenário. A questão aí é reduzir o trabalho do oponente a "só se defender". Defender é jogar. 

Não é jogar o tipo de jogo que você gosta de assistir? Ok. Está no seu direito. Mas é futebol, queira você ou não. E com tudo dentro da regra.

Mais que isso: é querer aplicar sua estratégia de jogo e ainda querer controlar a estratégia do adversário. "Ora, joga mais aberto aí, preciso de espaço para meu jogo funcionar". Não dá. Parece papo de doido, não?

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Espaço, algo tão raro no futebol atual, precisa ser criado e existem mecanismos e estímulos para isso. Por outro lado, a cada rodada que passa, fica claro que o Flamengo tem grandes dificuldades de se desenvolver neste sentido. Desde a chegada de Renato Gaúcho o time rubro-negro tem funcionado muito melhor em transições ofensivas, recuperando a bola e acelerando as jogadas com o adversário desorganizado. E esse é, de fato, um ponto relevante para se discutir. 

Cobrar que o adversário faça o que você julga melhor para sua equipe é inimaginável. Mais que isso, beira a insanidade.

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O Xavi treinador ainda não é o Xavi jogador

Renato Rodrigues
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Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona
Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona Marc Gonzalez Aloma/Europa Press via Get


"Torcedores, calma!". Certo?

Sim, talvez essa seja a expressão mais apropriada com a expectativa gigantesca sobre o Barcelona que agora será treinado por Xavi Hernández, um dos maiores ídolos da história do clube catalão.

A notícia de que ele chegou a negociar com a CBF para ser auxiliar de Tite e assumir a equipe após a Copa do Mundo é mais um ponto de empolgação. E a verdade é que todos enxergam nele a inteligência e maestria como jogava agora como treinador.

Mas a verdade é que a amostragem do espanhol até aqui como técnico é muito pequena para criarmos verdades absolutas. Mais que isso: a margem de análise que temos é em uma liga pouco competitiva e em um centro sem grande peso no futebol mundial. Seu trabalho no Catar foi muito bom, mas não a ponto de toda essa emocionada que o pessoal está dando.

Então você quer dizer que o Barcelona foi mal? Que o Xavi não é o cara certo para assumir a equipe? Também não.

Pelo seu nível de entendimento de jogo, desde os tempos de jogador, por toda sua conexão com o Barcelona, por tudo que fez no futebol como atleta, Xavi tem tudo para ser um treinador de topo. Mas a verdade é: ele ainda não é.

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Até por isso, trata-se de uma aposta. Arriscada como qualquer uma quando falamos de treinadores novatos. É um cara preparado, conectado ao jogo, que tem conteúdo e as costas largas para segurar o rojão que é assumir o Barça hoje em dia. Mas não é garantia.

Ao ver toda essa empolgação em cima de seu nome, logo me vem à cabeça a ideia criada de que ele pode ser o novo Pep Guardiola do clube. E existem semelhanças. Ambos pensam o jogo de forma parecida, viveram momentos mágicos no clube, mostram um QI acima da média sobre o assunto. Mas acho que para por ali.

O próprio Barcelona de Guardiola ficou para trás. Foi a melhor equipe que vi jogar e certamente uma das mais importantes da história do futebol. Existe sim o esporte antes e depois daquela equipe. Ela mudou os rumos do jogo. Mas o futebol praticado por ela não existe mais.

É só olhar para o próprio Manchester City de Pep atualmente. Mantém vários princípios e pilares daquele modelo de jogo ancorado pelo Jogo de Posição, mas é feito de uma maneira totalmente diferente. O futebol atual pede mais agressividade e verticalidade. E o próprio Guardiola entendeu isso. Talvez esse seja a sua maior qualidade: não ter sentado em cima de um modelo vitorioso e sim ir se atualizando conforme o jogo pedia. 

Imaginar uma segunda versão daquele Barcelona histórico de uma década atrás com Xavi chega a beirar a loucura. Primeiro que Xavi não é Guardiola. Segundo que o Xavi treinador ainda não é o Xavi jogador.

Xavi é uma aposta que faz sentido. Mas segue sendo uma aposta. O tempo nos dirá qual tamanho ele terá nessa nova função.

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As diferentes formas de perder e o que Renato Gaúcho está devendo no Flamengo

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Perder é do jogo. Por mais que você fique p*** da vida, não existe alguém que não se frustrou com qualquer esporte. Mas olhar para o futebol, de uma maneira mais fria, nos traz o sentimento das diferentes formas de se perder, do que cobrar e como medir o desempenho de uma equipe.

O Flamengo de Renato Portaluppi nos traz profundamente para esta análise. Inclusive quando ganha!

O bom início de trajetória do treinador na Gávea já mostrava alguns indícios destes. Goleadas, mas sempre em situações específicas, dando espaços, mantendo pouco controle sobre o jogo e, principalmente, apostando tudo nas individualidades acima da média que o elenco rubro-negro possui.

E nas derrotas, em momentos decisivos da temporada, tudo isso ganha uma dimensão ainda maior. Não foram poucas as pessoas que alertaram sobre problemas estruturais que este Flamengo demonstrava mesmo quando somava três pontos. Mas comentar resultado, realmente, é o nosso forte no Brasil. A maioria fecha os olhos e só vamos!

Copa do Brasil: Athletico-PR faz 3 no Flamengo, cala Maracanã e está na final; VEJA gols


  



         

Dois problemas ficaram bastante explícitos nas últimas derrotas do Fla contra Fluminense e Athletico-PR.

O primeiro é defensivo, que impacta diretamente em como a equipe se defende em transições ofensivas do adversário. O que chamamos de balanço defensivo, que nada mais é o posicionamento dos jogadores que ficam na retaguarda defensiva enquanto o time se organiza no ataque, se mostrou muito fragilizado.

Em vários momentos a equipe carioca sofria contra-ataques com inferioridade numérica. Mais que isso, sem um posicionamento que fazia sentido, já que os jogadores adversários tinham tempo de girar e conduzir a bola em velocidade. Isso foi crucial para a eliminação.

Quando ataca, o Flamengo também mostra problemas conceituais em seu jogo. Principalmente no que condiz gerar espaços contra defesas mais fechadas. E quando tecnicamente não consegue colocar o que tem de melhor em campo, com lesões e convocações, isso fica ainda mais claro.

A equipe de Renato não tem movimentos estabelecidos para gerar desequilíbrio nas defesas adversárias. Trabalha na individualidade apenas, simplesmente apostando no talento inato dos seus jogadores. O que deveria ser o contrário. Um coletivo bem estimulado para potencializar ainda mais a capacidade técnica de seus atletas.

Renato Gaúcho vive fase ruim no comando do Flamengo
Renato Gaúcho vive fase ruim no comando do Flamengo Gilvan de Souza/Flamengo

Falta movimento, falta organização ofensiva. 

Apesar de ter criado um caminhão de chances na segunda etapa, dá para perceber que foi algo muito mais estabelecido pelas individualidades, pela necessidade do jogo, do que propriamente algo estrategicamente pesando.

Renato tem seus méritos. Nenhum treinador conquista o que ele conquistou simplesmente por sorte. Para desempenhar este papel é necessário muito mais que conhecimento e execução tática. Mas, sem dúvida alguma, nas últimas partidas, é nisso que Portaluppi está devendo.


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Com mais bola no chão e menos cruzamentos, Sylvinho vai dando suas cartas no Corinthians

Renato Rodrigues
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É nítida a melhora do Corinthians nos últimos jogos. Obviamente que a qualidade acrescentada com Róger Guedes, Willian, Giuliano e Renato Augusto é o principal motivo deste avanço em desempenho, mas também existem algumas ideias de seu treinador por trás disso.

De um time extremamente vertical com Vagner Mancini, Sylvinho vai conseguindo, enfim, colocar um pouco de suas ideias em prática e o que vemos hoje é um Timão mais propositivo, fazendo um jogo mais apoiado e com bola no chão.

Prova disso é o aumento na média de passes por jogo. Com o treinador anterior, 430,7 por jogo, com 340,4 em média de acertos. Agora, com o ex-lateral-esquerdo, a média subiu para 501,2 por partida, com 424,2 de passes certos. E não precisamos só de números para comprovar isso.

Veja na imagem abaixo como o time joga mais perto, com mais circulação de bola, mais aproximação e, principalmente, triangulações. Isso tem muito a ver com a qualidade dos atletas, que tecnicamente produzem lances mais rápidos, com maior precisão nos passes e domínios, muitas vezes já os orientando para o espaço correto.

Veja como o Corinthians ataca com mais compactação
Veja como o Corinthians ataca com mais compactação DataESPN

O Corinthians é hoje, também pelas qualidades individuais que acrescentou, mas não só, um time mais dinâmico. Joga mais rápido, muitas vezes de primeira. Finaliza melhor, chega melhor, toma melhores decisões no terço final. E isso acontece principalmente pelo bom trabalho no espaço entrelinhas, nas costas dos volantes, entre as duas linhas de marcação, como vemos abaixo.

Jogadores sempre se posicionando nas costas dos volantes
Jogadores sempre se posicionando nas costas dos volantes DataESPN

Por outro lado, Sylvinho tem o peso de organizar tudo isso. O coletivo vem primeiro. Juntar qualidade não é garantia de ter um time de qualidade. Até por isso, algumas ideias claras deste time vão para conta do treinador.

Cantillo como primeiro volante por exemplo. Com a escolha, questionada por muita gente, ele aumentou a qualidade na iniciação das jogadas. Por ter um time mais protagonista, faz sentido ter o colombiano ali vendo o jogo por trás. Convencer William, Renato Augusto e Giuliano trabalharem forte sem a bola também é um trunfo. Sem isso, inevitavelmente veríamos uma equipe desequilibrada, principalmente nas transições defensivas.

Sylvinho ganha sobrevida depois de ser muito criticado
Sylvinho ganha sobrevida depois de ser muito criticado Agência Corinthians

Trazer os pontas por dentro e abrir corredores para os laterais também é outro ponto utilizado para ocupar de maneira lógica os espaços ofensivos. Além de Roger Guedes como um típico falso nove, saindo da referência, gerando superioridade numérica no setor da bola e abrindo espaço para as chegadas dos companheiros infiltrando.

Obviamente que trata-se de um Corinthians com caminho considerável pela frente. A qualidade chegou agora, muitos dos jogadores que reforçaram o elenco ainda nem estão na sua condição física ideal. Existe muito a acrescentar. Mas é uma trajetória promissora.

Sylvinho fala sobre volta da torcida


Sem um 9 de referência, mais pelo chão

Róger Guedes tem tido um bom início com a camisa do Corinthians
Róger Guedes tem tido um bom início com a camisa do Corinthians Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

Outro ponto de mudança deste Corinthians nos últimos jogos é não busca pelo jogo aéreo dentro da área. Para se ter uma ideia, nas últimas três partidas, sem Jô como titular, a equipe alvinegra cruzou pouco.

Contra o Palmeiras foram apenas 11 tentativas. Já na partida desta terça-feira, contra o Bahia, mesmo atrás do placar por um período, foram 16. Com jogadores técnicos e, na maioria dos casos, sem grande imposição física neste tipo de jogada, realmente não faz sentido alçar bolas na área à rodo.

A exceção foi contra o Red Bull Bragantino, talvez o melhor jogo com Sylvinho no comando se levarmos em conta o desempenho. Em Bragança, foram 30 tentativas. Mesmo assim, os gols aconteceram pelo chão. Com circulação, aproximação e paciência.

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Como Raphael Veiga ‘se sacrificou’ para seguir estratégia de Abel Ferreira e parar o Atlético-MG

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Raphael Veiga participou do SportsCenter e também comentou a análise feita pelo Data ESPN.


         
     


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DataESPN: Em jogo 'espaçado' e de muita trocação, Flamengo usa suas individualidades e é letal em velocidade

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O Flamengo venceu o Barcelona por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores, e encaminhou bem a ida à grande final continental para buscar seu 3º título.

CLIQUE AQUI e veja Barcelona de Guayaquil x Flamengo em transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+

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Os contextos de jogo e o crescimento de Michael com a camisa do Flamengo

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2019. O Goiás, no meio de tabela do Brasileirão, não sofreu muitos riscos de cair porque tinha um jogador decisivo em sua equipe. Um baixinho que, com campo para acelerar, era praticamente imparável na corrida e nos dribles. 

Esse ponta rapidinho era Michael, que na temporada seguinte se transferiria para o poderoso Flamengo de Jorge Jesus, campeão de tudo e protagonista em todos os jogos que fazia. Pela frente o jogador de agora 25 anos teria um contexto totalmente diferente para se adaptar.

E foi daí que veio sua dificuldade em seu início de Flamengo.

Brasileiro: Flamengo vence Palmeiras com show de Michael no Allianz Parque; VEJA os gols!

De um time extremamente vertical, que dava a bola para o adversário e o acionava com muitos metros para contra-ataques, Michael chegou em uma equipe com ampla posse de bola, jogo no campo de adversário e pouco espaço para acelerar. Meu pé atrás sempre foi em cima disso: o contexto.

Por ser um jogador mais leve, que tem dificuldade nos duelos mais físicos, jogar em zonas com muita pressão na bola não o deixa confortável. Vindo por dentro, pegando a bola de costas... Isso não daria certo. O negócio melhorou quando ele passou a jogar em mais campo aberto.

E ficou claro que, enquanto o Flamengo era um time de mais jogo curto, associações e jogadas combinadas em pouco espaço, o atacante não conseguiu ser potencializado. Eis que chegou Renato Gaúcho.

Apesar de já vir dando mostras de evolução com o treinador anterior, no caso Rogério Ceni, foi com Portaluppi que o camisa 19 parece ter encontrado a sua melhor versão. E isso, mais uma vez, está totalmente elencado ao... Contexto!

Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque
Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque Marcelo Cortes/Flamengo

Hoje o Flamengo é um time que tem diversas faces. Se mostra maduro para jogar tanto no campo do adversário, com posse e tabelas curtas, quanto esperando mais o adversário, controlando o jogo sem bola e saindo rápido quando a recupera. E aí entra Michael, com o que tem de melhor para entregar.

Contra o Palmeiras, isso ficou bem claro. O Rubro-Negro escolheu esperar o rival paulista dado momento do jogo e acionou ponta na situação que ele tem de melhor: com espaço, metros pela frente para acelerar. O primeiro gol ele faz a leitura e pisa na área para concluir. No segundo, "puro suco" de Michael. Tento, aliás, que lembra seus melhores momentos de Goiás.

Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar
Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar DataESPN

Como vemos no frame acima, perceba o espaço para acelerar, as coberturas desajustadas e, principalmente, a linha defensiva desorganizada. Agora olhe as próximas imagens aqui abaixo. São gols e assistências dele. Percebe alguma semelhança?

Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael
Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael DataESPN
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos DataESPN

A verdade é que, quando o Flamengo apresentou um contexto mais favorável para Michael, ele pôde usar suas melhores armas. No fim das contas, tudo no futebol "DEPENDE". Depende de onde, como, quem... Da ideia por trás, da estratégia. Normalmente temos muito mais jogadores fora de contexto do que necessariamente ruins.

Quase todo mundo serve para alguma coisa. Basta explorar o que cada um tem de melhor. 

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Suco de 'Cuquismo': como Atlético-MG destruiu o River Plate bem no estilo Cuca

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Dudu e o domínio em Palmeiras x São Paulo: a análise da atuação do atacante no DataESPN

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DataESPN: Os gols de Adson, a construção das jogadas e a 'leitura de espaço' do corintiano

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Flamengo aproveita as fragilidades e vence no Paraguai; veja a análise do Data ESPN

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A função de Dudu e o 'encaixe frouxo' no gol de Luan em São Paulo x Palmeiras

Renato Rodrigues
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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores, São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Como Abel Ferreira mudou totalmente o sistema de marcação do Palmeiras contra o São Paulo

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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores,São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Missão Messi: como Maurício Pochettino encaixará o craque argentino com Neymar e Mbappé?

Renato Rodrigues
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Pensa num problema bom. Agora multiplique por 10. Bom, é com isso que Mauricio Pochettino, treinador do PSG terá que se "preocupar" nas próximas semanas. 

Com Neymar e Mbappé no elenco, mais as chegadas de Sergio Ramos, Wijnaldum e Hakimi, o treinador do PSG agora vai receber Lionel Messi, que viu sua renovação com o Barcelona subir no telhado, e chega sem contrato à França.

O grande questionamento passa a ser: como escalar tanto cara bom junto e não deixar de ter uma equipe equilibrada?

As opções do treinador argentino são muitas. Adaptações, diferentes sistemas, variações com e sem a bola... No futebol quase tudo é possível, desde que seja bem treinado, pensado e, principalmente, executado pelos atletas, que são os verdadeiros protagonistas.

Montar o atual PSG vai partir, antes de tudo, do tridente de ataque que Pochettino terá nas mãos. Tudo começa por Neymar, Mbappé e Messi. E para iniciar a montagem de uma estrutura sólida, precisamos entender bem a característica de cada um deles.


Neymar comemora chegada de Lionel Messi


  




         

O primeiro ponto é que nenhum é um centroavante de fato, daquele típico, tipo Icardi (este vai ter dificuldade para jogar, aliás). Neymar e Messi se equivalem em características, ambos são arco e flecha, armam e finalizam, com obviamente o brasileiro com mais capacidade de mobilidade por conta da idade.

Já Mbappé é a flecha pura. Jogador de atacar espaços, de explosão e de grandes distâncias. Provavelmente é quem será incumbido da profundidade, de empurrar a linha defensiva adversária para trás, jogando no limite dela, para explorar a bola no ponto futuro. 

Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG
Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG Getty Images

Com isso, é bem provável afirmar que o PSG terá um ataque muito móvel, com frequentes trocas de posição. O prodígio francês vai trabalhar muito sem bola, em diagonais, saindo da área, para Neymar e Messi virem carregando a bola de trás. Um volante infiltrador também não seria nada mal na montagem dessa engrenagem.

Em um 4-3-3 por exemplo (imagem abaixo), você teria Messi e Neymar partindo do lado para o centro e abrindo corredor para Hakimi e Diallo, por exemplo. Com Paredes, Gueye e Verratti, você tem opções de construção por trás e também mais pegada na marcação. Wjinaldum, como típico área a área, seria o cara de mais chegada no terço ofensivo.

 

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Pois bem a primeira opção é simplesmente baixar Neymar e Mbappé na linha de meias e fecharem o lado do campo, passando a um 4-1-4-1. A segunda, e mais provável, é liberar o brasileiro ao lado de Messi e usar duas linhas de 4 em fase defensiva (veja na próxima imagem). Neste caso, Mbappé seria mais sacrificado e Wjinaldum fecharia o lado esquerdo, por exemplo.

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Estas variações seriam estruturalmente mais tranquilas, mas existem também opções em outras plataformas. Se quiser usar uma estrutura com 3 zagueiros e o ótimo Kimpembe, Pochettino pode partir para um 3-4-2-1, por exemplo, algo que ele já utilizou bastante em outros trabalhos. Di Maria poderia ser um dos alas e ele poderia usar a melhor versão de Hakimi (veja abaixo).

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A verdade é que são várias as opções, desenhos e características que o comandante do PSG terá durante a temporada. Tudo vai depender da estratégia desenhada para o próximo confronto, do adversário e do casamento de características que terá que encaixar.  Para ser competitiva, a equipe de Paris terá de ter um modelo de jogo forte, com aplicação dos atletas e muita intensidade sem a bola. São várias as equipes na história do futebol que se apresentaram como galácticas e que na hora da verdade não funcionou coletivamente.

Os últimos autógrafos de Lionel Messi a torcedores do Barcelona


  




         

O futebol tem sido cada vez mais o todo trabalhando para o individual e não o contrário. Individualidades com certeza não faltarão ao PSG, mas o desafio para fazer "tudo isso" funcionar não é dos mais tranquilos.

O problema de Mauricio Pochettino é bom. Mas não deixa de ser um problema.

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Renato Augusto, Giuliano... Só reforços não mudarão a trajetória do Corinthians com Sylvinho

Renato Rodrigues
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É praticamente unanimidade que, ao contratar Renato Augusto e Giuliano, o Corinthians acrescentou bastante qualidade ao seu elenco e em um setor totalmente necessário no atual contexto. Mas o crescimento da equipe alvinegra vai muito além de trazer novas peças para um elenco considerado ruim por parte da crítica.

E isso não tem a ver estritamente à atuação deplorável contra o Flamengo, apesar de reforçar outras necessidades que o Timão tem. A principal delas é ser um time, uma estrutura coletivamente ajustada.

Colocar as duas novidades no time não garante um crescimento espontâneo do Corinthians. Colocá-los no atual contexto, aliás, pode inclusive queimá-los, principalmente por toda a expectativa gerada com estas chegadas.

O amassado tomado contra o Flamengo em Itaquera expôs fraquezas bastante relevantes na equipe. Uma tarde que todo corintiano gostaria de apagar para sempre da sua memória. Um time nada competitivo, nada concentrado e, principalmente, demonstrando desde o primeiro minuto que não acreditava que seria capaz de vencer o adversário carioca.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Pouca pressão na bola, linha defensiva perdida com a mobilidade rubro-negra e poucas soluções para sair com a posse de bola. O trabalho de Sylvinho se estabilizou após o início ruim, cresceu defensivamente, mas estagnou na necessidade de jogar com a bola. As boas ideias e o bom preparado do comandante, que já foi exaltado por mim, estão se mostrando até aqui insuficientes. Até porque o futebol é isso e muito mais coisas.

Renato Augusto pode sim acrescentar o controle de ritmo que qualquer meio de campo precisa. Giuliano pode agregar com mais repertório ofensivo, criando e chegando na área. Por outro lado Cantillo não pode repetir a passividade que vem demonstrando sem a bola. Gabriel não pode "correr errado" do jeito que está. Nem a linha defensiva, ponto forte deste Corinthians, cometer os erros que cometeu no último domingo.

Roger Guedes é outro que pode acrescentar qualidade caso chegue, mas também necessitará de uma estrutura por trás para potencializar as suas qualidades. 

Sylvinho tem um grande desafio pela frente. Primeiro encaixar essas peças de maneira eficaz na equipe. Segundo formar uma equipe em volta delas. Terceiro colocar todo seu conhecimento e ideias no desempenho, no modelo de jogo.

O prisma do futebol é cada vez de individualidades trabalhando para um todo, e não o contrário. E este precisa ser o norte do Corinthians. 


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A dificuldade ofensiva do Atlético-MG, o posicionamento na saída de bola e a falta de profundidade na Libertadores

Renato Rodrigues
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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

Renato Rodrigues
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DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa'
DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa' ESPN

O São Paulo está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Na Argentina, em noite mágica de Rigoni e Marquinhos, o Tricolor venceu o Racing por 3 a 1 e carimbou vaga na próxima fase do torneio.

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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

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Um deserto de ideias na Bombonera: Atlético-MG e Boca ficam devendo pela Copa Libertadores

Renato Rodrigues
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Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais Pedro Souza / Atlético


Faltou jogo em Buenos Aires. Aliás, faltou jogar. 

E a crítica é tanto para Boca Juniors quanto para o Atlético-MG, que se enfrentaram nesta terça-feira, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E a baixa qualidade de futebol nada tem a ver com o placar de 0 a 0.

Apesar de o resultado não ser de todo ruim para o Galo, que agora decide a vaga no Mineirão, semana que vem, a sensação é que a equipe poderia ter entregado muito mais, principalmente pela fragilidade mostrada pelo time xeneize.

No fim das contas, o que vimos foi um deserto de ideias dos dois lados. Nem Cuca e muito menos Miguel Russo conseguiram fazer com que suas equipes fluíssem no trabalho com bola. Faltou intensidade, ritmo, movimento... Nem a saída de bola das duas equipes funcionou. Era balão atrás de balão.

Se olharmos para o Boca no primeiro semestre, os problemas apenas persistem. Chama a atenção o fato de seu treinador seguir à frente da equipe depois de uma primeira metade do ano tão fraca. Um time que funciona em contra-ataques apenas, muito pautado nas individualidades e que sofreu para furar defesas em toda a Copa da Liga Argentina. A reformulação do elenco e o longo tempo de inatividade pesam, mas é triste ver os Xeneizes jogar já faz algumas temporadas.

Libertadores: Boca Juniors e Atlético-MG empatam pelo jogo de ida das oitavas; veja os melhores momentos

Já no lado do Atlético-MG a cobrança é por repertório mesmo. Qualidade não falta. O elenco está montado já faz um tempo e o treinador já tem meses de trabalho (apesar do calendário não ajudar). Mesmo com um Boca extremamente espaçado em campo, com muitos espaços entre os setores, os atleticanos criaram muito pouco.

A exploração do espaço entrelinhas (região nas costas dos volantes) foi nula. Mesmo que ali existia um latifúndio. Os argentinos a todo o momento quebrava a sua linha defensiva para perseguir jogadores de frente, deixando brechas para infiltrar. Mesmo assim, ninguém atacando espaço.

A iniciação das jogadas também foi dureza. Bola de um lado, bola para o outro... Poucos passes verticais para ganhar campo e atacar a linha defensiva do Boca. Quando a bola entrava no campo argentino, quem estava sem a posse olhava. Muito pouco, muito pouco.

Uma partida sem intensidade, sem ideias e claramente mostrando falta de repertório dos dois lados. Mais que isso: uma clara impressão que o Galão da Massa poderia voltar de Buenos Aires com a vaga melhor encaminhada.


Instagram: @rnato_rodrigues

Twitter: @rnato_rodrigues

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