Um Google meia boca mostra que homofobia de torcida não deveria ter clubismo na discussão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, nas oitavas de final da Copa do  Brasil, foi a vez da torcida do Atlético-MG fazer o papelão dos gritos homofóbicos no jogo contra o Flamengo.

Muitos flamenguistas se indignaram nas redes. Tenho certeza que a maioria deles fez isso por que realmente acredita que chegou a hora de dar um basta nisso. 

Mas provavelmente alguns só reclamaram por ter acontecido com o clube do coração, torcendo por uma punição para o clube rival. E isso é o comportamento padrão dos torcedores de todos os clubes.

Basta uma pesquisa rápida no Google para provar isso. Entre no seu navegador preferido e escreva na busca "gritos homofóbicos torcida" e na sequência o nome de algum clube brasileiro.

Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês
Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês Getty Images

Vão aparecer notícias de praticamente todos os clubes grandes (e muitos médios e pequenos) em que suas torcidas praticaram homofobia nas arquibancadas.

Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro, Ceará, Cuiabá, Náutico, etc.  Todos têm episódios de gritos homofóbicos de suas torcidas.

Já defendi, e continuo pensando assim, que punir exemplarmente um clube grande, como o Corinthians, com perda de pontos seria uma medida correta pedagógica para começar a dar um basta nesta idiotice.

Podem acreditar que não sou torcedor de um rival corintiano. Muito pelo contrário.

Na luta contra a homofobia, como em tantos assuntos importantes do futebol brasileiro, o clubismo torna o debate pobre.

Não é achando que vantagem ou punição seu clube pode levar que vamos resolver os problemas do futebol do Brasil. E gritos homofóbicos nas arquibancadas são sim um problema grave.

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Real Madrid não mexer um dedo para manter Casemiro é impossível de entender

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Trocar o Real Madrid, o maior e mais vencedor clube da  história, pela bagunça do Manchester United não faz sentido esportivamente para alguém que, aos 30 anos, ainda está no auge.

Mas a montanha de dinheiro que o United ofereceu e a chance de disputar a Premier League me faz entender o motivo que Casemiro querer trocar a ensolarada Madrid pela nublada Manchester.

O que é impossível de entender é o Real não mexer um dedo para manter o camisa 5.

Casemiro em aquecimento pelo Real Madrid antes da decisão da Supercopa da Uefa
Casemiro em aquecimento pelo Real Madrid antes da decisão da Supercopa da Uefa David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

A diretoria parece estar esperando só o cheque de pouco mais de 50 milhões de euros chegar para se desfazer de Casemiro. Um bom dinheiro, mas que não faz tanta diferença assim para  um clube do tamanho do Real Madrid.

Nada de oferecer um aumento, de fazer um plano de carreira ou mesmo endurecer a negociação com o United.

Nesta sexta-feira, foi a vez do técnico Carlo Ancelotti admitir o desejo de sair de Casemiro e afirmar que nem tentou convencê-lo a ficar.

O volante brasileiro formou, com Kross e Modric, o meio-campo que conquistou inacreditáveis cinco Champions League para o Real Madrid.

Sempre foi líder dentro e fora de campo. Um leão na marcação e preciso nos passes.

E repito: tem apenas 30 anos.

O Real Madrid já deu provas que não faz questão de manter seus grandes ídolos até o final de suas carreiras: Casillas, Cristiano Ronaldo e Sérgio Ramos que o digam.

Mas não fazer mais questão de Casemiro a falta de apego do clube a seus ídolos.


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Fala muito? Tite já 'convocou' Pedro para Copa; assim, vai ter a obrigação de também colocar ele para jogar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Já escrevi que acho exagerado convocar Pedro para a Copa do Mundo. O flamenguista ainda não foi tão testado como deveria e seu companheiro Gabigol tem argumentos mais sólidos para pleitear uma vaga.

Mas quem convoca é Tite, e, pelo o que o treinador vem falando nas últimas semanas, Pedro tem vaga garantida no Mundial do Qatar.

Na semana passada, no Resenha ESPN, ele elogiou as "características únicas" do centroavante flamenguista.

Pedro comemora gol feito pelo Flamengo
Pedro comemora gol feito pelo Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo

''Ele tem uma característica única, um jogador 9 em uma equipe que joga baixo, que tem poder de cabeceio. Quando uma equipe joga muito baixo, você tem algumas alternativas para furar esse bloqueio, e a infiltração fica muito difícil. Finalização de média distância é importante, fazer cruzamento pelos lados também é importante. Um jogador que faça uma parede, porque não vai ter espaço para atacar, ele tem essa condição. Ele vai acompanhar o raciocínio inteligente do meia e ele tem essa capacidade'',

Nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Globo, voltou e elogiar Pedro.

"Não vou fugir da pergunta. Pedro tem característica muito especial para enfrentar times com linhas baixas. Tem que ter opção de jogador com essa característica"

Com Pedro, Tite foge do padrão de treinadores da seleção, que não costumam falar de jogadores que não são chamados.

Agora, pelo que vem falando, a presença do flamenguista na lista de 26 da Copa é certa. Se surpreender e o deixar de fora, Tite vai ficar parecendo maluco.

Com tantos elogios, Tite também vai ser obrigado a colocar Pedro para jogar no Qatar.

Segundo o treinador, ele é cara certo para enfrentar times com "linhas baixas", características muito presentes nas seleções da Sérvia e da Suíça, rivais do Brasil na primeira fase.

Imagine o Brasil empatando o jogo no segundo tempo com os rivais fechados na defesa. Se não colocar Pedro, Tite vai demonstrar uma incoerência impossível de engolir.

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'Coadjuvante' no Google e 'ruim' de manchete: no Flamengo, Dorival Júnior é, ainda bem, o técnico antipolêmica

Paulo Cobos
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Não é nada científico, mas é interessante para fazer um teste de quanto cada técnico dos grandes clubes brasileiro é notícia.

Experimente colocar na página inicial do Google o nome de cada treinador com a grafia mais comum de seu nome ao lado do clube que comanda.

Vítor Pereira e Corinthians geram 5,85 milhões de resultados. Abel Ferreira e Palmeiras só um pouco menos: 5,83 milhões. 

Dois treinadores que criticaram Abel nos últimos dias também se destacam: Mano Menezes e Internacional batem nos 2,11 milhões de resultados. Cuca e Atlético-MG chegam no 3,39 milhões. 

Fernando Diniz e Fluminense também são assuntos populares no Google: 2,870 milhões. 

O técnico Dorival Júnior, do Flamengo
O técnico Dorival Júnior, do Flamengo Staff Images / CONMEBOL

Agora experimente digitar Dorival Júnior ao lado de Flamengo. O treinador do mais popular clube do país obtém "apenas" 1,88 milhão de resultados.

Não sem motivos.

Enquanto a maioria dos treinadores dos grandes clubes do país, sejam brasileiros ou estrangeiros, sempre parecem ser mais importantes que os jogadores, Dorival Júnior reconhece que os maiores astros são os atletas.

Nas coletivas pós-jogos, os colegas do técnico flamenguista alimentam polêmicas reclamando da arbitragem e com grandes doses de destempero.

No caso de Dorival, sobra serenidade.

Se eu fosse ele, ficaria enfurecido de ouvir até em entrevistas que seu grande mérito no renascimento do Flamengo está em simplesmente "não inventar".

Dorival consegui fazer Pedro e Gabigol jogarem juntos. Fez do time reserva do Flamengo uma máquina. Tudo sem afetação que virou moda de seus colegas de profissão.

O Flamengo, que teve em Jorge Jesus outro deslumbrado, deve agora comemorar que seu treinador só é notícia pelo que faz no campo.

Marcos Braz rasga elogios a Dorival: 'A gente entendia que seria ele quem iria trazer os resultados para o Flamengo'


         
     
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Klopp falou besteira outra vez do futebol espanhol e deveria pedir desculpas ao Barcelona

Paulo Cobos
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Jürgen Klopp já soltou várias farpas em direção ao Real Madrid, detonando até o pequeno, mas moderno, estádio que o clube usou para jogar com portões fechados nos piores tempos da pandemia.

Após ser eliminado pelo Atlético de Madrid na Champions, foi um mau perdedor e não reconheceu que futebol se joga com vários estilos.

Mas sua bobagem maior sobre o futebol da Espanha, em que exalou ignorância, aconteceu em entrevista para a revista alemã "Kicker".

Jürgen Klopp durante jogo entre Liverpool e Crystal Palace, pela Premier League
Jürgen Klopp durante jogo entre Liverpool e Crystal Palace, pela Premier League EFE/EPA/ANDREW YATES

Klopp ironizou como o Barcelona está gastando uma fortuna para se reforçar mesmo estando endividado como nunca na sua história.

"Se você me fala que não tenho dinheiro, eu não gasto. Uma razão é que eu não sou um especialista financeiro. Meu cartão de crédito também foi cortado duas vezes, felizmente isso foi há alguns anos".

O técnico alemão deveria ler um pouco mais antes de falar bobagens.

Já critiquei aqui a opção do Barcelona por vender seu patrimônio para contratar jogadores e voltar a ser competitivo.

Mas não existe nada de má fé ou negócios nebulosos no que o Barcelona está fazendo.

Já que Klopp gosta de fazer comparações com gastos pessoais, é só imaginar que o Barcelona está vendendo um carro ou uma casa para pagar a fatura do cartão de crédito. 

Não é como muito clubes da Premier League com donos bilionários do mundo todo (muitos com currículos terríveis) que colocam uma montanha de dinheiro para seus clubes contratarem sem limite.

Klopp parece ser um sujeito muito legal. Do tipo que reconhece quando fala besteira. Deveria fazer isso e pedir desculpas ao Barcelona.

Baita atitude! Criança invade gramado para tirar foto com Lewandowski e é atendida pelo craque; VEJA


         
     

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Na eterna guerra de egos do PSG, Neymar, se for inteligente, tem agora menos a perder que Mbappé

Paulo Cobos
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Não durou nem um mês a aparente paz entre as estrelas do PSG.

Mesmo depois de uma nova goleada, contra o Montpellier, a implacável imprensa francesa amanheceu nesta segunda-feira com manchetes sobre uma nova crise de relacionamento entre Mbappé e Neymar.

Tudo começou com os chiliques de Mbappé na sua volta ao time, se recusando até a correr depois de não receber um passe e perder um pênalti.

Neymar, ao contrário, teve uma atuação de gala, marcando dois gols, um de pênalti, o que abriu a nova polêmica.

Mbappé e Neymar no PSG
Mbappé e Neymar no PSG Toshifumi Kitamura/AFP/Getty Images

O brasileiro curtiu posts na internet que detonavam a escolha de Mbappé como cobrador de pênaltis do PSG.

Bastou isso para o jornal "Le Parisien" chamar o caso de "Penaltygate" e o "L'Equipe" dizer que a "gestão de egos será tema recorrente" no PSG nesta temporada. 

Até a temporada passada, Neymar sempre tinha a mais que perder do que Mbappé nessa guerra de egos inacabável. 

A reputação do brasileiro já estava no fundo do poço na França. Sua forma física era ruim. Os gols sumiram. Ele era o símbolo de tudo de errado no PSG.

Mas ele voltou mudado para  esta temporada. Forte fisicamente, com fome de gols, concentrado.

Mbappé, que por anos aceitou ser coadjuvante para Neymar brilhar, mudou de opinião.

Agora ele deixa claro que é o dono do time, com salário maior, escolhendo com quem quer trabalhar e, claro, cobrando os pênaltis.

Com atitudes infantis e egoístas como no jogo contra o Montpellier, Mbappé será o principal responsável por uma nova derrocada no PSG. Neymar precisa ser inteligente para recuperar de forma duradoura seu prestígio. Começou mal curtindo post que criticava o colega de time.

Mbappé se irrita com Vitinha e abandona lance em meio a contra-ataque do PSG; veja em detalhes


         
     
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Os clubes argentinos logo não vão poder mais competir com os brasileiros; eu choro por isso

Paulo Cobos
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No último jogo das quartas de final da Libertadores-22, o Athletico-PR de Felipão eliminou o Estudiantes de La Plata. Agora, nas semifinais, serão três clubes brasileiros e o argentino Vélez Sarsfield, que só enfrentou rivais de seu país nas oitavas e nas quartas.

Tudo caminha para a Libertadores ter pelo quarto ano seguido um campeão brasileiro.

E cada vez fica mais evidente que logo os clubes da Argentina não terão mais como competir com os brasileiros, pelo abismo financeiro.

Fã de Maradona na Bombonera
Fã de Maradona na Bombonera Marcelo Endelli/Getty Images

Um exemplo. No ano passado, o Boca Juniors ganhou a Copa Argentina. O prêmio pelo título foi de 7,5 milhões de pesos. Na época, isso era o equivalente, pelo câmbio livre, a apenas US$ 38 mil, ou cerca de R$ 193 mil. Pelo câmbio oficial, a coisa melhorava só um pouco, chegando a U$ 74 mil, ou R$ 377 mil.

Na Copa do Brasil, um clube eliminado logo na primeira fase recebeu pelo menos R$ 620 mil em 2022. Eliminado na segunda fase, o Tuntum do Maranhão recebeu um cheque de R$ 1,37 milhão por sua participação.

E a situação dos argentinos só piora, com a inflação fora de controle do país e a desvalorização do peso em relação ao dólar.

Tanto que até clubes brasileiros endividados, como Corinthians e São Paulo, podem tirar jogadores de times da Argentina pagando milhões.

A Conmebol até tenta ajudar. Em 2022, premiou o Boca com US$ 500 mil pelo título da Copa da Liga Argentina. Mas isso não vai ser suficiente para mudar a situação.

A rivalidade entre argentinos e brasileiros só é a mais legal do mundo pelo equilíbrio entre os dois países. Se isso acabar, acabou a graça também. 

Eu choro pela penúria do futebol argentino.

Alegria x Tristeza: Euforia, choro e desabafo marcaram torcidas de Estudiantes e Athletico-PR após o apito final; VEJA


         
     
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Retranqueiro? Abel deu uma aula de coragem para os técnicos brasileiros em Palmeiras x Atlético-MG

Paulo Cobos
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Para justificar a decepcionante eliminação do Atlético-MG nas quartas de final da Libertadores, quando seu time teve um jogador a mais por quase 55 minutos e dois atletas a mais por 5 minutos, Cuca reclamou que Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, sempre arma uma retranca quando enfrenta o clube mineiro.

"Até 11 contra 11 era um jogo mais aberto, tínhamos mais contorle do jogo no 11 contra 11. Com Danilo expulso, o Palmeiras fez as linhas de 4, defendeu do meio pra trás e colocou o Dudu de meia, afunilou e o que nós tínhamos de homem a mais eram os 2 zagueiros. Como eles estavam muito afunilados do meio pra trás, ficava até perigoso o contra-ataque porque eles têm jogadores perigosos. Não tivemos as oportunidades claras, eu também acho que é pouco por você ter 70% de posse, mas improdutivo. Com dois a mais não tem jogo, amarra, somem as bolas, tem 2 minutos de jogo, não se leva muito isso em consideração. Eles jogaram muito fechado, sempre que joga com o Atlético jogam assim, levando a partida pra uma bola parada".

Cuca podia ficar sem esse choro de perdedor, principalmente pelo que aconteceu nesta quarta-feira no Allianz Parque.

Abel Ferreira comemorando a classificação do Palmeiras contra o Atlético-MG na Libertadores
Abel Ferreira comemorando a classificação do Palmeiras contra o Atlético-MG na Libertadores GazetaPress

Abel Ferreira está longe de ser o técnico dos sonhos para quem preza um futebol ofensivo. Mas é um estrategista dos melhores e eliminou mais uma vez o Atlético-MG com uma aula de coragem para os treinadores brasileiros.

Sem hesitar, digo que 99% dos técnicos brasileiros trocariam um atacante por um volante brucutu ou mesmo um zagueiro se tivessem perdido por expulsão seu primeiro volante, com o jogo empatado, aos 29 minutos do primeiro tempo.

Abel manteve todos seus meias ofensivos e atacantes depois que perdeu Danilo. Eles tiveram que se sacrificar mais, mas também fizeram com o que o Palmeiras seguisse atacando, tanto que o time terminou o jogo com mais finalizações que o Atlético-MG (13 a 12).

Taticamente e na preparação psicológica do time, Abel já provou que está em uma prateleira acima da maioria esmagadora dos treinadores brasileiros. Pelo jeito, também está à frente na coragem.

Muita reclamação, advertência e a comemoração final: as reações de Abel Ferreira durante a classificação histórica do Palmeiras sobre o Atlético-MG


         
     


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Futebol não 'é momento': Tite até pode chamar Gabigol para a Copa; Pedro não faz sentido

Paulo Cobos
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Gabigol brillha no Flamengo desde 2019. Em menos de quatro anos com a camisa rubro-negra, marcou 126 gols em 193 partidas oficiais, média de 0,65 por jogo.

Pedro teve uma passagem insignificante pela Fiorentina. Foi contratado pelo Flamengo em 2020. No time da Gávea, marcou 59 gols em 143 confrontos oficiais, média de 0,41.

Gabigol sempre foi titular no rubro-negro. Pedro ficou mais tempo no banco. Com Dorival Júnior, enfim um treinador do Flamengo conseguiu fazer os dois centroavantes jogarem juntos.

Pedro e Gabigol durante partida do Flamengo
Pedro e Gabigol durante partida do Flamengo Buda Mendes/Getty Images

E quem vem marcando mais gols é Pedro, artilheiro da Libertadores com oito gols. Gabigol, agora muito mais longe da área para que Pedro possa jogar com ele, tem cinco.

Com esse cenário, os defensores de que "futebol é momento" começam quase a exigir que Tite convoque Pedro para a Copa do Qatar.

Se tivesse que convocar um dos dois atacantes do Flamengo, o treinador da seleção brasileira até poderia chamar Gabigol. Pedro, nunca.

O camisa 9 flamenguista teve várias chances com Tite, mas nunca as aproveitou. Mas é fato que é o jogador brasileiro que atua no Brasil com o ciclo mais consistente para a Copa do Qatar, com um histórico de decidir jogos grandes.

Pedro até chegou a ser convocado para a seleção pelo treinador gaúcho, mas chance real no campo nada.

Chamar Pedro para a Copa seria convocar alguém com talento inquestionável, mas não o suficiente para chegar numa lista de Copa de última hora sem ter sido testado como deveria.

O que os atacantes que Tite chama com frequência fizeram, respondendo tanto na seleção quanto nos seus clubes na Europa, onde o futebol é muito mais competitivo.

Não vejo como Pedro pode tomar o lugar de Richarlison, Gabriel Jesus, Raphinha, Matheus Cunha ou Rodrygo.

Se fosse Tite, pensaria em levar Gabigol para o Qatar. Pedro teria que esperar a Copa de 2026.

Pedro marca, Flamengo vence o Corinthians no Maracanã e está na semifinal da Libertadores; VEJA


         
     



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Jogador não é 'alavanca': De Jong faz bem em não aceitar virar mercadoria no Barcelona

Paulo Cobos
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O Barcelona segue vendendo seu futuro para pagar um presente de sucesso duvidoso. Nesta terça-feira, o clube anunciou que vendeu mais uma parte do Barça Studios, sua divisão de produtos digitais.

O gigante catalão já havia se desfeito de outro naco do Barça Studios e de 25% de seus direitos de televisão pelos próximos 25 anos.

Faz isso para poder inscrever os caros jogadores que contratou para esta temporada. Na Espanha, essa vendas são chamadas de "palancas", ou algo como "alavancas".

Frenkie de Jong antes de jogo amistoso entre Barcelona e Pumas-MEX
Frenkie de Jong antes de jogo amistoso entre Barcelona e Pumas-MEX EFE/Alejandro García

O Barcelona também queria transformar alguns de seus jogadores como "alavancas". O caso mais notório é do holandês De Jong. 

Não importa que o meia tem contrato em vigor até 2026. O Barcelona, tratando como se De Jong fosse direitos de TV ou um carro usado, resolveu que queria vender o holandês para contratar outros jogadores.

Se revoltou quando o holandês disse não para uma proposta do Manchester United, que renderia 75 milhões de euros para o clube catalão.

Em ação que fica parecendo pura chantagem, o clube começou a divulgar que o contrato do holandês tinha irregularidades e poderia ser cancelado. Como se não fosse o próprio clube que confeccionou o acordo.

Como não conseguiu repassar o atleta para o United, o clube agora estaria exigindo que o holandês aceitasse reduzir o seu salário.

De Jong tem toda razão em não querer ser tratado como mercadoria. E o direito de não aceitar ganhar menos.

Contratos foram feitos para serem cumpridos. Pelas duas partes. O meia holandês quer ficar no Barcelona. Jogar a Champions (o que não poderia no United). Ser feliz na cidade que escolheu para trabalhar.

Resista.


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Faz o jogo da vida contra o Flamengo e depois 'manda embora' o Corinthians: a semana ideal para Willian

Paulo Cobos
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Como não sou de acreditar em milagres, acho que é muito perto do impossível o Corinthians reverter o 2 a 0 que levou em casa e eliminar o Flamengo nas quartas de final da Libertadores nesta terça-feira, no Maracanã.

Mas isso não quer dizer que o clube paulista não possa fazer um duelo digno contra o melhor, disparado, elenco do futebol brasileiro.

Tudo que o Corinthians não pode fazer é sofrer uma goleada histórica em um Maracanã lotado por flamenguistas encantados com a fase atual da equipe.

Willian em partida pelo Corinthians
Willian em partida pelo Corinthians Van Campos/Ofotografico/Gazeta Press

Se para o time todo isso é importante, para o meia Willian uma boa atuação seria essencial para o que, acredito, ser o melhor para sua carreira.

Jogador absurdamente talentoso e com uma carreira brilhante na melhor liga do planeta (a Premier League), Willian realmente é uma decepção na sua volta ao Corinthians.

O balanço de um mísero gol e apenas seis assistências em 44 jogos é de uma pobreza assustadora.

Mas isso não justifica a selvageria com que Willian foi tratado por alguns corintianos, com ameaças nas redes sociais e precisando buscar proteção para ele e sua família em uma delegacia de polícia.

Também é injusto ouvir que teria "amarelado" ao não entrar em campo contra o Flamengo na semana passada em Itaquera. Willian já enfrentou partidas muito mais importantes.

E agora, neste momento ruim, a diretoria corintiana cada vez dá sinais mais claros que não faz questão da permanência do camisa 10.

Se eu fosse Willian, entraria em campo no Maracanã com a missão de fazer o "jogo vida". Depois, "mandar o Corinthians" embora e procurar um clube no exterior, para ter a paz que é impossível para ele no Parque São Jorge, onde nasceu para o futebol.

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Brasileiro ou a 3ª Libertadores: Qual título aumenta mais o tamanho de Abel Ferreira no Palmeiras?

Paulo Cobos
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O Palmeiras está na reta final da Libertadores, disputando um mata-mata gigante contra o Atlético-MG. Mas Abel Ferreira não entra na estratégia de poupar o time inteiro titular no Brasileiro.

Contra o Goiás, neste domingo, com mais de metade dos titulares em campo, venceu outra e segue na liderança, mantendo ainda confortáveis nove pontos de frente sobre o ascendente Flamengo (não acredito que Corinthians ou Fluminense tenham fôlego para brigar pelo título).

O técnico português dá sinais claros que coloca o Brasileiro como um objeto de desejo. 

Faz sentido.

Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Goiás, pelo Brasileirão
Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Goiás, pelo Brasileirão Cesar Greco/Ag Palmeiras

Ganhar um campeonato de pontos corridos diz muito mais sobre a competência de um treinador do que conquistar um campeonato de tiro muito mais curto, como a Libertadores, que Abel já ganhou duas vezes com o Palmeiras.

Evidente que tudo o que o comandante palmeirense quer é ganhar as duas taças. Mas deve passar na cabeça dele, como acontece comigo, sobre qual título aumentaria ainda mais seu tamanho no clube em que já é um ídolo histórico.

Admito o quanto é difícil conquistar o Brasileiro com suas longas 38 rodadas. Mas, se fosse Abel e tivesse que escolher entre ganhar o Nacional pela primeira vez ou a Libertadores pela terceira, ficaria com a competição internacional.

Se levar o tricampeonato com o Palmeiras, ele irá se igualar ao argentino Osvaldo Zubeldía como o único treinador a conquistar a Libertadores por três edições consecutivas: Zubeldía levou o caneco entre 1968 e 1970 com o Estudiantes.

E ficará a um só título de igualar a lenda Carlos Bianchi, que com quatro taças é o treinador mais vezes campeão da Libertadores.

Ganhar o Brasileiro de pontos corridos é algo que já foi feito por treinadores que nunca chegaram na prateleira mais alta da profissão no Brasil, como Antônio Lopes, Andrade, Marcelo Oliveira e Fábio Carille.

Ninguém vai esquecer um treinador tricampeão da Libertadores. Sem discussão.

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O time reserva é o 4º melhor do Brasil: o assustador poder do Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pensando no jogo de volta das quartas de final da Libertadores contra o Corinthians, na próxima terça-feira, Dorival Jr. mandou a campo, com exceção do goleiro Santos, um time totalmente reserva do Flamengo para enfrentar o São Paulo, no Morumbi.

Mesmo assim, o rubro-negro, depois com alguns titulares a partir da metade do segundo tempo, venceu e ainda pode seguir sonhando com o título do Brasileiro.

A escalação do time B é assustadora para os rivais do Flamengo.

Vidal antes do jogo entre São Paulo e Flamengo no Morumbi
Vidal antes do jogo entre São Paulo e Flamengo no Morumbi Karen Fontes / ISHOOT

Com exceção de Atlético-MG e Palmeiras, nenhum outro clube do Brasil pode escalar uma equipe mais poderosa que a dos reservas flamenguistas.

E ainda tem mais um monte de gente boa, entre machucados e recém-chegados, para entrar: Rodrigo Caio, Bruno Henrique, Varela e Pulgar. E o clube está perto de Oscar e Wallace. Com eles, o time B do Flamengo fica no mesmo nível que os titulares do Atlético-MG.

Os cartolas do Flamengo erraram muito nos últimos dois anos. Mas também é fato que o clube tem uma administração que permite ao departamento de futebol contratar grandes jogadores com intensidade que nenhum outro time do país consegue.

O clube ainda tem uma categoria de base que revela jogadores que podem entrar em campo na equipe profissional ou serem vendidos por milhões de euros.

Atlético-MG e Palmeiras, principalmente o segundo, ainda resistem. Mas, nesse ritmo, não é impossível pensar que o futebol brasileiro terá um clube acima dos outros como nunca teve. O poder do Flamengo é aterrorizante para os adversários. 



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Neymar ficou maior; Cristiano Ronaldo, muito menor: o saldo da pré-temporada dos supercraques

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O PSG não queira Neymar mais. Cristiano Ronaldo não queria mais o Manchester United

Mas, neste final de semana, quando fazem suas estreias nos campeonatos nacionais de França e Inglaterra, tanto o brasileiro quanto o português estarão no mesmo emprego.

Dois dois três supercraques mais midiáticos deste século no futebol tiveram uma pré-temporada 2022/2023 bastante conturbada.

E o saldo final é bem diferente.

Neymar e Cristiano Ronaldo
Neymar e Cristiano Ronaldo Getty Images

Neymar sai dela bem maior do que entrou. Cristiano Ronaldo o contrário, no seu menor tamanho no futebol em duas décadas de profissional.

O brasileiro enfrentou o desprezo do PSG por ele com coragem. Primeiro, falou que não iria sair. Trabalhou forte nos treinos, chegando até a se apresentar antes do previsto. Se enquadrou na nova filosofia (aparentemente séria enfim) de disciplina do clube francês.

Superou até a desconfiança da imprensa francesa, que parece ter lhe dado um crédito de confiança.

Começa a temporada titular indiscutível, com o mesmo prestígio dentro de campo que Mbappé. E ninguém mais fala que ele deve ser vendido.

Cristiano Ronaldo teve um comportamento covarde. Bateu o pé para sair do United, um dos cinco maiores clubes do mundo, por que não vai jogar a Champions.

Mas nenhum clube se interessou de verdade por ele.

Para pressionar o clube, não se apresentou para o tradicional tour da pré-temporada. Quando voltou, fez molecagens como deixar o estádio no meio de um jogo do United.

Pode começar a Premier League no banco, sob desconfiança de companheiros e de praticamente toda a Inglaterra.

Neymar foi profissional como poucas vezes na sua carreira nesta pré-temporada. Ronaldo foi um tolo mimado como nunca.

PSG menos galáctico? Entenda o que clube de Neymar, Messi e Mbappé quer para o Campeonato Francês deste ano


         
     




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Neymar ficou maior; Cristiano Ronaldo, muito menor: o saldo da pré-temporada dos supercraques

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Sucesso de Scarpa no Palmeiras é ótimo contra excesso de chiliques no futebol brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na fase ruim no Palmeiras, muitas vezes jogando fora da sua posição, Gustavo Scarpa também era criticado pela torcida alviverde por uma suposta falta de entrega. "Morto, preguiçoso, sem garra". Muito palmeirense enfurecido gritava isso para o meia das arquibancadas.

Em 2022, o ex-jogador do Fluminense virou o principal jogador do time de Abel Ferreira. Salva o time com passes decisivos, como no empate contra o Atlético-MG no Mineirão pelas quartas de final da Libertadores.

E encanta por uma entrega impressionante em campo, ajudando na defesa para segundos depois estar pronto para bater um escanteio.

Gustavo Scarpa durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores
Gustavo Scarpa durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores Cesar Greco/Ag Palmeiras

Nos momentos ruins do passado no Palmeiras e agora na melhor fase da carreira, uma coisa em comum existe no comportamento de Scarpa nos gramados.

Em tempos de chiliques sem sentido algum de treinadores e jogadores, Gustavo Scarpa é um oásis de tranquilidade.

No TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, são listados 337 jogos na carreira do meia. Em nenhum deles foi expulso. O número de amarelos é irrisório para tantos jogos: 27, ou um a cada 12 partidas.

Scarpa não parte para cima do árbitro para reclamar da marcação de um lateral. Afastas os companheiros mais jovens das confusões. Estende a mão para um adversário caído antes de entrar em um bate boca sem sentido.

Ótimo que agora o camisa 14 virou o jogador mais decisivo do Palmeiras. Uma vitória do futebol "anti chilique". 

Gustavo Scarpa brinca com 'preço da canhotinha' e arranca risadas: 'Acho que não vale, tô saindo de graça...'


         
     




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'Choque de realidade': os indecentes números de Vítor Pereira em jogos grandes no Corinthians

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Após o vareio que sofreu do Flamengo no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores, Vítor Pereira apontou a derrota por 2 a 0 como um "choque de realidade" para seu Corinthians.

É verdade que o time carioca tem um elenco muito melhor. Também é fato que o clube paulista sofre com tantas lesões.

Mas também é realidade que o técnico português é um absoluto fracasso em jogos grandes no comando do Corinthians.

Vítor Pereira comanda o Corinthians na Libertadores
Vítor Pereira comanda o Corinthians na Libertadores Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Sob o comando de Vítor Pereira, o Corinthians fez 48 jogos em 2022.

O blog separou os jogos grandes. Foram levados em conta os clássicos paulistas, os duelos contra o Boca pela Libertadores e as partidas diante dos poderosos Atlético-MG e Flamengo.

Ao todo, o Corinthians enfrentou essas equipes 16 vezes, com apenas quatro vitórias, cinco empates e sete derrotas, um medíocre aproveitamento de 35%.

A média de gols marcados não chega a um por jogo (0,87), e a de sofridos é de exato um por partida.

O time de Vítor Pereira pouco incomoda os rivais grandes, com média de só 8 finalizações por jogo. Mas a defesa é vulnerável, com média de 12 finalizações sofridas por partida.

Nunca vi técnico fazer um grande trabalho em um clube sendo tão ruim como é Vítor Pereira nos grandes jogos.

Arrascaeta faz pintura, Gabigol encerra jejum, e Flamengo vence o Corinthians na Libertadores; VEJA gols


         
     

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Vender o futuro para pagar o presente: a arriscada aposta do Barcelona para deixar de ser coadjuvante

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na volta das férias, uma passagem pelo balanço da janela de transferências da Europa me deixou estupefato.

Nunca imaginaria que o time europeu que mais gastou até o momento foi o Barcelona, segundo o site Transfermarkt.

Em frangalhos financeiros por anos de irresponsabilidades e gestões calamitosas, o clube catalão já torrou 153 milhões de euros, ou cerca de R$ 800 milhões, em reforços para o técnico Xavi.

Com uma marcação cerrada da liga espanhola, o Barcelona estava proibido de gastar.

Koundé durante sua apresentação como jogador do Barcelona
Koundé durante sua apresentação como jogador do Barcelona EFE/Enric Fontcuberta

Como não tem as mesmas facilidades dos times que têm bilionários como donos, o clube resolveu vender seu futuro para pagar o presente e deixar de ser coadjuvante tanto na Espanha quanto na Europa.

Para poder investir em reforços e ter a permissão para inscrevê-los, o Barcelona precisou vender ativos que valem muito dinheiro hoje, mas podem valer muito mais daqui a alguns anos.

Primeiro, vendeu por 607,5 milhões de euros 25% de seus direitos de televisão por 25 anos para uma empresa americana

Agora, por 100 milhões de euros, se desfez de forma definitiva de 24,5% do Barça Studios, o setor que cuida, entre outras coisas, das propriedades de metaverso, tokens e NFTs do clube.

Reforçado com Raphinha, Koundé e Lewandovski, o Barcelona, que já tinha uma nova geração promissora, ainda não está no nível de outros gigantes europeus, mas já tem time para voltar a ser protagonista na Europa e peitar o Real Madrid no Espanhol.

Mas não deixa de ser arriscada a estratégia do clube.

O Barcelona não teve paciência para fazer sua reconstrução cortando na carne, sofrendo por alguns anos para depois voltar aos bons tempos. Preferiu se desfazer do que pode valer muito mais no futuro para torrar uma fortuna e voltar a ser competitivo de forma imediata.

Fez bonito! Jules Koundé é apresentado pelo Barcelona, faz embaixadinha em campo e veste camisa; veja






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Marcos Leonardo e Neymar foram grandes; silêncio do Santos na selvageria contra Cássio é triste

Paulo Cobos
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Marcos Leonardo tem apenas 19 anos. Mas, em um momento em que jogadores veteranos e cartolas dão tantos maus exemplos, o atacante do Santos teve um atitude de gente grande na lamentável noite na Vila Belmiro que culminou com agressão de torcedores do seu clube no corintiano Cássio.

E não apenas por evitar que a agressão ao goleiro não tenha sido pior ainda no gramado. Mas pelas declarações maduras depois do jogo.

"Eu estava de frente, eu vi o torcedor indo no Cássio, ele estava de costas, tentei protegê-lo. Não preciso nem falar da pessoa dele, um fenômeno que está defendendo o Corinthians. O que eu não quero comigo eu não quero com os outros, então, felizmente, tentei ajudar ele, como poderia ajudar um torcedor meu ou qualquer um. Meus pais me deram o ensinamento de sempre ajudar o próximo".

Admirável.

Marcos Leonardo defende Cássio de agressão de torcedor do Santos após clássico na Vila Belmiro
Marcos Leonardo defende Cássio de agressão de torcedor do Santos após clássico na Vila Belmiro Guilherme Dionizio/Codigo 19/Gazeta Pres

Neymar tem 30 anos. Já errou muito na vida. Mas foi muito bem ao comentar nesta quinta-feira a selvageria na Vila, a casa do clube que o revelou e na cidade onde ainda sua família tem fortes vínculos. 

"Fico triste pela derrota do Santos, mas o que mais me entristeceu foi ver a atitude desse torcedor. No calor do momento é onde tomamos atitudes que nos fazem se arrepender e nos deixam com vergonha. Espero que isso sirva de lição pra todos os torcedores!".

Sensato.

Dois Meninos da Vila tiveram a coragem que faltou ao Santos.

Escrevo este texto quase 12 horas depois da noite em que torcedores do clube invadiram o gramado para agredir Cássio.

E nenhum dirigente do Santos apareceu para condenar tamanha barbaridade. Nenhuma palavra nas redes sociais do clube.

Um silêncio que é um vexame.

NOTA OFICIAL

No início da tarde desta quinta-feira, mais de 12 horas depois do caos na Vila Belmiro, o Santos enfim se pronunciou. Atrasado, mas de forma correta.

Veja a íntegra da nota santista.

Sobre os fatos ocorridos ao final da partida Santos x Corinthians pela Copa do Brasil na Vila Belmiro:

O Santos FC lamenta os fatos ocorridos ao final da partida contra o Corinthians, na noite de quarta-feira (13), na Vila Belmiro. O Clube não pode compactuar com atitudes agressivas, contra tudo o que o esporte prega, e lamenta ter sido palco para que vândalos travestidos de torcedores agissem como marginais.

Leonardo Valeriano de Souza, Roberto Henrique Sabioni, Tiago Rodrigues de Souza, Lucas da Silva Ramos, Cristopher Barbosa Barcelos, Matheus da Silva Pereira e Gabriel Andrade dos Santos foram detidos e identificados pela Polícia Militar, já tendo sido elaborados os respectivos Boletins de Ocorrência com a aplicação de pena restritiva de direitos aos mesmos, consistente em multa pecuniária em favor do Estado, denúncia junto ao Ministério Público.

Destes sete, o Santos FC já identificou que Gabriel Andrade dos Santos pertence ao quadro de sócios do Clube e iniciará o processo de expulsão. Eventuais danos financeiros que o Clube venha a sofrer, em razão dessa ocorrência, serão cobrados judicialmente dos infratores.

O Santos FC se desculpa com toda a sua torcida, com os atletas do time adversário, com a CBF e com o público em geral que assistiu a esses atos inaceitáveis.


Torcedores do Santos invadem gramado após o apito final, tentam agredir jogadores do Corinthians e são detidos pela polícia; veja imagens





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Último lugar que Cristiano Ronaldo deveria se humilhar pedindo emprego, e levando um não, era o PSG

Paulo Cobos
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Primeiro, o jornal francês "Le Parisien". Depois, com mais detalhes, o colega Julien Laurens da ESPN em Londres.

Os dois relataram que Cristiano Ronaldo, que resolveu não querer mais o Manchester United pelo clube estar fora da Champions League, ofereceu, por meio de seu empresário da vida toda, seus serviços para o PSG.

E levou um sonoro "não estamos interessados". 

Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League
Cristiano Ronaldo pelo Manchester United na Premier League Daniel Chesterton/Offside/Offside via Ge

Na semana passada, escrevi que, para jogar a Champions, Cristiano Ronaldo teria que aceitar um salário menor e um papel de coadjuvante em um time poderoso ou aceitar a oferta de uma equipe média.

Deveria ter escrito mais uma coisa: que o último lugar que o craque português deveria pedir emprego era o PSG.

Com sua carreira espetacular, Ronaldo não poderia correr o risco de ser desprezado por um clube como o PSG, que na sua fase milionária com dinheiro árabe gastou uma fortuna justamente para ter jogadores midiáticos como o português.

O PSG teve Ibrahimovic, Buffon. Fez de Neymar o jogador mais caro do mundo até hoje. Não hesitou em abrir as portas para Messi quando o argentino ficou disponível no Barcelona.

Mas recusou Cristiano Ronaldo. Provavelmente por ele não ser mais o mesmo. Mas também por que ele não serve para jogar com Mbappé, Messi e Neymar.

O camisa 7 não precisava passar por isso já perto do final da carreira. O melhor a fazer é rever sua decisão de sair do Manchester United. Que não joga a Champions, mas que é muito maior que o PSG.




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Fernando Diniz campeão no Fluminense é o melhor que poderia acontecer para o futebol brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Com quase 30 anos de futebol no jornalismo, passei a torcer mais por pessoas do que por clubes ou seleções.

Hoje, em 2022, estou na torcida para Fernando Diniz conquistar algum título no Fluminense.

Não só por ter uma simpatia por ele (mesmo nunca estando com ele pessoalmente) desde os tempos do Audax, pela sua ousadia e coragem em jogar sempre de acordo com suas ideias e por suas entrevistas muito melhores do que a média dos técnicos brasileiros.

Fernando Diniz durante treinamento do Fluminense
Fernando Diniz durante treinamento do Fluminense MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

O Brasileiro é muito difícil. A Copa do Brasil só um pouco menos. Mas nada seria melhor para o futebol brasileiro do que Diniz ganhar uma dessas competições pelo clube carioca.

Na sua segunda passagem pelo clube carioca, Diniz faz o melhor trabalho de um treinador de uma equipe da primeira divisão do país.

Como ele, Felipão e Abel Ferreira também brilham, mas o primeiro da forma conservadora de sempre e o segundo na esteira de um longo trabalho no elenco estrelado do Palmeiras.

Diniz chegou em maio no Fluminense, um time com um elenco de razoável para bom, mas enxuto.

Depois de 17 jogos, o aproveitamento é de ótimos 71%. A média de gols marcados supera os dois por jogo. A defesa, sempre o ponto fraco de Diniz, desta vez funciona, com o time sofrendo apenas 11 gols nas 17 partidas sob o comando de Diniz.

Estão lá no Fluminense o alto número de passes trocados, mas também a segunda menor média de faltas cometidas.

O time de Diniz joga hoje o futebol mais agradável de se assistir no país.

Mas nesta terça-feira, quando o Fluminense decide uma vaga nas quartas de final contra o Cruzeiro no Mineirão, Diniz mais uma vez irá apanhar em caso de eliminação.

Já escrevi aqui sobre o prazer quase mórbido dos críticos de Diniz nas suas derrotas.

Sigo achando isso algo bizarro. Torcer pelo sucesso de Diniz é torcer por um futebol melhor. O jogo no Brasil seria muito mais bonito se mais treinadores fossem como ele.




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Imagine se fosse assim com você no seu trabalho: o 'Big Brother' dos árbitros brasileiros

Paulo Cobos
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Imagine você trabalhando no seu escritório sendo filmado por câmeras durante todo o horário do expediente.  Alguém pronto para indicar quando você cometer erros. Um sujeito que você não vê te pressionando por um fone de ouvido barulhento para rever uma decisão que você tomou.

Imagine ainda ter tudo o que você fale sendo gravado para ser usado contra você.

Deve ser difícil qualquer ser humano não se sentir pressionado profissionalmente em uma situação dessa. Se você concorda comigo, pense duas vezes antes de dizer que todos os árbitros do futebol brasileiro são uma grande porcaria.

Hulk se irrita com Daronco em Atlético-MG x São Paulo
Hulk se irrita com Daronco em Atlético-MG x São Paulo GILSON JUNIO/W9 PRESS/GAZETAPRESS

É evidente que o nível do apito brasileiro está longe do ideal, e muito abaixo do que acontece em outros países.

Mas o fato é que a exposição no melhor estilo "Big Brother" que o trabalho deles se transformou só piorou a coisa.

O VAR deveria só ajudar, mas, principalmente no Brasil, é manipulado por gente ainda pior preparada e só aprofunda o caos.

Agora, depois das graves acusações de Hulk a Anderson Daronco, muita gente quer escutar o áudio de tudo o que o musculoso árbitro falou na partida.

Não deve ser fácil trabalhar sabendo que câmeras te vigiam. E pensar sempre no que vai falar por que está sendo gravado o tempo inteiro. E não tem prêmio milionário para o vencedor do "Big Brohter" do apito. Afinal, do que jeito que as coisas estão, nem vencedor vai ter.

'A comissão de arbitragem deveria evitar botar o Daronco para apitar os jogos do Atlético-MG': Sérgio Coelho, após polêmicas no empate contra o São Paulpo



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