Renato Gaúcho e Flamengo serão um sucesso ou um fracasso em 2021 se ganharem 'só' a Libertadores?

Paulo Cobos
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A Copa do Brasil acabou nas semifinais. O Brasileiro, depois do empate contra a lanterna Chapecoense, virou quase um milagre (os matemáticos já colocam a chance de título abaixo dos 2%).

Para o Flamengo de Renato Gaúcho, parece restar apenas uma chance de levantar um titulo em 2021. Justamente o mais importante deles: a Libertadores da América.

Em qualquer clube, conquistar o mais desejado campeonato do continente seria sinônimo de sucesso absoluto em uma temporada. E o mesmo aconteceria com seu treinador.

No caso do clube carioca e de seu comandante, essa afirmação não seria automática.

Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo
Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Principalmente para Renato Gaúcho. Depois de passar anos no Grêmio dizendo que arrebentaria se tivesse um elenco como o do rubro-negro, e de um início arrasador na Gávea, o treinador mergulha seu trabalho na mediocridade.

Para a maioria dos críticos e torcedores, o Flamengo, se ganhar a Libertadores, terá feito isso "apesar" de Renato Gaúcho.

Mesmo campeão da América, ninguém vai votar em Renato para melhor treinador do futebol brasileiro em 2021.

Claro que sua galeria de títulos vai ficar ainda mais cintilante caso seu Flamengo vença o Palmeiras no próximo dia 27.

E sua temporada não terá sido um fracasso. Mas estará muito longe do sucesso. Renato não vai terminar o ano de 2021 maior do que começou mesmo conquistando a Libetadores.

No caso do Flamengo, o tempo vai ser a diferença entre apontar a temporada de 2021 como sucesso ou fracasso em caso de ganhar "só" a Libertadores entre as três competições mais importantes.

Evidente que pelo timaço que tem o clube poderia fazer muito mais, tanto na quantidade de títulos quanto na qualidade do futebol.

Isso causa raiva agora. Mas, se o clube conquistar sua terceira Libertadores, a angústia vai diminuir no dia seguinte. E, daqui a alguns anos, só um lunático vai dizer que um time campeão da Libertadores teve uma temporada fracassada.



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Uma sugestão para Tite: vá morar na Europa até a Copa (vai errar menos assim na seleção)

Paulo Cobos
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Tite raramente dá chance para jogadores que atuam no Brasil nas suas convocações para a seleção brasileira. 

Chama alguns atletas locais com alguma frequência, como Weverton, Everton Ribeiro e Gabigol. Mas é impossível encontrar alguém que ache que eles serão titulares na Copa do Qatar, no final do ano.

Em compensação, Tite tem uma confiança cega em jogadores que atuam na Europa, mesmo em decadência, como Philippe Coutinho e Daniel Alves. E não hesita em chamar "europeus" mesmo que eles estejam longe de se destacarem em seus clubes.

Tite abraça Coutinho durante jogo da seleção brasileira
Tite abraça Coutinho durante jogo da seleção brasileira Pedro Figueiredo/CBF

E ainda parece em dúvida justamente sobre o melhor jogador brasileiro nesta temporada do futebol europeu: Vinícius Jr.

Sou um admirador de Tite. Não entro nesse linchamento quase coletivo que ele sofre na seleção. Seu trabalho é bom sim.

Se fosse seu amigo, lhe daria uma sugestão: vá morar na Europa até a Copa do Mundo. 

Serão apenas dez meses em que ele terá a chance de ficar mais atualizado, de ter mais contato com os atletas que realmente contam para ele e ter menos chances de errar na convocação.

Hoje, Tite pode ver muitos jogos de times europeus com brasileiros que estão nos seus planos sem sair da CBF pela TV (a maioria deles nos canais Disney).

Mas, indo morar na Europa, poderá sentir muito mais de perto o momento dos atletas. Ler o que a imprensa local falar deles. Sentir a opinião de cada torcida de cada clube sobre seus convocáveis. Assistir as mesas redondas de canais europeus. Ouvir seus técnicos nos clubes.

Ficando no Brasil, a cabeça de Tite não vai mudar nada até o Mundial. Na Europa, ele pode perceber erros e mudar de opinião sobre seus preferidos. Ou mesmo ter mais convicção sobre eles.

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Está na hora de Rogério Ceni perguntar o que ele pode fazer pelo São Paulo, não o que o clube pode fazer por ele

Paulo Cobos
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Reforçado, mesmo com os cofres vazios e gastando uma fortuna pagando atrasados para ex-jogadores, o São Paulo estreia nesta quinta-feira, contra o Guarani, pelo Campeonato Paulista.

Mas Rogério Ceni não está satisfeito.

Na véspera da largada do Estadual, o treinador tratou logo de avisar ao torcedor são-paulino que é melhor não esperar por títulos com o elenco atual. "Para brigar mais alto, precisamos de mais".

Ceni comandando o São Paulo no Morumbi
Ceni comandando o São Paulo no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Ceni deveria se inspirar em uma frase do ex-presidente americano John Kennedy e adaptá-la para o clube em que é o maior ídolo como jogador.

"Não pergunte o que o São Paulo pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo São Paulo". 

No Fortaleza, Ceni fez um brilhante trabalho em um clube que tinha poucos recursos para contratar. Mas o treinador encontrava soluções para colocar o clube em um patamar muito acima do nível do seu elenco.

Na sua segunda passagem como técnico do São Paulo, Ceni parece um disco riscado. Não para de pedir reforços. Ameaçou até abandonar o clube no final do ano passado se não recebesse novos jogadores.

Ganhou bons reforços. O São Paulo tem uma ótima geração de Cotia. E bons jogadores que já estavam lá.

Não é o melhor time do Brasil. Longe disso. Mas é mais do que possível "brigar mais alto com ele". Para isso, é melhor o treinador trabalhar mais e ficar menos tempo pedindo reforços.

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Vende quando ele completar 16 anos ou espera 2024? A difícil decisão do Palmeiras sobre Endrick

Paulo Cobos
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Leila Pereira, a presidente do Palmeiras, terá uma complicada decisão para tomar no seu primeiro ano completo no comando do clube. E provavelmente ela nem esperava por isso.

O sucesso de Endrick na Copinha fez do atacante o alvo de uma verdadeira guerra de gigantes europeus pelo seu futebol.

O que vai tornar o assédio desses clubes ao Palmeiras uma loucura, mas com a vantagem que, no caso do clube alviverde, com as finanças sob controle, administrável.

Endrick comemora gol pelo Palmeiras no Allianz Parque
Endrick comemora gol pelo Palmeiras no Allianz Parque Fabio Menotti/Palmeiras

Em julho, Endrick completa 16 anos e vai poder assinar seu primeiro contrato profissional. Nessa situação, o Palmeiras pode vendê-lo. Mas ele só poderá jogar na Europa quando completar 18 anos.

E o que deve fazer o Palmeiras? Vender o atacante já quando ele completar 16 anos e entregar daqui a dois anos ou esperar até 2024, quando ele terá 18 anos?

A primeira opção é mais segura. Com tantos candidatos, o Palmeiras pode conseguir fácil agora pelo menos 30 milhões de euros, cerca de R$ 200 milhões, e ainda ter o direito de Endrick jogar dois anos no seu time profissional.

Tudo isso com um ambiente de mais paz pelo assunto já estar definido.

Mas o clube pode se dar ao luxo de fazer a aposta de esperar o atacante provar todo seu potencial no time profissional, chegar na seleção brasileira e vendê-lo por mais de 60 milhões de euros daqui a dois anos.

Duro será, nesse caso, suportar um clima de  muita especulação, tendo que suportar a guerra entre a imprensa de Madri e a da Catalunha para emplacar Endrick no Real ou no Barcelona.

O Palmeiras, no fim, é quem vai tomar a decisão (enquanto tiver contrato com o jogador). Mas, se eu fosse Leila, escutaria Endrick.

O clube vai ganhar muito dinheiro com ele de qualquer forma. O importante é deixá-lo com a cabeça leve para arrebentar no Allianz Parque por dois anos.

Endrick faz, Palmeiras passa por cima do Santos e é campeão da Copinha; veja os gols da final


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Paulistinha, Paulista ou Paulistão? Como cada grande de São Paulo deve encarar o Estadual

Paulo Cobos
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Para o Palmeiras, começou no último domingo como jogo antecipado. A partir desta terça-feira, se inicia a primeira rodada do Campeonato Paulista, ainda o Estadual mais competitivo do Brasil.

Que mais uma vez vai ser encarado de forma bem diferente pelos quatro grandes.

E novamente a medida para isso vai ser a forma como cada time chama a principal competição.

No caso palmeirense, não há dúvida. É um Paulistinha. Focado no Mundial, atual bicampeão da Libertadores e agora enfim campeão da Copinha, o Palmeiras tem no Paulista zero interesse. Ganhar, óbvio, será bacana, mas será esquecido no dia seguinte da decisão.

Sylvinho em ação no Corinthians
Sylvinho em ação no Corinthians Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Santos e São Paulo estão em uma posição intermediária: devem encara a competição sem diminutivo ou aumentativo.

O primeiro tem um elenco modesto em relação aos concorrentes. A chance de título é pequena, mas se acontecer será muito comemorado.  Para o Santos, o Paulista é chance de ganhar um bom dinheiro para um clube na penúria e também acertar o time para o Brasileiro.

Até o ano passado, o Estadual sempre era um Paulistão para o São Paulo. Mas, sob o comando de Crespo, o time quebrou o longo jejum de títulos e a pressão por qualquer taça diminuiu.

Mas Rogério Ceni entra na competição pressionado, depois de desempenho ruim no Brasileiro e ser atendido nos reforços que pediu.

Sobra o Corinthians, e, no seu caso, o Estadual virou um Paulistão (a estreia é nesta terça-feira, contra a Ferroviária).

Primeiro pela falta recente de títulos enquanto o maior rival Palmeiras se esbalda nas taças. Depois por ter investido o que não tem para montar um elenco estrelado. E a maior chance de um título em 2022 é o Estadual, que será colocado em segundo plano pelo alviverde.

E nenhum grande irá sofrer uma crise tão grande em caso de fracasso como o Corinthians.

A torcida alvinegra já começa o ano desconfiada e pressionando Sylvinho.

Para ele e para o Corinthians, é um Paulistão.

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O que você prefere? 10 títulos da Copinha, como o Corinthians, ou ter a melhor base do Brasil, como o Palmeiras?

Paulo Cobos
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O Palmeiras está a um jogo de acabar com um tabu que foi parar em uma música que parece conseguir mesmo provocar o torcedor alviverde.

Nesta terça-feira, com a vantagem de atuar em seu estádio, o Palmeiras enfrenta o Santos para tentar enfim conquistar seu primeiro título na Copa São Paulo de júniores, que existe há mais de 50 anos.

Jogadores do sub-20 do Palmeiras comemorando classificação na Copinha 2022
Jogadores do sub-20 do Palmeiras comemorando classificação na Copinha 2022 Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

Em caso de uma nova decepção, o palmeirense terá que aguentar novamente um monte de provocações e ouvir a música que seu time "não tem Copinha". 

Pode até incomodar, mas a verdade é que maioria dos rivais do Palmeiras é que deveriam estar incomodados com suas categorias de base.

Com um projeto brilhante, que começou há muito tempo, o Palmeiras tem hoje o que interessa de verdade quando se fala de base: produção de ótimos jogadores em série, que podem entrar e ajudar o time profissional a ganhar Liberadores e valem uma fortuna.

Bastar ver os rankings dos jogadores mais valiosos do Transfermarkt, site especializado no assunto.

O Palmeiras tem hoje 5 dos 10 jogadores mais caros do futebol brasileiro. Quatro (Danilo, Patrick de Paula, Gabriel Menino e Gabriel Verón) foram formados no clube.

Dos 20 atletas mais valiosos de clubes brasileiros com até 23 anos, sete saíram da base palmeirense (e nessa lista nem aparece ainda o candidato a fenômeno Endrick).

Maior rival do Palmeiras, o Corinthians é o recordista de títulos da Copinha, com dez taças.

Claro que o corintiano ficou muito feliz quando seu time ganhou a competição.

Mas hoje o Parque São Jorge tem uma base sucateada, com mais empresários que talentos.

E sabe quantos jogadores o Corinthians tem entre os 20 mais valiosos do país? Um só (Lucas Pitón).


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Rogério Ceni deveria ter feito como Alex e começado carreira de técnico no sub-20 do São Paulo? Não

Paulo Cobos
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Nas semifinais da Copinha, o ex-meia Alex analisou os nove meses da sua carreira como técnico da equipe sub-20 do São Paulo: "Sou um menino começando como treinador, não tenho história nenhuma como treinador em lugar nenhum".

Elegante em campo e nos tempos de comentarista nos canais ESPN, Alex fez uma espécie de plano de carreira ao decidir virar treinador.

Craque, estudou, comentou e optou por iniciar a carreira de técnico em um time de base.

Rogério Ceni e Alex, agora treinadores no São Paulo
Rogério Ceni e Alex, agora treinadores no São Paulo Rubens Chiri/saopaulofc.net

A trajetória do ídolo palmeirense como treinador logo remete a outro profissional do São Paulo.

Rogério Ceni pensou sua transição de grande jogador para treinador de forma bem diferente. 

Ele encerrou sua carreira de goleiro no final de 2015. Um ano depois, começou a vida de treinador pelo alto, assumindo o time principal do São Paulo, onde fracassou na sua primeira passagem antes de ter muito sucesso no Fortaleza.

É muito fácil cair na tentação de condenar Ceni por não feito como Alex, que preferiu ganhar cancha na base antes de partir para um time grande profissional.

Não concordo com isso.

Gosto do minucioso plano de carreira de Alex. Ele tem tudo para em poucos anos ser um técnico de ponta em um clube grande profissional.

Mas não existe comparação com a oportunidade que Rogério Ceni teve.

Evidente que passar por um time de base ajuda na construção de um treinador. Mas Ceni se preparava até quando ainda jogava para fazer essa transição. E passou um ano estudando, visitando grandes clubes europeus, aprendendo com veteranos.

E, ao contrário de Alex, ele teve um convite logo de cara para assumir um time grande, e ainda mais com apoio maciço da torcida.

Rogério Ceni cometeu alguns erros como jogador e muitos nos 5 anos que já tem sua carreira de treinador.

Mas ter o São Paulo profissional como primeiro emprego não teve nada de errado. Foi coragem.



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'Por que eu?' A pergunta de Ronaldo para o técnico do United tem resposta: a decadência (e a dele ainda é lenta)

Paulo Cobos
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Cristiano Ronaldo nunca gostou de ser substituído. Mas poucas vezes teve uma reação tão raivosa como nesta quarta-feira, quando teve um ataque de ira ao ser sacado aos 26 minutos do segundo tempo em um jogo que o seu Manchester United vencia o modesto Brentford por 2 a 0.

O português foi pedir explicações para o técnico gritando: "Por que eu? Por que você me tirou de campo"?

Na maioria esmagadora dos momentos da excepcional carreira de Cristiano Ronaldo, essas perguntas fariam sentido caso ele fosse substituído.

Cristiano Ronaldo assiste a jogo do United do banco de reservas após ser substituído
Cristiano Ronaldo assiste a jogo do United do banco de reservas após ser substituído Mike Egerton/Getty Images

Eram tempos em que Ronaldo poderia fazer um gol decisivo nos acréscimos. De seguir ajudando na marcação com seu fôlego inacabável. Era a chance de marcar mais gols para sua vaidosa conta pessoal.

Mas faz hoje todo o sentido Cristiano Ronaldo ser substituído por qualquer técnico que tenho o mínimo de personalidade.

Aos 36 anos, o gênio português segue tendo uma forma física admirável. Mas ele não é a mesma dos melhores anos da sua carreira, que ficaram no Real Madrid.

Tanto na Juventus como agora, no United, Ronaldo segue fazendo muitos gols. Mas o baixo número de títulos desses dois clubes com ele mostram que coletivamente o português não é mais insubstituível.

O camisa 7 pouco ajuda a defesa. Na competitiva Premier League, a falta de fôlego nos minutos finais pode ser cruel. O United precisa hoje mais de pontos do que ver Ronaldo aumentar sua conta pessoal de gols.

A resposta do 'por que eu?' ser substituída é mais simples da detalhada dada pelo técnico alemão do United.

No seu caso, ela chega em doses bem pequenas. Mas Cristiano Ronaldo, como qualquer outro gênio do futebol, chegou no momento em que sua carreira entra em decadência.

E, quando chega essa hora, ninguém é mais intocável.

Cristiano Ronaldo é substituído, sai irritado, joga casaco do Manchester United no chão e reclama muito

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Esqueça a balela que esse Chelsea é meia-boca: Palmeiras segue sendo zebra no Mundial

Paulo Cobos
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O Chelsea não ganha há quatro jogos. Segundo seu técnico, o time está cansado "física e mentalmente".  O time sofre com a Covid. E ainda vê problemas disciplinares com uma de suas principais estrelas: o atacante Lukaku.

Com tudo isso, muita gente começa a dizer que o Palmeiras é o time sul-americano com mais chances de ganhar o Mundial de clubes em anos.

Tudo balela.

Jorginho comemorando gol do Chelsea com Kanté e Lukaku em partida pela Premier League
Jorginho comemorando gol do Chelsea com Kanté e Lukaku em partida pela Premier League Sebastian Frej/MB Media/Getty Images

Se passar pelas semifinais, quando pode ter o bom Monterrey pela frente, o Palmeiras seguirá sendo uma grande zebra em uma eventual final contra o Chelsea.

A fase pode não ser das melhores e o time acumula problemas, mas o clube inglês é sim um dos europeus mais poderosos a já chegar no Mundial.

Seu elenco de estrelas, segundo site especializado no assunto, é o segundo mais valioso da Premier League, com valor estimado em quase R$ 7 bilhões, praticamente seis vezes do valor estimado do elenco palmeirense.

O Chelsea tem o melhor goleiro do mundo: Mendy. Vários dos melhores defensores do mundo.  Uma dupla de volantes dos sonhos com Kanté e Jorginho. Uma penca de meias e atacantes jovens e talentosos. Mesmo em má fase, Lukaku é assustador para qualquer zagueiro.

Claro que o Palmeiras tem uma chance (pequena) de bater o time inglês e conquistar seu sonhado Mundial.

Mas querer desmerecer um esquadrão como o Chelsea para diminuir um título palmeirense é ridículo. Como muita gente faz com o título mundial do Corinthians contra o mesmo Chelsea, em 2012.

Brighton e Chelsea empatam por 1 a 1 na Premier League; assista aos melhores momentos!

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Nem com 'media training': se depender de jornalistas, Neymar nunca será o melhor do mundo

Paulo Cobos
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Neymar há muito tempo não atua para ser um real candidato a melhor jogador do mundo.  Mas é surpreendente suas posições modestas nos dois maiores prêmio no futebol, The Best e Bola de Ouro, e também sua colocação em rankings feitos por revistas e jornais na Europa.

Para mudar esse cenário, Neymar terá que fazer algo para melhorar sua imagem com parte importante dos votantes desses prêmios: os jornalistas.

No The Best, a premiação dos melhores do ano feita pela Fifa, o brasileiro foi o 10o colocado na edição realizada nesta segunda-feira.

A escolha é feito com o voto dos técnicos e capitães de todas as seleções do mundo e um jornalista de cada país.

Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions
Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions Getty

Neymar foi lembrado por técnicos e jogadores, mas totalmente ignorado pelos jornalistas (ninguém o indiciou entre os três melhores do ano).

Pior ainda é no prêmio mais tradicional do futebol, a Bola de Ouro, da revista "France Football". Nesse caso, o eleito é apenas pelo voto de jornalistas, e desde a Copa da Rússia, quando abusou do cai cai, o prestígio de Neymar despencou na mídia mundial.

Cada jornalista faz um ranking com os 5 melhores jogadores do ano.

Em 2018, Neymar foi apenas o 12o colocado, sua pior colocação então desde que chegou na Europa. No ano seguinte, não apareceu nem entre os 30 finalistas. 

Em 2020, a pandemia cancelou a Bola de Ouro. No ano passado, Neymar ficou em 16o, e só teve eleitores da países sul-americanos ou da periferia da bola: Bangladesh, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Ilhas Cayman, São Cristóvão e Névis.

Jornalistas têm como obrigação serem mais críticos na hora de escolher os melhores de uma temporada.

Mas não é justo colocar o comportamento extra campo muitas vezes lamentável de Neymar como fator de decisão.

Neymar não merece hoje ser o melhor do mundo. Meu medo é quando  ele merecer não levar o prêmio pela repulsa que causa em tanta gente na imprensa mundial.

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Fúria precoce contra Leila no Palmeiras é só um aperitivo: em seu mandato todo ela vai enfrentar o machismo do futebol

Paulo Cobos
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Leila Pereira assumiu o Palmeiras em um cenário dos sonhos.

O time acabava de conquistar a Libertadores pelo segundo ano seguido. Ao contrários dos rivais Atlético-MG e Flamengo, manteve o treinador. As contas do clube estão bem resolvidas. A categoria de base alviverde segue um celeiro de bons jogadores.

Na gestão Leila, que começou há pouco mais de um mês, o time profissional nem jogou.

Leila Pereira conversa com o elenco do Palmeiras na Academia de Futebol
Leila Pereira conversa com o elenco do Palmeiras na Academia de Futebol Cesar Greco/Palmeiras

Mas já existe uma fúria precoce em parte expressiva da torcida e também de outros cartolas palmeirenses contra ela.

O Palmeiras contratou bons reforços para a temporada 2022. Mas muita gente acha que falta um centroavante.  E não pode ser qualquer um. Tem que ser famoso, custar caro para exibir aos rivais.

Só que esses torcedores não perceberam ainda que Leila não vai queimar seu dinheiro pessoal para reforçar o clube. Esqueçam a imagem dos mecenas do Atlético-MG que contratam sem parar para o clube.

Leila não queima dinheiro (o dele e tomara também que o do Palmeiras).

Chovem críticas também pela cartola estar fazendo uma reformulação geral na administração palmeirense, demitindo até o locutor do Allianz Parque. 

Leila avisou que faria isso quando afirmou que na sua administração o clube seria tocado como uma empresa, e empresas trocam funcionários.

A presidente do Palmeiras precisa e deve ser criticada (sua proximidade com  a maior organizada é indefensável).

Mas a precocidade das críticas que fazem o #ForaLeila bombar nas redes e criam apelidos tontos como o "Leiga Pereira" assusta.

Demorou muito menos que o imaginado que Leila fosse apresentada ao machismo do futebol. Vai ser assim, tragicamente, até o último dia do seu mandato.



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Quem vai sobrar? Não cabem Benzema, Vinícius Jr, Mbappé e Haaland no time titular no Real Madrid

Paulo Cobos
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Haaland perdeu a paciência com o Borussia Dortmund e quer decidir agora seu futuro. Mbappé não fala tanto, mas dá todos os sinais que não vai renovar mesmo seu contrato com o PSG.

E, segundo boa parte da mídia da Europa, um clube é o favorito para ter os dois astros: o Real Madrid.

Se isso acontecer, o clube espanhol terá o quarteto ofensivo mais temido do mundo. Mas também terá um problemão para resolver.

Haaland na Champions League
Haaland na Champions League Getty Images

Com qualquer treinador, mas ainda mais com Ancelotti, duvido que o clube espanhol tenha como formação titular mais frequente um time com Mbappé, Haaland, Vinícius Jr. e Benzema juntos.

Eles podem até atuar juntos em determinadas situações, mas duvido que o Real vá abrir mão no curto prazo do seu veterano e vencedor trio de meio de campo com Casemiro, Kross e Modric.

E haja coragem para decidir quem do quarteto vai ficar no banco.

Benzema é o capitão do time. Já marcou mais de 300 gols pelo Real Madrid. Esse é intocável.

É questão de tempo para Mbappé ser o melhor jogador do mundo. Nem no Real Madrid estrelado dá para imaginar ele no banco.

Restam Vinícius Jr. e Haaland. 

 O alemão tem uma média de gols inacreditável tanto na Bundesliga quanto na Champions Leaque.

Mas não tomaria o lugar de Vinícius Jr., hoje o melhor jogador do Real Madrid, identificado com a torcida e que venceu a pressão que é jogar no maior clube do mundo.

Que delícia para um clube ter um problema como esse.



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Não se ganha Copa do Mundo sem convicções: mesmo que algumas de Tite sejam esdrúxulas

Paulo Cobos
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Tite se acostumou a apanhar dos críticos. E recebeu uma nova uma saraivada de golpes nesta quinta-feira, ao anunciar a convocação da Seleção Brasileira para os jogos contra Equador e Paraguai, pelas eliminatórias.

Estão na lista Everton Ribeiro, longe de brilhar no Flamengo em 2021, Daniel Alves, que acaba de voltar ao futebol após longa inatividade e Philippe Coutinho, na mediocridade há anos.

Não concordo com a presença dos três na lista, mas entendo o motivo do treinador chamá-los.

E não é pela crítica mais comum a Tite, de que ele criou uma panela e só vai a Copa do Mundo do Qatar, no final do ano, quem já está nela.

Tite em treino na Granja Comary
Tite em treino na Granja Comary Getty

Para se ganhar uma Copa do Mundo, um treinador precisa de convicções, mesmo que muitas delas sejam esdrúxulas, como algumas de Tite. 

Não só por apostar em jogadores que pouco fazem por clubes há muito tempo. Mas também até por demonstrar tanta desconfiança com Vinícius Jr, hoje o melhor jogador brasileiro no mundo. 

Tudo indica que na cabeça de Tite o atacante não será titular da seleção. E insinuar que a camisa da seleção brasileira é mais pesada que a do Real Madrid é ridículo.

Mas volto ao tema da convicção.

Um treinador marionete, que faz tudo o que a maioria pede, nunca deve comandar o Brasil em uma Copa.

O comandante precisa acreditar em seus jogadores e fazer os atletas acreditem nele. Isso Tite faz com maestria.

Se conquistar o hexacampeonato, Tite terá feito isso por suas convicções. Se fracassar, será, muito mais, por elas.


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Não é o São Paulo que escolhe: Pablo tem o direito de recusar ofertas e definir onde vai jogar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na NBA, os contratos têm cláusulas que tratam os jogadores como se fossem mercadorias.

Se um time está descontente com um atleta que ainda tem quatro anos de contrato, ele pode trocá-lo com outra equipe. A opinião do jogador não importa. Ele é obrigado a fazer a mudança.

Não importa se ele e sua família estão felizes, por exemplo, em Orlando. Se a troca acontecer, no dia seguinte ele tem que estar no avião para, sempre por exemplo, viajar até Portland, seu novo clube, no outro lado dos Estados Unidos.

Felizmente, no futebol brasileiro isso não acontece. Um jogados sob contrato só se transfere para uma outra equipe se for o seu desejo. Ninguém pode obrigá-lo.

Pablo em ação com a camisa do São Paulo
Pablo em ação com a camisa do São Paulo Rubens Chiri/São Paulo

É o que está acontecendo com o o atacante Pablo no São Paulo.

Contratação mais cara da história do clube em valores absolutos, ele tem contrato com o clube até o final de 2023.

A torcida o não suporta. Rogério Ceni não conta com ele. A diretoria quer amenizar o investimento fracassado. E assim o São Paulo passou as últimas semanas negociando com clubes para só depois ouvir a opinião de Pablo.

Mas o atacante vetou o Ceará, e também rejeitou o Santos.

Pablo assinou contrato para jogar pelo São Paulo. Se o clube não o quer mais, é ele que vai definir o destino da sua carreira. Ao que tudo indica, ele só aceita defender o Athletico-PR, seu ex-clube. Também tem o direito de continuar no Morumbi, mesmo sem ser utilizado, mas recebendo seu salário.

O São Paulo também tem seus direitos. Só deve liberar Pablo para o Athletico-PR nos termos que considerar justos.

Se a oferta do time paranaense não agradar, o pior dos cenários vai acontecer.

Pablo irá permanecer no Morumbi. Ganhando um salário pesado. Provavelmente sem jogar. Como se fosse um fantasma para assombrar o clube por um negócio tão estapafúrdio.





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Janeiro: o mês em que é muito mais difícil ser Endrick, 15 anos, do que Gabigol e Hulk

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Janeiro é um mês de entressafra do futebol brasileiro. Os times profissionais começam em férias, voltam para a pré-temporada e só entram em campo no final do mês, e ainda por cima nos cada vez menos interessantes Estaduais.

Para quem não tem acesso ao futebol internacional, resta a Copinha para saciar a fome pela bola.

No torneio da base, torcedores tentam encontrar soluções para o time principal de seu clube. 

E sempre esperam uma história de conto de fadas de um candidato a grande craque.

Endrick em ação pelo Palmeiras na Copinha
Endrick em ação pelo Palmeiras na Copinha Fabio Menotti/Palmeiras

A edição 2022 já tem essa história (e ela é turbinada como poucas vezes nos últimos tempos)

Aos 15 anos, o palmeirense Endrick encanta o Brasil e a Europa após marcar quatro gols em dois jogos na primeira fase (o mesmo número que outros quatro jogadores e dois a menos que Figueiredo, do Vasco).

A joia palmeirense ainda tem um histórico absurdo nas categorias de base do Palmeiras, com 165 gols em 169 jogos.

Endrick realmente tem tudo para ser grande. Além dos gols, mostra uma técnica e força física impressionantes.

Mas deve ser muito difícil para um garoto da sua idade lidar com tantas expectativas e pressão.

Sem futebol profissional, torcedores e imprensa jogam todos os holofotes para quem ainda está em formação e nem um contrato profissional tem.

Situação turbinada por que ele também é notícia na Europa, especialmente na Espanha, onde já discutem em que clube ele vai jogar e se está surgindo um novo Vinícius Jr.

No Brasil, o Palmeiras o coloca para treinar entre os profissionais. Já se discute até se ele deve ser inscrito no Mundial de clubes, daqui a apenas um mês. Se Endrick é a maior revelação das categorias de base alviverde.

Pelo menos por um mês, é mais difícil ser um jogador de 15 anos, como Endrick, do que as maiores estrelas que atuam no futebol nacional, como Gabigol e Hulk.


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Ameaça de morte é mais um sinal: Mbappé fará negocião se trocar Messi e Neymar por Benzema e Vinícius Jr.

Paulo Cobos
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No começo da temporada 2021/2022, o Paris Saint-Germain achou que tinha conseguido um argumento infalível para convencer Mbappé a renovar seu contato com o clube, que acaba em menos de 5 meses.

Ao trazer Messi, o PSG tinha certeza que o trio que formaria com o argentino e Neymar seria um plano perfeito para o francês ficar em Paris, ganhar muitos títulos e em algum momento ser eleito o melhor do mundo.

Ledo engano.

Paquetá brilha, mas Lyon cede empate ao PSG de Mbappé no Francês; assista

O PSG do supertrio é até agora uma mentira. Neymar começou a temporada longe da melhor forma física, logo se machucou e virou desfalque de longas semanas. Messi tem alguns poucos sinais de brilho, mas está longe de ser o gênio do Barcelona. E agora pegou Covid depois de uma temporada de férias e festas na Argentina.

Mauricio Pochettino, o técnico argentino do PSG, é incapaz de fazer o estrelado time ter um padrão de jogo digno e não consegue colocar ordem no vestiário.

O PSG lidera o Francês, o que é sua pura obrigação. Mas faz isso com seguidos tropeços.

Nas oitavas de final da Champions, seu objetivo maior, terá pele frente o Real Madrid, em grande fase.

É justamente o gigante espanhol o provável destino de Mbappé caso ele não renove com o PSG.

Vai fazer um negocião se fizer a troca.

O PSG é hoje um time em que ninguém parece ter tesão de jogar. Um amontoado de estrelas, com cada um pensando nele primeiro antes do time.

Duro dizer, mas Mbappé não tem hoje em Neymar e Messi os melhores companheiros que um craque como ele pode ter em 2022.

Se trocar Neymar e Messi por Benzema e Vinicíus Jr. no Real Madrid o craque francês tem muito mais chances de brilhar.

Terá companheiros mais jovens, menos egoístas e mais focados no futebol hoje.

Kylian Mbappe e Sylvine Thomassin, prefeita da cidade onde o astro nasceu
Kylian Mbappe e Sylvine Thomassin, prefeita da cidade onde o astro nasceu Stephane Cardinale - Corbis/Corbis via G

E ainda vai escapar de todo tipo de crítica e perseguição na França, incluindo a que aconteceu na noite desta segunda-feira.

Em sua cidade natal, próxima de Paris, um mural com a imagem do atacante foi pichado com a frase "Mbappé, você está morto". 

Segundo a imprensa francesa, isso aconteceu por adversários da prefeita da cidade, que já apareceu ao lado de Mbappé em eventos públicos.

Por fim, Mbappé tem outro bom motivo para trocar de clube: o PSG nunca terá o tamanho do Real Madrid.

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Ronaldo Fenômeno, Leila e Menin ensinam de forma didática: ricaços não queimam dinheiro

Paulo Cobos
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O torcedor de um clube brasileiro sempre acha que os problemas de seus times estão resolvidos quando um ricaço aparece, seja como presidente, caso da palmeirense Leila Pereira, dono mesmo, como o cruzeirense Ronaldo Fenômeno, ou mecenas, situação ao atleticano Rubens Menin.

Sonham que seus times virem como o PSG ou Manchester City, em que bilionários árabes gastam sem limite e os times passam de forças intermediárias na Europa a candidatos a ganhar a Champions League.

Leila reunida com funcionários no retorno do Palmeiras
Leila reunida com funcionários no retorno do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras

Nos últimos dias, Leila, Ronaldo e Menin mostraram até de forma didática que quem é muito rico não queima dinheiro.

O palmeirense sonha com um centroavante estrela. Leila diz que não vai ter: "Vou ser bem clara: não vou quebrar o Palmeiras. Enquanto eu for presidente do Palmeiras isto não vai acontecer", disse na semana passada a cartola alviverde.

O torcedor do Galo achava que para Menin, o líder dos mecenas que fizeram do Atlético-MG uma potência, gastar 2 ou 2,5 milhões de euros para pagar a multa rescisória com o Braga para Carlos Carvalhal se tornar técnico da equipe mineira seria fichinha.

Mas tudo tem limite, e a negociação travou pela tal multa.

Ronaldo não é tão rico como Leila ou Menin. Mas o Fenômeno chegou no Cruzeiro e levou os torcedores celestes acharem que os tempos de penúria acabariam. Acontece justamente o contrário.

Sob o comando de Ronaldo, o Cruzeiro é tão obcecado em cortar despesas que rompeu até com o goleiro Fábio, o maior ídolo da história do clube neste século.

Se você torcedor palmeirense, cruzeirense ou atleticano reclama do dirigente milionário mão de vaca, lembre de uma coisa que pode te animar. Nos seus negócios, eles também nunca queimaram dinheiro. E chegaram longe.



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'Flamengo maior do mundo' e duros na negociação: técnicos portugueses goleiam brasileiros, também, na autopromoção

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pela fúria com que os clubes brasileiros buscam técnicos portugueses,  parece cada vez mais claro que eles são mais competentes que os brasileiros (os três títulos seguidos de comandantes lusos na Libertadores falam por si).

Mas não é só pelo que fazem com suas equipes dentro de campo que os portugueses estão deixando, com toda justiça, seus pares brasileiros para trás.

Os técnicos que chegam de Portugal são mestres em cativar as torcidas, muitas vezes parecendo conhecer mais os clubes brasileiros do que os treinadores locais.

Quando assumiu o Palmeiras, Abel Braga deu uma aula sobre a história alviverde e já parecia saber como é passional o torcedor palmeirense.

Paulo Sousa, o novo técnico do Flamengo
Paulo Sousa, o novo técnico do Flamengo Getty Images

No seu reinado no Flamengo, Jorge Jesus mostrava uma intimidade impressionante com a forma de ser do flamenguista.

Paulo Sousa chega dizendo que na Gávea irá trabalhar no "maior clube do mundo", um exagero, mas que serve para conquistar a torcida e, claro, se autopromover.

Os treinadores portugueses são competentes, e adoram eles mesmo divulgarem isso. Falsa modéstia, ainda bem, não é com eles.

Quando são procurados por clubes brasileiros, estendem a negociação ao máximo, exigindo o que acham justo por seu trabalho e impondo condições de trabalho, como o direito de levar uma comissão técnica gigante junto com eles.

Bem diferente de seus colegas brasileiros, que quando recebem uma proposta pensam basicamente no que vão ganhar. E assumem clubes gigantes em que chegam muitas vezes sem conhecer nada de suas histórias e particularidades.

Por fim, os treinadores portugueses deveriam ser "coachs" dos colegas brasileiros em outro assunto: paixão.

Jorge Jesus e Abel Ferreira estão aí para mostrar que futebol também se ganha com paixão.





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O Cruzeiro S.A. de Ronaldo foi cruel com Fábio, mas só com muita dor clube não vai morrer

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Há alguns dias, critiquei a forma como Ronaldo, o agora dono do Cruzeiro, fritou Vanderlei Luxemburgo até sua demissão sem nem citar seu nome na nota em que anunciou a saída de toda sua comissão técnica. 

Nesta quarta-feira, o clube que virou uma empresa com um dono que no fim visa o lucro fez algo ainda mais cruel: rompeu com o goleiro e ídolo Fábio, que não aceitou um contrato válido apenas para a disputa do Campeonato Mineiro.

O sonho de Fábio era completar 1.000 jogos com a camisa celeste e voltar para a primeira divisão do Brasileiro em campo.

Fabio estava perto de completar 1000 jogos pelo Cruzeiro
Fabio estava perto de completar 1000 jogos pelo Cruzeiro Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em outra nota deselegante, o Cruzeiro citou com um contexto sacana os 41 anos de idade do goleiro.

Ronaldo e sua equipe demonstram uma falta de cuidado assustadora para tratar de pessoas. Tratam profissionais com história no Cruzeiro como se fossem um qualquer.

Deveriam urgente passar por uma reciclagem para tratar melhor assuntos tão espinhosos.

Mas o fato é que o torcedor cruzeirense precisa saber: só com muita dor o clube vai sair do buraco e não morrer.

Para se reerguer, o Cruzeiro precisa mesmo rever todos os seus gastos, e adequar seus profissionais do futebol à realidade do clube: e nela não cabem hoje Luxemburgo e Fábio, que ainda são caros e não entregam como no auge.

Como dói ver Fábio saindo do clube que tanto fez dessa forma. Mas não vai existir dor maior se o Cruzeiro fechar.




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Vinícius Jr. é o mais valioso do mundo: como Ancelotti fez um grande favor para Tite e Neymar

Paulo Cobos
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Na semana passada, Vinícius Jr. foi apontado como o terceiro jogador mais valioso do mundo pelo site especializado Transfermarkt.

Nesta quarta-feira, uma lista com critérios muito mais palpáveis colocou o brasileiro do Real Madrid no topo dos jogadores mais valorizados do planeta. 

Segundo o CIES Footbal Observatory, em ranking que leva em conta idade, tempo de contrato e desempenho, o jogador do Real tem valor estimado hoje de 166 milhões de euros, ou R$ 1,065 bilhão pelo câmbio atual.

Completam o pódio o inglês Folden e o norueguês Haaland. Mbappé seria logicamente o mais valioso, mas como seu contrato acaba com o PSG em junho ele não entra na lista.

Vinicius Jr. e Ancelotti pelo Real Madrid
Vinicius Jr. e Ancelotti pelo Real Madrid Getty Images

A valorização de Vinícius Jr. acontece em uma temporada que ele se reinventou no Real Madrid. O jogador afobado para finalizar se tornou cirúrgico diante dos goleiros. O atacante que não conseguia ver um companheiro melhor posicionado virou um garçom de primeira.

Tudo isso aconteceu com um novo treinador.

O italiano Carlo Ancelotti percebeu que tinha um talento raro nas mãos. Deu confiança a ele. O colocou para jogar no lugar certo. Não viu os nomes na hora de escalar o time (Hazard e Bale são reservas). Tudo ao contrário que Zidane fez com Vinícius Jr.

Não é só o Real Madrid que deve agradecer Ancelotti pelo trabalho com o brasileiro, agora o mais valioso do mundo.

Tite, que tem o italiano como modelo, e Neymar deveriam mandar um presente de agradecimento para Ancelotti.

Vinícius Jr. jogando muito e valorizado é uma alívio para a seleção brasileira.

Isso é bom para dividir a responsabilidade com Neymar em campo e fazer os rivais temerem de cara logo dois jogadores do time brasileiro.

E nada melhor para Tite do que ter alguém com prestígio do tamanho de Vinícius Jr. hoje. Para ter a coragem que lhe faltou na Copa de 2018, quando Neymar teve todos os privilégios permitidos pelo treinador.

A seleção não tem agora só uma super estrela. Obrigado, Ancelotti.




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Ao pedir a 7 do Palmeiras, Dudu acerta: número de camisa não é frescura para o craque

Paulo Cobos
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Michael Jordan, depois de voltar de uma aposentadoria precoce, resolveu trocar o número 23 em que se tornou uma lenda pelo 45.

 Não foi o mesmo e resolveu voltar para a antiga camisa depois de ouvir um rival dizer que o "45 não era como o 23". Voltou a ser o maior da história da NBA. 

Para não enfurecer Neymar, Messi aceitou usar a camisa 30 no PSG. Com o número, faz uma temporada para lá de comum no clube francês.

Esses só são dois exemplos que, para o craque, número de camisa não é mimimi. 

Dudu comemora gol do Palmeiras com a camisa 7 em 2017
Dudu comemora gol do Palmeiras com a camisa 7 em 2017 Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Dudu não é Michael Jordan ou Messi. Mas é sim um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, um dos clubes brasileiros que mais tiveram craques.

Sendo assim, entendo perfeitamente seu pedido para voltar a usar a camisa 7 do alviverde, desejo atendido por Roni, que era o dono do número até o ano passado.

Na volta ao Palmeiras depois de um empréstimo para um clube árabe, Dudu viu o número que o consagrou ocupado. Optou pela camisa 43. Com ela, foi campeão da Libertadores, mas esteve longe de ser protagonista na conquista do título.

O atacante vai ter sim mais confiança com a  7 nas costas. Aposto que ele vai jogar mais em 2022.

Mas também ele deve levar em conta algo importante. Dudu não recebeu seu número de forma espontânea de Rony.

Foi o próprio jogador que a solicitou. Ele ganha uma pressão extra para a temporada. Se pediu a 7, a camisa mais mítica do Palmeiras, vai ter que jogar como 7. Não como 43.


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