Vítima ou vilão? O papel de Hazard na constatação que ele é a pior contratação da história do Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na história do maior clube do mundo, que já contratou dezenas de jogadores caros, não deveria ser fácil apontar qual a pior contratação da sua história.

Mas o Real Madrid tem agora um forte candidato a esse posto, que já foi de Kaká, contratado em 2009 por 67 milhões de euros para dividir os holofotes com Cristiano Ronaldo para depois deixar o clube sem nada para ser lembrado.

O favorito para ser o pior negócio da história é justamente o jogador mais caro contratado pelo gigante espanhol.

Apresentação de Hazard no Real
Apresentação de Hazard no Real GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Adquirido por 115 milhões de euros antes do começo da temporada 2019/2020, o belga Hazard tem uma lista de lesões musculares que parece infinita.

Em menos de 2 anos e meio de Real Madrid, ele já desfalcou o clube em 62 jogos. Nesta terça-feira, novamente não vai atuar no confronto contra o Shaktar Donetsk, pela Champions League.

"Hazard é o que está mais cansado desses problemas", afirmou Carlo Ancelotti, o técnico merengue.

Não sei se o torcedor do Real Madrid concorda com isso.

Evidente que o craque belga deve estar frustrado por jogar tão pouco. Mas parece que Hazard não sabe a responsabilidade que um jogador contratado por uma montanha de dinheiro como ele deve ter. 

Hazard frequentemente está acima do peso. Ex-colegas de time já  apontaram uma suposta falta de profissionalismo. Como Bale, ele parece mais disposto a jogar por sua seleção do que pelo clube que lhe paga um salário milionário.

Nada contra ter amigos, mas ele confraternizando com ex-companheiros do Chelsea após o clube inglês eliminar o Real Madrid na última Champions foi um soco no estômago para quem faz tão pouco no time espanhol.

Se culpar só o destino e se fazer de vítima, Hazard vai cometer um erro e confirmar sua contratação como a pior contratação da história do Real Madrid.

Melhor assumir os erros. Só assim a coisa pode mudar.

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Fúria precoce contra Leila no Palmeiras é só um aperitivo: em seu mandato todo ela vai enfrentar o machismo do futebol

Paulo Cobos
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Leila Pereira assumiu o Palmeiras em um cenário dos sonhos.

O time acabava de conquistar a Libertadores pelo segundo ano seguido. Ao contrários dos rivais Atlético-MG e Flamengo, manteve o treinador. As contas do clube estão bem resolvidas. A categoria de base alviverde segue um celeiro de bons jogadores.

Na gestão Leila, que começou há pouco mais de um mês, o time profissional nem jogou.

Leila Pereira conversa com o elenco do Palmeiras na Academia de Futebol
Leila Pereira conversa com o elenco do Palmeiras na Academia de Futebol Cesar Greco/Palmeiras

Mas já existe uma fúria precoce em parte expressiva da torcida e também de outros cartolas palmeirenses contra ela.

O Palmeiras contratou bons reforços para a temporada 2022. Mas muita gente acha que falta um centroavante.  E não pode ser qualquer um. Tem que ser famoso, custar caro para exibir aos rivais.

Só que esses torcedores não perceberam ainda que Leila não vai queimar seu dinheiro pessoal para reforçar o clube. Esqueçam a imagem dos mecenas do Atlético-MG que contratam sem parar para o clube.

Leila não queima dinheiro (o dele e tomara também que o do Palmeiras).

Chovem críticas também pela cartola estar fazendo uma reformulação geral na administração palmeirense, demitindo até o locutor do Allianz Parque. 

Leila avisou que faria isso quando afirmou que na sua administração o clube seria tocado como uma empresa, e empresas trocam funcionários.

A presidente do Palmeiras precisa e deve ser criticada (sua proximidade com  a maior organizada é indefensável).

Mas a precocidade das críticas que fazem o #ForaLeila bombar nas redes e criam apelidos tontos como o "Leiga Pereira" assusta.

Demorou muito menos que o imaginado que Leila fosse apresentada ao machismo do futebol. Vai ser assim, tragicamente, até o último dia do seu mandato.



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Quem vai sobrar? Não cabem Benzema, Vinícius Jr, Mbappé e Haaland no time titular no Real Madrid

Paulo Cobos
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Haaland perdeu a paciência com o Borussia Dortmund e quer decidir agora seu futuro. Mbappé não fala tanto, mas dá todos os sinais que não vai renovar mesmo seu contrato com o PSG.

E, segundo boa parte da mídia da Europa, um clube é o favorito para ter os dois astros: o Real Madrid.

Se isso acontecer, o clube espanhol terá o quarteto ofensivo mais temido do mundo. Mas também terá um problemão para resolver.

Haaland na Champions League
Haaland na Champions League Getty Images

Com qualquer treinador, mas ainda mais com Ancelotti, duvido que o clube espanhol tenha como formação titular mais frequente um time com Mbappé, Haaland, Vinícius Jr. e Benzema juntos.

Eles podem até atuar juntos em determinadas situações, mas duvido que o Real vá abrir mão no curto prazo do seu veterano e vencedor trio de meio de campo com Casemiro, Kross e Modric.

E haja coragem para decidir quem do quarteto vai ficar no banco.

Benzema é o capitão do time. Já marcou mais de 300 gols pelo Real Madrid. Esse é intocável.

É questão de tempo para Mbappé ser o melhor jogador do mundo. Nem no Real Madrid estrelado dá para imaginar ele no banco.

Restam Vinícius Jr. e Haaland. 

 O alemão tem uma média de gols inacreditável tanto na Bundesliga quanto na Champions Leaque.

Mas não tomaria o lugar de Vinícius Jr., hoje o melhor jogador do Real Madrid, identificado com a torcida e que venceu a pressão que é jogar no maior clube do mundo.

Que delícia para um clube ter um problema como esse.



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Não se ganha Copa do Mundo sem convicções: mesmo que algumas de Tite sejam esdrúxulas

Paulo Cobos
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Tite se acostumou a apanhar dos críticos. E recebeu uma nova uma saraivada de golpes nesta quinta-feira, ao anunciar a convocação da Seleção Brasileira para os jogos contra Equador e Paraguai, pelas eliminatórias.

Estão na lista Everton Ribeiro, longe de brilhar no Flamengo em 2021, Daniel Alves, que acaba de voltar ao futebol após longa inatividade e Philippe Coutinho, na mediocridade há anos.

Não concordo com a presença dos três na lista, mas entendo o motivo do treinador chamá-los.

E não é pela crítica mais comum a Tite, de que ele criou uma panela e só vai a Copa do Mundo do Qatar, no final do ano, quem já está nela.

Tite em treino na Granja Comary
Tite em treino na Granja Comary Getty

Para se ganhar uma Copa do Mundo, um treinador precisa de convicções, mesmo que muitas delas sejam esdrúxulas, como algumas de Tite. 

Não só por apostar em jogadores que pouco fazem por clubes há muito tempo. Mas também até por demonstrar tanta desconfiança com Vinícius Jr, hoje o melhor jogador brasileiro no mundo. 

Tudo indica que na cabeça de Tite o atacante não será titular da seleção. E insinuar que a camisa da seleção brasileira é mais pesada que a do Real Madrid é ridículo.

Mas volto ao tema da convicção.

Um treinador marionete, que faz tudo o que a maioria pede, nunca deve comandar o Brasil em uma Copa.

O comandante precisa acreditar em seus jogadores e fazer os atletas acreditem nele. Isso Tite faz com maestria.

Se conquistar o hexacampeonato, Tite terá feito isso por suas convicções. Se fracassar, será, muito mais, por elas.


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Não é o São Paulo que escolhe: Pablo tem o direito de recusar ofertas e definir onde vai jogar

Paulo Cobos
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Na NBA, os contratos têm cláusulas que tratam os jogadores como se fossem mercadorias.

Se um time está descontente com um atleta que ainda tem quatro anos de contrato, ele pode trocá-lo com outra equipe. A opinião do jogador não importa. Ele é obrigado a fazer a mudança.

Não importa se ele e sua família estão felizes, por exemplo, em Orlando. Se a troca acontecer, no dia seguinte ele tem que estar no avião para, sempre por exemplo, viajar até Portland, seu novo clube, no outro lado dos Estados Unidos.

Felizmente, no futebol brasileiro isso não acontece. Um jogados sob contrato só se transfere para uma outra equipe se for o seu desejo. Ninguém pode obrigá-lo.

Pablo em ação com a camisa do São Paulo
Pablo em ação com a camisa do São Paulo Rubens Chiri/São Paulo

É o que está acontecendo com o o atacante Pablo no São Paulo.

Contratação mais cara da história do clube em valores absolutos, ele tem contrato com o clube até o final de 2023.

A torcida o não suporta. Rogério Ceni não conta com ele. A diretoria quer amenizar o investimento fracassado. E assim o São Paulo passou as últimas semanas negociando com clubes para só depois ouvir a opinião de Pablo.

Mas o atacante vetou o Ceará, e também rejeitou o Santos.

Pablo assinou contrato para jogar pelo São Paulo. Se o clube não o quer mais, é ele que vai definir o destino da sua carreira. Ao que tudo indica, ele só aceita defender o Athletico-PR, seu ex-clube. Também tem o direito de continuar no Morumbi, mesmo sem ser utilizado, mas recebendo seu salário.

O São Paulo também tem seus direitos. Só deve liberar Pablo para o Athletico-PR nos termos que considerar justos.

Se a oferta do time paranaense não agradar, o pior dos cenários vai acontecer.

Pablo irá permanecer no Morumbi. Ganhando um salário pesado. Provavelmente sem jogar. Como se fosse um fantasma para assombrar o clube por um negócio tão estapafúrdio.





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Janeiro: o mês em que é muito mais difícil ser Endrick, 15 anos, do que Gabigol e Hulk

Paulo Cobos
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Janeiro é um mês de entressafra do futebol brasileiro. Os times profissionais começam em férias, voltam para a pré-temporada e só entram em campo no final do mês, e ainda por cima nos cada vez menos interessantes Estaduais.

Para quem não tem acesso ao futebol internacional, resta a Copinha para saciar a fome pela bola.

No torneio da base, torcedores tentam encontrar soluções para o time principal de seu clube. 

E sempre esperam uma história de conto de fadas de um candidato a grande craque.

Endrick em ação pelo Palmeiras na Copinha
Endrick em ação pelo Palmeiras na Copinha Fabio Menotti/Palmeiras

A edição 2022 já tem essa história (e ela é turbinada como poucas vezes nos últimos tempos)

Aos 15 anos, o palmeirense Endrick encanta o Brasil e a Europa após marcar quatro gols em dois jogos na primeira fase (o mesmo número que outros quatro jogadores e dois a menos que Figueiredo, do Vasco).

A joia palmeirense ainda tem um histórico absurdo nas categorias de base do Palmeiras, com 165 gols em 169 jogos.

Endrick realmente tem tudo para ser grande. Além dos gols, mostra uma técnica e força física impressionantes.

Mas deve ser muito difícil para um garoto da sua idade lidar com tantas expectativas e pressão.

Sem futebol profissional, torcedores e imprensa jogam todos os holofotes para quem ainda está em formação e nem um contrato profissional tem.

Situação turbinada por que ele também é notícia na Europa, especialmente na Espanha, onde já discutem em que clube ele vai jogar e se está surgindo um novo Vinícius Jr.

No Brasil, o Palmeiras o coloca para treinar entre os profissionais. Já se discute até se ele deve ser inscrito no Mundial de clubes, daqui a apenas um mês. Se Endrick é a maior revelação das categorias de base alviverde.

Pelo menos por um mês, é mais difícil ser um jogador de 15 anos, como Endrick, do que as maiores estrelas que atuam no futebol nacional, como Gabigol e Hulk.


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Janeiro: o mês em que é muito mais difícil ser Endrick, 15 anos, do que Gabigol e Hulk

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Ameaça de morte é mais um sinal: Mbappé fará negocião se trocar Messi e Neymar por Benzema e Vinícius Jr.

Paulo Cobos
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No começo da temporada 2021/2022, o Paris Saint-Germain achou que tinha conseguido um argumento infalível para convencer Mbappé a renovar seu contato com o clube, que acaba em menos de 5 meses.

Ao trazer Messi, o PSG tinha certeza que o trio que formaria com o argentino e Neymar seria um plano perfeito para o francês ficar em Paris, ganhar muitos títulos e em algum momento ser eleito o melhor do mundo.

Ledo engano.

Paquetá brilha, mas Lyon cede empate ao PSG de Mbappé no Francês; assista

O PSG do supertrio é até agora uma mentira. Neymar começou a temporada longe da melhor forma física, logo se machucou e virou desfalque de longas semanas. Messi tem alguns poucos sinais de brilho, mas está longe de ser o gênio do Barcelona. E agora pegou Covid depois de uma temporada de férias e festas na Argentina.

Mauricio Pochettino, o técnico argentino do PSG, é incapaz de fazer o estrelado time ter um padrão de jogo digno e não consegue colocar ordem no vestiário.

O PSG lidera o Francês, o que é sua pura obrigação. Mas faz isso com seguidos tropeços.

Nas oitavas de final da Champions, seu objetivo maior, terá pele frente o Real Madrid, em grande fase.

É justamente o gigante espanhol o provável destino de Mbappé caso ele não renove com o PSG.

Vai fazer um negocião se fizer a troca.

O PSG é hoje um time em que ninguém parece ter tesão de jogar. Um amontoado de estrelas, com cada um pensando nele primeiro antes do time.

Duro dizer, mas Mbappé não tem hoje em Neymar e Messi os melhores companheiros que um craque como ele pode ter em 2022.

Se trocar Neymar e Messi por Benzema e Vinicíus Jr. no Real Madrid o craque francês tem muito mais chances de brilhar.

Terá companheiros mais jovens, menos egoístas e mais focados no futebol hoje.

Kylian Mbappe e Sylvine Thomassin, prefeita da cidade onde o astro nasceu
Kylian Mbappe e Sylvine Thomassin, prefeita da cidade onde o astro nasceu Stephane Cardinale - Corbis/Corbis via G

E ainda vai escapar de todo tipo de crítica e perseguição na França, incluindo a que aconteceu na noite desta segunda-feira.

Em sua cidade natal, próxima de Paris, um mural com a imagem do atacante foi pichado com a frase "Mbappé, você está morto". 

Segundo a imprensa francesa, isso aconteceu por adversários da prefeita da cidade, que já apareceu ao lado de Mbappé em eventos públicos.

Por fim, Mbappé tem outro bom motivo para trocar de clube: o PSG nunca terá o tamanho do Real Madrid.

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Ronaldo Fenômeno, Leila e Menin ensinam de forma didática: ricaços não queimam dinheiro

Paulo Cobos
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O torcedor de um clube brasileiro sempre acha que os problemas de seus times estão resolvidos quando um ricaço aparece, seja como presidente, caso da palmeirense Leila Pereira, dono mesmo, como o cruzeirense Ronaldo Fenômeno, ou mecenas, situação ao atleticano Rubens Menin.

Sonham que seus times virem como o PSG ou Manchester City, em que bilionários árabes gastam sem limite e os times passam de forças intermediárias na Europa a candidatos a ganhar a Champions League.

Leila reunida com funcionários no retorno do Palmeiras
Leila reunida com funcionários no retorno do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras

Nos últimos dias, Leila, Ronaldo e Menin mostraram até de forma didática que quem é muito rico não queima dinheiro.

O palmeirense sonha com um centroavante estrela. Leila diz que não vai ter: "Vou ser bem clara: não vou quebrar o Palmeiras. Enquanto eu for presidente do Palmeiras isto não vai acontecer", disse na semana passada a cartola alviverde.

O torcedor do Galo achava que para Menin, o líder dos mecenas que fizeram do Atlético-MG uma potência, gastar 2 ou 2,5 milhões de euros para pagar a multa rescisória com o Braga para Carlos Carvalhal se tornar técnico da equipe mineira seria fichinha.

Mas tudo tem limite, e a negociação travou pela tal multa.

Ronaldo não é tão rico como Leila ou Menin. Mas o Fenômeno chegou no Cruzeiro e levou os torcedores celestes acharem que os tempos de penúria acabariam. Acontece justamente o contrário.

Sob o comando de Ronaldo, o Cruzeiro é tão obcecado em cortar despesas que rompeu até com o goleiro Fábio, o maior ídolo da história do clube neste século.

Se você torcedor palmeirense, cruzeirense ou atleticano reclama do dirigente milionário mão de vaca, lembre de uma coisa que pode te animar. Nos seus negócios, eles também nunca queimaram dinheiro. E chegaram longe.



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'Flamengo maior do mundo' e duros na negociação: técnicos portugueses goleiam brasileiros, também, na autopromoção

Paulo Cobos
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Pela fúria com que os clubes brasileiros buscam técnicos portugueses,  parece cada vez mais claro que eles são mais competentes que os brasileiros (os três títulos seguidos de comandantes lusos na Libertadores falam por si).

Mas não é só pelo que fazem com suas equipes dentro de campo que os portugueses estão deixando, com toda justiça, seus pares brasileiros para trás.

Os técnicos que chegam de Portugal são mestres em cativar as torcidas, muitas vezes parecendo conhecer mais os clubes brasileiros do que os treinadores locais.

Quando assumiu o Palmeiras, Abel Braga deu uma aula sobre a história alviverde e já parecia saber como é passional o torcedor palmeirense.

Paulo Sousa, o novo técnico do Flamengo
Paulo Sousa, o novo técnico do Flamengo Getty Images

No seu reinado no Flamengo, Jorge Jesus mostrava uma intimidade impressionante com a forma de ser do flamenguista.

Paulo Sousa chega dizendo que na Gávea irá trabalhar no "maior clube do mundo", um exagero, mas que serve para conquistar a torcida e, claro, se autopromover.

Os treinadores portugueses são competentes, e adoram eles mesmo divulgarem isso. Falsa modéstia, ainda bem, não é com eles.

Quando são procurados por clubes brasileiros, estendem a negociação ao máximo, exigindo o que acham justo por seu trabalho e impondo condições de trabalho, como o direito de levar uma comissão técnica gigante junto com eles.

Bem diferente de seus colegas brasileiros, que quando recebem uma proposta pensam basicamente no que vão ganhar. E assumem clubes gigantes em que chegam muitas vezes sem conhecer nada de suas histórias e particularidades.

Por fim, os treinadores portugueses deveriam ser "coachs" dos colegas brasileiros em outro assunto: paixão.

Jorge Jesus e Abel Ferreira estão aí para mostrar que futebol também se ganha com paixão.





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O Cruzeiro S.A. de Ronaldo foi cruel com Fábio, mas só com muita dor clube não vai morrer

Paulo Cobos
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Há alguns dias, critiquei a forma como Ronaldo, o agora dono do Cruzeiro, fritou Vanderlei Luxemburgo até sua demissão sem nem citar seu nome na nota em que anunciou a saída de toda sua comissão técnica. 

Nesta quarta-feira, o clube que virou uma empresa com um dono que no fim visa o lucro fez algo ainda mais cruel: rompeu com o goleiro e ídolo Fábio, que não aceitou um contrato válido apenas para a disputa do Campeonato Mineiro.

O sonho de Fábio era completar 1.000 jogos com a camisa celeste e voltar para a primeira divisão do Brasileiro em campo.

Fabio estava perto de completar 1000 jogos pelo Cruzeiro
Fabio estava perto de completar 1000 jogos pelo Cruzeiro Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em outra nota deselegante, o Cruzeiro citou com um contexto sacana os 41 anos de idade do goleiro.

Ronaldo e sua equipe demonstram uma falta de cuidado assustadora para tratar de pessoas. Tratam profissionais com história no Cruzeiro como se fossem um qualquer.

Deveriam urgente passar por uma reciclagem para tratar melhor assuntos tão espinhosos.

Mas o fato é que o torcedor cruzeirense precisa saber: só com muita dor o clube vai sair do buraco e não morrer.

Para se reerguer, o Cruzeiro precisa mesmo rever todos os seus gastos, e adequar seus profissionais do futebol à realidade do clube: e nela não cabem hoje Luxemburgo e Fábio, que ainda são caros e não entregam como no auge.

Como dói ver Fábio saindo do clube que tanto fez dessa forma. Mas não vai existir dor maior se o Cruzeiro fechar.




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Vinícius Jr. é o mais valioso do mundo: como Ancelotti fez um grande favor para Tite e Neymar

Paulo Cobos
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Na semana passada, Vinícius Jr. foi apontado como o terceiro jogador mais valioso do mundo pelo site especializado Transfermarkt.

Nesta quarta-feira, uma lista com critérios muito mais palpáveis colocou o brasileiro do Real Madrid no topo dos jogadores mais valorizados do planeta. 

Segundo o CIES Footbal Observatory, em ranking que leva em conta idade, tempo de contrato e desempenho, o jogador do Real tem valor estimado hoje de 166 milhões de euros, ou R$ 1,065 bilhão pelo câmbio atual.

Completam o pódio o inglês Folden e o norueguês Haaland. Mbappé seria logicamente o mais valioso, mas como seu contrato acaba com o PSG em junho ele não entra na lista.

Vinicius Jr. e Ancelotti pelo Real Madrid
Vinicius Jr. e Ancelotti pelo Real Madrid Getty Images

A valorização de Vinícius Jr. acontece em uma temporada que ele se reinventou no Real Madrid. O jogador afobado para finalizar se tornou cirúrgico diante dos goleiros. O atacante que não conseguia ver um companheiro melhor posicionado virou um garçom de primeira.

Tudo isso aconteceu com um novo treinador.

O italiano Carlo Ancelotti percebeu que tinha um talento raro nas mãos. Deu confiança a ele. O colocou para jogar no lugar certo. Não viu os nomes na hora de escalar o time (Hazard e Bale são reservas). Tudo ao contrário que Zidane fez com Vinícius Jr.

Não é só o Real Madrid que deve agradecer Ancelotti pelo trabalho com o brasileiro, agora o mais valioso do mundo.

Tite, que tem o italiano como modelo, e Neymar deveriam mandar um presente de agradecimento para Ancelotti.

Vinícius Jr. jogando muito e valorizado é uma alívio para a seleção brasileira.

Isso é bom para dividir a responsabilidade com Neymar em campo e fazer os rivais temerem de cara logo dois jogadores do time brasileiro.

E nada melhor para Tite do que ter alguém com prestígio do tamanho de Vinícius Jr. hoje. Para ter a coragem que lhe faltou na Copa de 2018, quando Neymar teve todos os privilégios permitidos pelo treinador.

A seleção não tem agora só uma super estrela. Obrigado, Ancelotti.




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Ao pedir a 7 do Palmeiras, Dudu acerta: número de camisa não é frescura para o craque

Paulo Cobos
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Michael Jordan, depois de voltar de uma aposentadoria precoce, resolveu trocar o número 23 em que se tornou uma lenda pelo 45.

 Não foi o mesmo e resolveu voltar para a antiga camisa depois de ouvir um rival dizer que o "45 não era como o 23". Voltou a ser o maior da história da NBA. 

Para não enfurecer Neymar, Messi aceitou usar a camisa 30 no PSG. Com o número, faz uma temporada para lá de comum no clube francês.

Esses só são dois exemplos que, para o craque, número de camisa não é mimimi. 

Dudu comemora gol do Palmeiras com a camisa 7 em 2017
Dudu comemora gol do Palmeiras com a camisa 7 em 2017 Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Dudu não é Michael Jordan ou Messi. Mas é sim um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, um dos clubes brasileiros que mais tiveram craques.

Sendo assim, entendo perfeitamente seu pedido para voltar a usar a camisa 7 do alviverde, desejo atendido por Roni, que era o dono do número até o ano passado.

Na volta ao Palmeiras depois de um empréstimo para um clube árabe, Dudu viu o número que o consagrou ocupado. Optou pela camisa 43. Com ela, foi campeão da Libertadores, mas esteve longe de ser protagonista na conquista do título.

O atacante vai ter sim mais confiança com a  7 nas costas. Aposto que ele vai jogar mais em 2022.

Mas também ele deve levar em conta algo importante. Dudu não recebeu seu número de forma espontânea de Rony.

Foi o próprio jogador que a solicitou. Ele ganha uma pressão extra para a temporada. Se pediu a 7, a camisa mais mítica do Palmeiras, vai ter que jogar como 7. Não como 43.


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Messi com Covid na folga e o chilique de Lukaku: quando o 'jogador exemplo' também pisa feio na bola

Paulo Cobos
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Em qualquer lista de jogadores estrelas que sempre estão na coluna de exemplo de conduta profissional, o argentino Messi  e o belga Lukaku estão nela. Craques em campo, eles ainda conseguem manter a boa imagem intacta.

Mas o que aconteceu nos último dias mostra que, como qualquer ser humano, eles também falham.

Messi ganhou folga de quase dez dias do PSG. Viajou para a Argentina. Organizou um festão com música ao vivo e sem ninguém usando máscara, com os casos de Covid subindo na Argentina.

Testou positivo neste final de semana e não viajou para a volta ao trabalho em Paris.

Lukaku, do Chelsea
Lukaku, do Chelsea Getty Images

Com Lukaku, o problema foi diferente.

O belga parece arrependido de ter trocado a Inter de Milão pelo Chelsea. E resolveu reclamar da pior forma possível, em uma entrevista para um TV.

"Não estou feliz com minha situação no Chelsea. Tuchel [o técnico do time] escolheu jogar em outro sistema", reclamou Lukaku, como se o Chelsea deveria girar apenas em torno dele. E poderia ter discutido isso internamente

O atacante ainda quer voltar para a Inter, pouco tempo depois do Chelsea pagar cerca de R$ 700 milhões por ele.

Messi e Lukaku merecem advertência de seus clubes (o belga muito mais). 

Mas esses episódios mostram que eles são humanos. E também erram. 

Mas imagine se fosse Neymar contaminado com Covid depois de um de seus festões ou ele reclamasse que o PSG não joga para ele.

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Cuca e Renato saíram da fila: o substituto de Tite na seleção brasileira deve ser um técnico estrangeiro

Paulo Cobos
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Os três clubes brasileiros hoje mais fortes caminham para terem técnicos estrangeiros em 2022: Abel Ferreira e Paulo Sousa já estão confirmados em, respectivamente, Palmeiras e Flamengo. O Atlético-MG negocia com Jorge Jesus.

Se até os clubes que podem disputar todos os títulos optaram por gringos, chegou a hora de qualquer nacionalismo bobo acabar e decretar: o substituto de Tite na seleção brasileiro após a Copa do Qatar deve ser um estrangeiro.

Abel Ferreira na final da Libertadores
Abel Ferreira na final da Libertadores Cesar Greco / Palmeiras

Ganhando ou perdendo o Mundial, aposto que Tite se despede da seleção no final de 2022.

E sejamos francos: nenhum técnico brasileiro hoje tem tamanho para comandar a seleção.

Renato Gaúcho e Cuca pareciam fortes candidatos.  Mas o primeiro destruiu sua reputação com um trabalho medíocre no Flamengo.

Cuca arrebentou no Atlético-MG, mas o seu inesperado pedido de demissão prova que ele não tem a força mental suficiente para comandar a seleção por um longo ciclo de quatro anos até uma Copa.

Não consigo imaginar um técnico top da Europa, como Guardiola ou Klopp, aceitarem um convite da CBF.

Mas sobram técnicos portugueses melhores que os brasileiros. O argentino Marcelo Gallardo também poderia ficar seduzido por uma oferta. Joachim Low, o técnico alemão do 7 a 1, está no mercado.

A seleção brasileira não faz nada de novo realmente há muitos anos. Depois da Copa, chegou a hora de um estrangeiro sacudir essa pasmaceira.


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Luan, Lucas Lima, Pablo: a culpa do fracasso do trio também é de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

Paulo Cobos
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Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm algo em comum nesta janela do mercado da bola: se livrar de um jogador que chegou custando uma fortuna para ser o craque do time, mas que se tornou aquele presente caro que você acha legal quando ganha, mas depois vê que não serve para nada. 

A impressão é que o trio de ferro paulistano faz qualquer coisa para se livrar do corintiano Luan, do palmeirense Lucas Lima e do são-paulino Pablo. 

Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras
Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras Gazeta Press

Vale emprestar de graça, ajudar a pagar o salário em outro clube, qualquer troca.

É muito fácil colocar toda a culpa nos jogadores pela suposta má vontade com que Luan, Pablo e Lucas Limam atuam nos grandes da capital paulista.

Mas seus clubes também deveriam assumir a culpa pelo fracasso do trio.

Começando por quem os avaliou na hora de contratar. Os três eram bons sim, mas não valiam o que foi pago.

Luan já estava em decadência no Grêmio quando o Corinthians pagou R$ 28,9 milhões por apenas 50% dos seus direitos. Pablo tinha feito apenas uma temporada acima da média no Athletico-PR. Mas o São Paulo fez dele a contratação mais cara da sua história, pagando 6 milhões de euros por ele.

Lucas Limas chegou no Palmeiras após encerrar seu contrato com o  Santos. Mas fez um contrato de cinco anos (falta apenas um) em que irá receber um total de quase R$ 50 milhões.

Mal avaliados, o trio ganhou de cara toda a pressão de justificar tamanho investimento neles.

Como nenhum deles tinha bola para ser o dono do time, o fracasso era evidente. Ainda mais que Luan, Lucas Lima e Pablo são claramente jogadores que não são fortes mentalmente ao ponto de absorver tantas críticas.

Corinthians, Palmeiras e São Paulo ainda demoraram para perceber que estava tudo errado. Poderiam ter feito um trabalho psicológico com os jogadores. Ou até mesmo vendê-los rapidamente para diminuir o prejuízo.

Que Luan, Lucas Lima e Pablo tenham logo um novo clube. Nem que para isso Corinthians, Palmeiras e São Paulo paguem o que ainda devem ao trio e rescindir seus contratos. Alongar a relação vai fazer mal para todos.

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Luan, Lucas Lima, Pablo: a culpa do fracasso do trio também é de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

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Pagar boleto vencido ou contratar gastando o que não tem? Pense nisso antes de torcer para seu clube virar uma empresa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando a bola para no futebol brasileiro, o torcedor ganha um passatempo em que também sobra emoção: o mercado da bola.

Só que ao contrário da Premier League, em que até clubes pequenos podem contratar jogadores que custam dezenas de milhões de reais, os times do Brasil, na sua imensa maioria, estão atolados em dívidas.

E, nesta época do ano, surge uma dúvida cruel: pagar boletos de contas vencidas ou ir ao mercado para contratar atletas e voltar a ter bons resultados em campo?

Corinthians e São Paulo estão no grupo dos que preferem gastar mesmo com seguidas notícias de penúria e dívidas escandalosas.

Caminho contrário faz o Cruzeiro, justamente o clube grande brasileiro que está no maior buraco esportivo, indo para a sua terceira temporada na Série B.

Paulinho é o grande reforço do Corinthians para 2022 até aqui
Paulinho é o grande reforço do Corinthians para 2022 até aqui Daniel Augusto Jr/AgCorinthians - Pedro

O clube mineiro quer cortar em dois terços suas despesas com futebol. Vanderlei Luxemburgo foi demitido por ser caro, e alguns jogadores só irão ficar se aceitarem uma redução de até 60% em seus salários.

A ordem é primeiro resolver a montanha de dívidas para só depois investir no elenco.

Corinthians e São Paulo têm hoje uma outra grande diferença em relação ao Cruzeiro.

Os grandes paulistas seguem sendo clubes comuns, com seus sócios e cartolas que podem fazer bobagens sem limite, já que não será com o patrimônio deles que Corinthians e São Paulo irão pagar dívidas.

O Cruzeiro agora tem um dono: Ronaldo Fenômeno. E ele já deixa claro que vai mesmo fazer do clube uma empresa.

E uma empresa não pode ser irresponsável. Aquele boleto antigo de milhões é mais importante que contratar um novo centroavante.

Pense nisso antes de torcer para seu clube virar uma empresa






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Luxemburgo não merece a fritura humilhante que recebe de Ronaldo Fenômeno no Cruzeiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um era treinador da seleção brasileira e do Real Madrid e o outro estava no auge como jogador, a relação entre Vanderlei Luxemburgo e Ronaldo Fenômeno nunca foi das melhores. E parece que a  mágoa não acabou.

Em uma fritura com tons de humilhação, Ronaldo, agora o dono do Cruzeiro, dá todos os sinais que não quer a permanência de Vanderlei Luxemburgo no comando do time (ele acaba de renovar seu contrato).

Vanderlei Luxemburgo no comando do Cruzeiro
Vanderlei Luxemburgo no comando do Cruzeiro Celio Junior/AGIF/Gazeta Press

Como proprietário do Cruzeiro, o Fenômeno tem todo o direito de trocar os profissionais do futebol do clube (eu também acho que Luxemburgo não é a melhor opção).

Mas que faça isso de forma clara, rápida, direta.

Já são quase dez dias da apresentação de Ronaldo como dono de Cruzeiro. E nenhuma palavra pública sobre Luxemburgo, o que deveria ser a prioridade esportiva número 1 no momento. 

Enquanto isso, vazam todo dia notícias que o treinador não está nos planos.

O presidente do que virou o clube social do Cruzeiro se esquiva sobre a permanência de Luxemburgo: "perguntem para o Ronaldo". 

Nesta segunda-feira, Pedro Ivo Almeida, repórter e comentarista dos canais ESPN, revelou que Ronaldo quer diminuir em dois terços o gasto do futebol cruzeirense, cenário em que Luxemburgo obviamente não cabe.

O treinador já se queixou do tratamento recebido de Ronaldo. "Essa exposição na mídia, se continua ou não, acho desnecessária".

Está na hora de Ronaldo deixar de ser só investidor e ter coragem para dizer com todas as letras quais são seus planos para Luxemburgo.

ATUALIZAÇÃO

Depois da publicação deste texto, o Cruzeiro enfim se posicionou sobre Luxemburgo. E de forma covarde.

Sem citar o nome de Ronaldo ou de qualquer outra diretoria, o clube, em três parágrafos, comunicou que não vai "renovar com a atual comissão técnica". Luxemburgo não foi citado.

Uma fenomenal falta de consideração com o treinador.

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Acabou o amor: mais fácil agora Jesus voltar ao Brasil para trabalhar em um clube que não seja o Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Aconteceu o que parecia impossível.  A direção do Flamengo e Jorge Jesus entrarem em rota de colisão.

Os cartolas rubro-negros ficaram indignados com a indecisão do treinador de voltar ou não para o clube. O treinador português ficou magoado pelo Flamengo não esperar mais alguns dias para que pudesse ser demitido do Benfica e ficar livre no mercado.

Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca
Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca Gazeta Press

Ao acertar com Paulo Sousa, o Flamengo teve a coragem de deixar ser refém de Jesus, mesmo sabendo que sua imensa torcida tem verdadeira adoração por ele. Tanto que a vida de Sousa será um inferno se ele não conseguir bons resultados e exibições de gala.

Vaidoso como poucos na sua profissão, duvido que Jesus não vai guardar mágoa imensa da direção rubro-negra.

Antes da verdadeira novela cheia de traições deste dezembro, achava que era praticamente impossível Jesus voltar para o Brasil para um clube que não fosse o Flamengo.

Mudei de opinião.

Jorge Jesus é até agora um grande fracasso no Benfica. Se não for já depois do jogo contra o Porto, nesta quinta-feira, ele estará fora do gigante de Lisboa até o final da temporada.

E o futebol brasileiro será o melhor lugar para ele ganhar dinheiro e também massagear seu imenso ego com títulos e adoração.

Jesus ficaria eufórico como convites de clubes com elencos poderosos como o do Flamengo. No Atlético-MG e no Palmeiras, isso é difícil a curto prazo. Já no Corinthians...



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São Paulo se curva a Muricy e Ceni e copia gastança do Corinthians; os dois serão os maiores sócios em caso de sucesso (ou fracasso)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Até o começo dos anos 90, sonhava que meu clube copiasse o São Paulo, então o único grande time brasileiro que parecia fazer as coisas certas.

Agora, vejo o clube do Morumbi copiar os rivais. E no pior que eles fazem.

Rogério Ceni e Muricy Ramalho, dois dos grandes ídolos são-paulinos, deram um ultimato claro à diretoria. Se não recebessem reforços, abandonariam o barco.

Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Kaká no CT do São Paulo
Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Kaká no CT do São Paulo Érico Leonan/SPFC

O São Paulo passou a contratar para só depois buscar investidores que possam pagar a conta. Rafinha já chegou. Douglas Costa interessa. Até jogador da Premier League o clube quer repatriar.

Muricy e Ceni pensaram como profissionais que querem ganhar jogos e títulos. Dá para entender. Mas, para isso, pouco se importaram com as finanças em ruínas do São Paulo. Podem ter imaginado que com taças o clube pagará suas contas.

Mas isso é uma aposta.

De qualquer forma, algo já é certo. Se o novo São Paulo, reforçado, der certo, mérito deles. Se não, serão os principais sócios do fracasso que vai levar o clube ainda mais para o fundo do poço nas suas finanças.

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Esqueça o Fenômeno dos gramados: Ronaldo que pode salvar o Cruzeiro é o que sabe tudo de SUS, não de bola

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Há algum tempo, escrevi no blog o quanto Ronaldo Fenômeno me deixou impressionado falando sobre SUS, o nosso sistema único de saúde, em um papo que só aconteceu pelo atraso de um avião no aeroporto de Moscou, em 2006.

No auge como jogador de futebol, o Fenômeno sabia explicar como funcionava o financiamento do SUS, sua mazelas.

Me lembrei novamente disto neste sábado, quando foi anunciado que Ronaldo, de forma surpreendente, comprou o Cruzeiro, que será seu com a promessa de um investimento de R$ 400 milhões nos próximos anos.

Ronaldo Fenômeno comprou o Cruzeiro
Ronaldo Fenômeno comprou o Cruzeiro Divulgação XP

Logo a euforia tomou conta dos cruzeirenses. Surgiram até memes do Fenômeno vestido como um sheik árabe bilionário, na esperança que com ele o time passe a ter um esquadrão com a contratação de craques caros.

Se eu fosse torcedor do Cruzeiro, esqueceria logo disso.

Ronaldo Fenômeno nunca foi o tipo de sujeito que queima dinheiro: basta ver como conduz de forma conservadora os investimentos no elenco do Valladolid, clube que é dono na Espanha e caiu para  a segunda divisão na temporada passada.

Não é também por ter um conhecimento total do futebol atual que Ronaldo pode tirar o buraco do Cruzeiro. No mesmo papo de Moscou, ele deixou claro que pouco se interessava pelo noticiário esportivo, preferindo o político e o econômico.

Tenho convicção que Ronaldo assiste hoje muito pouco futebol.

Mas o Fenômeno pode salvar sim o Cruzeiro. E justamente por saber muito mais do que SUS do que de futebol hoje.

No Valladolid, os resultados em campo são modestos, mas o clube tem sob o comando do Fenômeno finanças em dia, com dívidas equacionadas.

O melhor que Ronaldo pode fazer para o Cruzeiro, inicialmente, é acabar com o descalabro administrativo que faz o clube ir para sua terceira temporada na Série B.

Só depois de saneado o clube pode pensar em investir para voltar a ter um elenco de acordo com sua grandeza. E aí o Fenômeno terá que lembrar: o Cruzeiro não é o Valladolid. É time para ganhar títulos, não se contentar em apenas ficar na primeira divisão.




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'Faria Limers' e churrascos no Morumbi: Cruzeiro e São Paulo votam para sair do buraco sob receitas opostas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Cruzeiro e São Paulo têm dívidas na casa das centenas de milhões de reais. O clube mineiro vai para o terceiro ano na Série B. O paulista virou um coadjuvante e não chega nem perto de conquistar os principais campeonatos.

Nesta sexta-feira, os dois têm outra coisa em comum. Ambos consultam seus conselheiros em votações que podem mudar de forma substancial suas estruturas de poder. Mas as receitas são totalmente opostas.

Os cruzeirenses decidem se aceitam que o interessado em comprá-lo no novo conceito de clube empresa tenha até 90% do controle, e não os 49% previstos inicialmente.

Já os conselheiros são-paulinos vão às urnas para aprovar reformas no seu estatuto, permitindo a reeleição de seu presidente e diminuindo ainda mais o número de pessoas que votam para eleger seu mandatório, já o menor entre os grandes do país.

São Paulo e Cruzeiro duelam pelo Brasileirão 2019, no Pacaembu
São Paulo e Cruzeiro duelam pelo Brasileirão 2019, no Pacaembu Marcello Fim/Ofotografico/Gazeta Press

Poucas coisas são tão antagônicas como os caminhos que São Paulo e Cruzeiro querem seguir.

O clube mineiro adota o estilo "Faria Limer", a forma como ficaram conhecidos os investidores da região da avenida Faria Lima, em São Paulo. Prova disso foi a pressão de um representante da instituição financeira que assessora o clube no seu processo de virar empresa. 

"Caso o Cruzeiro não aprove a venda do seu controle na próxima sexta, nós da XP deixaremos o comando do processo pois será inviável realizar um transação que seja interessante para o futuro do clube", escreveu o executivo Pedro Mesquita em uma rede social, deixando claro que o clube vai ter que aceitar um dono com 90% das ações.

Enquanto isso, o São Paulo quer se fechar ainda mais na sua arcaica estrutura de poder.

Hoje, apenas 260 conselheiros escolhem o presidente do clube. A proposta é diminuir esse número para 200, sendo que 120 vitalícios. Nada mais anacrônico do que decidir as questões do clube entre poucas pessoas de sempre nas churrasqueiras da sua parte social.

Não tenho certeza se a mudança do Cruzeiro vai dar certo. Tenho restrições ao modelo de clube empresa. Mas é uma tentativa.

Agora tenho convicção absoluta que o caminho de cartolas eternos que o São Paulo quer seguir vai continuar mergulhando o clube na mediocridade.


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