Por que Gabigol, Gerson, Pedro e Andreas jogam (ou jogaram) muito mais no Flamengo do que na Europa

Paulo Cobos
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O futebol brasileiro, é evidente, não tem o mesmo nível do europeu. 

Mas essa não é a principal razão porque Gabigol, Pedro e agora Andreas Pereira jogam muito mais no Flamengo (e Gerson enquanto esteve na Gávea) do que quando atuaram em times da Europa. 

Eles são melhores aqui por um simples motivo: o Flamengo é mais time do que os clubes que eles jogaram na Europa.

E, quando você joga em um time excelente no coletivo, as individualidades aparecem.

Andreas Pereira nos tempos de Manchester United
Andreas Pereira nos tempos de Manchester United Getty Images

Gabigol e Andreas Pereira atuaram em gigantes europeus, mas que estavam longe de seus melhores momentos quando esses brasileiros passaram por lá.

Na temporada 16/17, com Gabigol, a Inter de Milão foi apenas a sétima colocada no Italiano. Depois, o centroavante teve passagem apagada pelo Benfica, outro clube que hoje não tem o nível do Flamengo.

Andreas Pereira passou bons anos no United, mas justamente no momento que o gigante de Manchester virou coadjuvante na Premier League e sofrendo até para chegar na Champions League.

Ainda foi emprestado para Valencia, Lazio e Granada.

Pedro e Gerson chegaram no Flamengo após defenderem a Fiorentina. O meia ainda atuou pela Roma e agora está no Olympique de Marselha. Nenhum dos três times é melhor que o Flamengo dos últimos 3 anos.

Gabigol, Andreas Pereira, Pedro e Gerson são muito bons. Mas nenhum deles é capaz de fazerem times medíocres brilharem sozinhos. Foi assim na Europa. E seria igual se jogassem no Flamengo de meados da última década.

Renato Gaúcho elogia pintura de Andreas Pereira: 'Me lembro do Zico e do Roberto Dinamite fazendo esses golaços'


  


         

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Uruguai ou Flamengo? Os prós e os contras para Marcelo Gallardo nos times que sonham com ele

Paulo Cobos
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Marcelo Gallardo é o técnico mais vitorioso do futebol sul-americano nos últimos anos. Acaba de conquistar o Campeonato Argentino. 

Seu contrato com o River Plate, que comanda desde 2014, acaba em dezembro. Em entrevista para a ESPN, fez mistério e deu muitos sinais que pode sim mudar de ares para 2022.

Consumada sua saída do River, já tem dois pretendentes que sonham com seus serviços.

O técnico Marcelo Gallardo comemora gol do River Plate
O técnico Marcelo Gallardo comemora gol do River Plate Getty Images

O cargo de treinador da seleção uruguaia está vago depois da demissão de Óscar Tabárez. O Flamengo logo também terá emprego para treinador: Renato Gaúcho, depois da derrota na final da Libertadores, não tem mais como dirigir o clube carioca.

Cartolas uruguaios já deixaram claro o interesse por Gallardo. No Flamengo, a torcida coloca o argentino como nome ideal, já que Jorge Jesus segue empregado no Benfica.

Se receber propostas do Uruguai e do Flamengo, o treinador terá como pesar os prós e contras de cada oferta.

Treinar a seleção uruguaia é a chance de Gallardo praticamente manter sua vida pessoal intacta. Com o calendário de seleções, é possível até seguir morando em Buenos Aires, que fica a pouco minutos de avião de Montevidéu.

Apesar dos resultados ruins nas eliminatórias, o Uruguai ainda tem uma geração muito talentosa.

Se aceitar o cargo e conseguir levar o time para a Copa do Qatar, Gallardo terá uma vitrine importante para exibir seu talento e entrar na mira de grandes clubes europeus.

Gallardo, assim como Jorge Jesus, sabe que arrebentar nas competições de clubes na América do Sul não é motivo de admiração em um grande europeu.

Mas treinar o Uruguai também pode significar ganhar menos dinheiro. E aceitar um emprego com pressão imediata. Pior seria ainda não conseguir vaga na Copa e ficar no ostracismo por quase 2 anos enquanto prepara o time para o Mundial de 2026.

Também sobram vantagens em comandar o Flamengo.

O clube carioca ainda tem o melhor time da América do Sul. Gallardo logo de cara terá uma equipe competitiva para ganhar títulos. O salário não é de um grande europeu, mas pode ser o maior de um treinador no continente.

Mas também existem vários contras. Ao contrário do Uruguai, Gallardo  mudaria de forma radical sua vida pessoal mudando para o Rio.

Se tem nos planos um emprego em um grande europeu, arrebentar no Flamengo pode ser menos produtivo que um bom trabalho em uma seleção tradicional como o Uruguai.

Dome, Ceni e Renato perceberam que o Flamengo está longe de ter a estrutura perfeita que muitos de seus cartolas pregam.

Sobram intrigas na Gávea e problemas estruturais no Ninho do Urubu.

Escolher entre Uruguai e Flamengo é uma das decisões mais complexas que um treinador pode ter hoje.



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Mundial não importa: Palmeiras é o maior vencedor da história do futebol brasileiro

Paulo Cobos
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Ser campeão mundial de clubes é bacana, claro. Mas só um lunático para achar que um time brasileiro que ganhou um duelo de um jogo contra só um time europeu é realmente o melhor do planeta.

Assim, o palmeirense não precisa se importar se tem ou não o Mundial e celebrar algo muito mais importante: seu clube é agora o maior vencedor da história do futebol brasileiro.

Com a terceira Conmebol Libertadores no currículo, conquistada após uma brilhante vitória sobre o todo poderoso Flamengo (sobre o qual foi melhor na maior parte dos 120 minutos da partida), o Palmeiras divide agora o recorde de títulos da competição sul-americana com Santos, São Paulo e Grêmio.

Deyverson resolve, Palmeiras vence o Flamengo e leva o tri da Libertadores; assista aos melhores momentos

O Palmeiras ainda é o time brasileiro com mais jogos, vitórias e gols na história da Libertadores. Nenhum clube tem mais títulos nacionais que o Palmeiras. São 15 conquistas desse tipo, incluindo seis Brasileiros e quatro edições da Copa do Brasil.

No Paulista, perde para o Corinthians, mas brigava pelo predomínio no estado quando a competição era a mais importante que disputava, até o começo dos anos 1990.

O Palmeiras não é o clube mais popular do país e nem de seu estado. Nunca foi o mais rico. Nem sempre foi bem administrado. Passou quase 20 anos sem ganhar nada.

Mas não há como negar, ainda mais para quem torce para um rival como eu.

O Palmeiras é gigante! O clube mais vencedor da história do futebol brasileiro. 

Jogadores do Palmeiras comemoram gol na final da Libertadores
Jogadores do Palmeiras comemoram gol na final da Libertadores EFE/Juan Ignacio Roncoroni
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Felipe Melo tem razão sobre 'má vontade' com Palmeiras, mas a culpa não é só dos 'anti'

Paulo Cobos
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"O Palmeiras joga bem e ganha, dizem que o Palmeiras teve sorte. O Palmeiras ganha a Libertadores, e falam que é a pior final da história. Existe uma má vontade muito grande para falar do Palmeiras. Entendo assim. E com alguns jogadores também é assim. Eu estou no clube certo", 

Este é um trecho de uma carta que que Felipe Melo escreveu para o torcedor palmeirense, publicada no portal UOL.

Faz sentido o ressentimento do volante palmeirense contra essa suposta má vontade com o clube? Em parte, sim.

Felipe Melo durante treino do Palmeiras, na Academia de Futebol
Felipe Melo durante treino do Palmeiras, na Academia de Futebol Cesar Greco/Ag Palmeiras

Abel Ferreira algumas vezes é criticado na mídia muitos tons acima do que deveria. Seus deslizes são amplificados no nível máximo, seus acertos viram nota de rodapé.

Se um técnico estrangeiro quase sempre é recebido com euforia, logo ele passa a ser mais cobrado e visto com desconfiança, incluindo pelos colegas de profissão.

Não existe paciência alguma com a forma pragmática do Palmeiras jogar, como se houvesse apenas uma fórmula no futebol para vencer.

Felipe Melo até acerta no excesso de críticas ao Palmeiras atual. Mas esquece de dizer algo importante: não são só os "anti" que fazem isso.

Poucos torcedores são tão exigentes em relação ao nível do futebol de seu clube como os palmeirenses: afinal é um time que se orgulha de ser chamado de "Academia".

Ídolo de um clube tão complexo, Felipe Melo vai quebrar a cabeça para entender a "má vontade" da imprensa com o Palmeiras. Mas já tem tempo suficiente na casa para saber que muitos palmeirenses querem, além de títulos, ótimo futebol


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Ceni acerta nos 'anos difíceis' do São Paulo, mas ele está lá para ajudar a resolvê-los, não para dizer o óbvio

Paulo Cobos
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Rogério Ceni, o maior ídolo da história do São Paulo, fez um duro e preciso diagnóstico do momento do clube após o empate, sem gols, contra o Athletico-PR em um Morumbi quase lotado.

"O São Paulo ganhou 9 de 34 partidas, não é de agora que os problemas vêm. Qual foi a sequência de vitórias que o São Paulo teve no campeonato como um todo? Acho que está na hora de todo mundo entender a realidade do clube. Vai ser um final de ano difícil e serão anos difíceis para o São Paulo, com qualquer profissional que esteja aqui e qualquer diretoria. As dificuldades existem e têm que ser explicadas para o torcedor porque ele vai ter que ajudar, ser paciente, ajudar muito. É um momento crítico da história do clube, acreditem no que estou falando pra vocês. Para quem viveu aqui 26 anos, voltando agora, pelos últimos 31 anos, é um momento crítico, difícil", desabafou.

Ceni comanda empate do São Paulo no Morumbi
Ceni comanda empate do São Paulo no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Pena, para Rogério Ceni, que ele não foi contratado para apontar os problemas do São Paulo, que aliás são bastante óbvios há muitos anos.

Ele está de volta para o Morumbi para ajudar a resolver os problemas do clube, pelo menos dentro de campo. E até agora, somando as suas duas passagens pelo clube como treinador, ele fez muito pouco para isso.

Verdade que nesta segunda passagem ele venceu os clássicos contra Corinthians e Palmeiras (contra o alviverde ajudado pela escalação bizarra de Abel Ferreira).

Mas acumula jogos medíocres, e ter como meta escapar do rebaixamento é muito pouco em um Brasileiro em que até nove clubes podem ir para a Libertadores.

Não dá para dizer que o elenco do São Paulo é pior que o de Cuiabá, Ceará e Fortaleza.

Parabéns a Ceni por apontar como o São Paulo apodreceu. Mas o clube quer dele mais do que palavras.


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Ser civilizado virou crime: as estúpidas críticas a Renato Gaúcho em Grêmio x Flamengo

Paulo Cobos
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Renato Gaúcho pode ter tomado decisões técnicas equivocadas no empate entre Grêmio e Flamengo, nesta terça-feira, pelo Brasileiro.

Com um time reserva, ele viu seu time abrir 2 a 0. Mas viu o rival reagir, mesmo com um homem a menos, e empatar nos acréscimos.

Qualquer um pode e deve criticar o treinador por suas decisões técnicas. Mas poucas coisas são tão estúpidas no futebol nos últimos tempos como atacar Renato Gaúcho por seu comportamento na volta à Arena do Grêmio, clube onde é idolatrado.

Renato, no empate entre Grêmio e Flamengo no Brasileiro
Renato, no empate entre Grêmio e Flamengo no Brasileiro Alexandre Vidal / Flamengo

Achar que o treinador mandou seu time "avaliar" para ajudar o Grêmio se safar do rebaixamento é delírio. Imagine se os próprios jogadores do Flamengo iriam admitir fazer isso.

Pior ainda é detonar o treinador por simplesmente ter um comportamento civilizado na antiga casa.

Renato está sendo criticado por conversas amistosas com comissão técnica e seus ex-jogadores no Grêmio, como Cortez (como ele fez na quarta-feira passada com o corintiano Fábio Santos no Maracanã).

O que queriam os críticos de Renato? Que ele estivesse na Arena do Grêmio como um inimigo mortal do clube gaúcho? Que não falasse com ninguém? Que fosse mal educado?

Renato erra muito dentro de campo e também no que fala no Flamengo. Mas querer transformar civilidade em um crime é insano.

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Como Tom Cruise no Oscar: no melhor do mundo, sobram indicações para o Neymar, falta o troféu

Paulo Cobos
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Messi e Cristiano Ronaldo não contam (são indicados até se passarem a temporada inteira sem jogar).

Desde 2011, quando apareceu pela primeira vez entre os dez melhores jogadores do mundo na premiação da Fifa, nenhum jogador do planeta (fora o argentino e o português) esteve tanto neste grupo como Neymar.

Com a indicação recebida nesta segunda-feira para a temporada 2021, o brasileiro soma agora oito vezes em que esteve na lista dos dez melhores do planeta.

Neymar em treino da seleção
Neymar em treino da seleção Lucas Figueiredo/CBF

Como comparação, Lewandovski soma só três top 10, assim como De Bruyne. Suárez foi escolhido como um dos dez melhores do mundo em apenas quatro oportunidades.

Neymar acumula indicações, mas nunca ganhou o prêmio de melhor do mundo (o máximo que chegou foi ao terceiro lugar).

O atacante brasileiro parece aqueles grandes atores de Hollywood que são indicados muitas vezes para o Oscar, mas nunca levam a estatueta que é o sonho de consumo para a profissão, como o melhor do mundo é para um jogador de futebol.

Tom Cruise é um caso famoso. Foi indicado duas vezes para melhor ator e outra para ator coadjuvante. Nunca ganhou.

Cruise pelo menos tem uma sorte que Neymar não tem.

Ignorado no Oscar, já venceu três vezes outro grande prêmio do cinema: o Globo de Ouro.

Na outra grande premiação do futebol mundial, a Bola de Ouro da revista "France Football", suas chances são ainda menores. Os franceses são os que mais implicam com ele.

Neymar pode participar de um grande filme, como foi no Barcelona, ou arrebentar individualmente, como faz na seleção. O duro, como acontece com Cruise em Hollywood, é convencer quem vota para melhor do mundo.



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Carille e Sylvinho estão muito perto do que poderiam entregar em Santos e Corinthians; é justo os demitir?

Paulo Cobos
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Imagine se você, no seu emprego, tivesse combinado uma missão com o seu chefe para um ano. Ao final dele, você cumpriu o objetivo. E, no lugar de um elogio, fosse demitido.

Situação parecida pode acontecer com Sylvinho, no Corinthians, e Fábio Carille, no Santos.

Os dois estão muito perto de entregarem o que era possível para seus clubes neste Campeonato Brasileiro.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Com um elenco que virou bom apenas durante a competição, Sylvinho colocou o Corinthians no G-4 com quatro jogos por fazer. Com Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras consolidados, a quarta posição, que dá vaga na fase de grupos da Libertadores, era o máximo que o clube podia aspirar.

Carille comanda o pior time do Santos em décadas. Algumas rodadas atrás, parecia certo que o time seria rebaixado. Mas, mesmo com a derrota no clássico deste domingo em Itaquera, o time do litoral paulista está muito perto de afastar o fantasma do descenso: uma vitória nas quatro partidas restantes deve ser o suficiente.

Os dois treinadores, que foram pupilos de Tite, no entanto são contestados de forma estridente.

Muitos torcedores e críticos querem suas cabeças mesmo se o Corinthians terminar em quarto lugar e o Santos não for rebaixado.

É justo discutir essa possibilidade?

Sim. Assim como no emprego de qualquer profissional, o objetivo traçado é evidente que é o mais importante.

Mas não dá esquecer da forma como ele foi cumprido.

O Corinthians de Sylvinho fez um grande jogo contra o Santos. Mas a verdade é que parece ter força apenas quando é empurrado pela torcida em Itaquera e se mostrou patético nos grandes testes contra Atlético-MG e Flamengo. Muito pouco para quem tantos jogadores estrelados.

O Santos de Carille é de um pobreza tática e covardia chocantes (times com elenco do mesmo nível conseguem fazer muito melhor).

Os dois alvinegros paulistas terão que tomar uma decisão difícil. Manter os treinadores que entregaram o pedido ou buscar substitutos para seus times jogarem mais bola.

Qualquer decisão vai fazer sentido.

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No campo, Athletico-PR e Red Bull já são maiores que um monte de grandes

Paulo Cobos
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Não quero discutir tradição, títulos na história ou tamanho da torcida.

Mas não tenho medo de dizer: no campo, Athletico-PR e Red Bull, que neste sábado decidem a Copa Sul-Americana no Uruguai,  já são maiores que praticamente a metade dos clubes mais tradicionais do país: os fundadores do Clube dos 13.

Não só por estarem disputando um título enquanto grandes se afundam na Série B, como Vasco e Cruzeiro, ou vivem o fantasma de rebaixamento: Bahia, Grêmio, São Paulo e Santos. Além do Botafogo, que está de volta à primeira divisão.

Duelo entre Red Bull Bragantino e Athletico-PR pelo Brasileirão
Duelo entre Red Bull Bragantino e Athletico-PR pelo Brasileirão Luis Moura / Gazeta Press

Athletico e Red Bull (sigo achando que o clube não tem mais nada de Bragantino) têm dinheiro para fazer contratações milionárias. Contam com estruturas invejáveis. Categorias de base azeitadas.

Quando só o campo vale, time grande é o que joga por títulos, que pode buscar grandes jogadores e exala profissionalismo na sua estrutura.

Tudo o que os clubes de Curitiba e do interior paulista contam hoje.

Os finalistas da Sul-Americana está longe de serem exemplos de simpatia. Sob o comando do todo poderoso Mario Celso Petraglia, o Athletico muitas vezes faz maldades até com seu próprio torcedor.

O Red Bull só teve essa ascensão meteórica pela injeção de seu dono, a empresa gigante de energéticos que enfrenta a mesma antipatia por seus clubes na Europa.

Mas quem faz um time grande dentro de campo não é simpatia. Ou história. Melhor contar com um bom projeto. Como os de Athletico e Red Bull.



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'Vada a bordo, cazzo': O dia que Abel Ferreira foi como capitão covarde de navio que afundou no Palmeiras

Paulo Cobos
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Antes, para deixar bem claro, acho o trabalho de Abel Ferreira no Palmeiras muito bom. Acho certeiras e necessários os ataques que ele faz à estrutura e ao calendário do futebol brasileiro.

Não concordo, mas até entendo ele mandar um time reserva para o clássico contra o São Paulo. A derrota para 2 a 0 para o rival que agora vê o rebaixamento mais longe, doeu. Mas o fato que o importante para o Palmeiras é ganhar a Libertadores no próximo dia 27, contra o Flamengo.

Abel Ferreira durante derrota para o São Paulo
Abel Ferreira durante derrota para o São Paulo Cesar Greco/SE Palmeiras

Mas o que Abel Ferreira fez no Allianz Parque, a casa alviverde, no final do jogo contra o São Paulo foi o pior que ele já fez em mais de um ano no comando do clube.

Ao deixar o campo muitos minutos antes do apito final, o português teve uma atitude covarde, mesquinha, menor. Deixar as vaias (merecidas) apenas para os jogadores foi algo que Abel nunca poderia ter feito.

Alegar que tinha medo de ser expulso para justificar o abandono, como fez após o jogo, foi patético. 

Em 2012, um navio lotado de turistas sofreu um acidente na costa da Itália e começou a naufragar.

O capitão da embarcação, que deveria ser o último a deixá-lo, fez o contrário, e foi um dos primeiros a buscar terra firme.

Ao saber da fuga, um comandante da guarda costeira ordenou ao capitão fujão: "Vada a bordo, cazzo" (algo como volte a bordo seguido de um capitão).

Quando Abel Ferreira tomou o caminho do vestiário enquanto o Palmeiras ainda jogava e perdia para o São Paulo, o presidente do clube deveria fazer como a guarda costeira italiana e ordenar: "Volta para o campo, c...".

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Quando carretilha vale mais que um gol na sorte: Vinícius Jr. é o jovem mentalmente mais forte do Brasil em décadas

Paulo Cobos
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Vinícius Jr. não fez gol e nem teve uma atuação brilhante no empate da seleção brasileira contra  Argentina, nesta terça-feira. Ele faz uma temporada muito boa no Real Madrid, mas ainda não está na prateleira dos grandes jogadores da Europa.

Não sei a qual nível o jogador revelado no Flamengo vai chegar na carreira (os sinais são cada vez mais evidentes que ele vai longe). 

Mas, depois do que aconteceu no acanhado estádio argentino de San Juan, tenho uma convicção cada vez maior: Vinícius Jr. é o jovem mentalmente mais forte que surgiu no futebol brasileiro em décadas.

Vinicius Jr em ação contra a Argentina
Vinicius Jr em ação contra a Argentina Lucas Figueiredo/CBF

Não é fácil chegar no Real Madrid com 18 anos, ouvir todo tipo de crítica pelo início ruim e dar a volta por cima, virando titular absoluto do maior clube do mundo.

E isso sem ficar choramingando a cada pancada que levou.

Tite parece não estar sintonizado com o que acontece no futebol europeu e dava raras oportunidades para Vinícius Jr. jogar na seleção. Ele nem havia sido convocado para os jogos contra Colômbia e Argentina: só foi chamado por contusão de Firmino.

O atacante não se importou. Entrou bem contra os colombianos. Ganhou a chance de ser titular contra a Argentina pela contusão de Neymar.

Os jogadores argentinos desde o primeiro minuto pensaram que Vinícius Jr. era um juvenil, o provocando o tempo todo. Acharam que ele se esconderia em um ambiente tão hostil.

Receberam de troca um atacante valente, que em nenhum momento se intimidou.

E nada melhor em um jogo como esse que aplicar uma carretilha humilhante em um time argentino botinudo. Em um jogo que o Brasil já estava classificado para a Copa, muito melhor que marcar um gol de canela no rebote do goleiro.

Vinicius Jr. chama argentino na linha de fundo, dá carretilha 'humilhante' e faz jogada digna de placa; VEJA   


         

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O melhor 'menor salário' do mundo: a doce vida de Daniel Alves pós fracasso no São Paulo

Paulo Cobos
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Enquanto o São Paulo afunda, o jogador que deveria ser o símbolo da reconstrução do clube dá uma impressionante volta por cima depois de deixar o Morumbi.

Há apenas dois meses, Daniel Alves rescindia seu contrato com o São Paulo, rejeitava oferta do Fluminense e via a chance de disputar a Copa de 2022 se esfarelar.

Nada como um dia após o outro.

De forma surpreendente, o jogador de 38 conseguiu um contrato com o Barcelona. Voltou aos holofotes na Europa. Vai ter a chance de jogar a Champions.

Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona
Daniel Alves faz exames médicos no Barcelona Divulgação/Barcelona

Ganhou um telefonema de Tite, em que o treinador da seleção brasileira deixou claro que as portas seguem abertas para ele no time nacional em caso de êxito no Barcelona.

De acordo com a imprensa catalã, Daniel Alves vai ter o menor salário do elenco do Barcelona. Se cogita até que ele receba o mínimo que um jogador possa ganhar na liga espanhola: algo como R$ 45 mil mensais.

Mas esse valor pode subir em caso de conquistas.

E, se faltar dinheiro, é só o lembrar que por 5 anos o São Paulo vai pagar R$ 400 mil mensais a Daniel Alves pelo acordo da rescisão.

Daniel Alves construiu uma carreira brilhante na Europa. Colhe os frutos disso ao conseguir um contrato perto dos 40 anos com um dos maiores clubes do mundo.

E prova uma coisa. Ele nunca deveria ter voltado para um clube brasileiro. O torcedor são-paulino que o diga.


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'O jogo muda': São Paulo deveria aprender com Michael e esquecer a marra de 'time grande não cai'

Paulo Cobos
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Ao final da temporada 2020, Michael sofria com depressão e piadas sobre seu futebol no Flamengo. Hoje, é o artilheiro do Brasileiro e destaque do Flamengo, o elenco mais estrelado do Brasil.

Neste domingo, após brilhar,  com dois gols, na goleada do Flamengo sobre o São Paulo, deu um show de humildade para quem arrebenta no clube em que tudo ganha dimensões gigantescas.

"É trabalhar, dedicar, não abaixar a cabeça, pois o jogo muda. A carreira da gente é uma montanha-russa, você vai estar em cima, vai estar em baixo e não sou melhor nem pior do que ninguém por isso. Apenas dou meu melhor da maneira que consigo", afirmou o atacante, para a Rede Globo, após sua exibição de gala no Morumbi.

Michael comemora no Morumbi
Michael comemora no Morumbi Alexandre Vidal/Flamengo

Se eu fosse dirigente do São Paulo, levaria Michael para dar uma palestra para jogadores, treinadores, principalmente Rogério Ceni, e outros cartolas do clube.

O São Paulo é o tipo de milionário falido que vive da empáfia de um passado glorioso, mas que não existe mais.

Achar que é demais o grito que "time grande não cai" basta é de uma mediocridade absoluta.

Michael sabe que a vida no futebol é uma montanha-russa. Nada como saborear os grandes momentos, e aprender com os erros e procurar dar a volta por cima quando as coisas dão erradas.

Brasileiro: Flamengo faz 4 e atropela o São Paulo no Morumbi com show de Michael; VEJA gols


No São Paulo, as coisas dão erradas há mais de 10 anos. E não apareceu nenhum Michael para reconhecer que o "jogo muda" apenas quando somos humildes. E, no Morumbi, só resta empafia.



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Quando erro a favor do Flamengo é mais assunto que Brasil na Copa, está claro: arbitragem com VAR virou um monstro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando eu era garoto, o dia que o Brasil garantia vaga numa Copa do Mundo era especial. Só se falava nisso, com projeções sobre o que a seleção faria na Copa e a celebração dos heróis da classificação.

Nesta quinta-feira, o time de Tite carimbou seu passaporte para o Mundial do Qatar. Notícia que está longe de ser a principal no esporte brasileiro no dia seguinte.

Menos de 24 horas depois do Brasil na Copa, o assunto do dia é a arbitragem na vitória do Flamengo sobre o Bahia.

Árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo na partida entre Flamengo x Bahia
Árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo na partida entre Flamengo x Bahia Marcelo Cortes/Flamengo

Muita gente boa, como a comentarista de arbitragem da ESPN Renata Ruel, aponta o pênalti marcado para o rubro-negro, em que a bola tocou no peito do jogador do Bahia, é o erro mais absurdo deste Brasileiro.

Nas mesas redondas das TVs e nos sites, a discussão principal foi o lance.

A repercussão foi tão grande que a CBF resolveu demitir Leonardo Gaciba, o chefe da arbitragem desgastado por trapalhadas em série.

Quando não havia VAR, o erro também, claro, seria motivo de muito debate.

Mas hoje a repercussão de bobagens da arbitragem ganham uma proporção assustadora justamente por causa da geringonça eletrônica, que deveria tornar o futebol mais justo, mas que, pelo menos no Brasil, só piorou a coisa.

A arbitragem com VAR virou um monstro no futebol brasileiro. E desperta o pior do clubismo (as bobagens ditas por Renato Gaúcho estão aí para provar). Melhor matar um monstro do que deixá-lo crescer e fazer ainda mais estragos.


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Quem foi o idiota que achou que seleção de Tite vale (muito) mais que Portugal de Ronaldo e jogo decisivo da Itália?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A seleção brasileira joga nesta quinta-feira na cidade mais rica do país. Na Neo Química Arena, o time de Tite recebe a Colômbia, com quem faz uma forte rivalidade nos últimos anos.

Pela pandemia, os paulistanos há muito tempo não podiam acompanhar o time nacional em um estádio.

O jogo deveria ser um sucesso de público. Mas, ao que tudo indica, será um fracasso.

Jogo suspenso entre Brasil x Argentina, na Neo Química Arena
Jogo suspenso entre Brasil x Argentina, na Neo Química Arena Lucas Figueiredo / CBF

Até a véspera do jogo, só um terço das entradas haviam sido vendidas. Para evitar arquibancadas vazias, ao menos a CBF teve uma boa ideia: doar 8.000 ingressos para profissionais da saúde.

A seleção de Tite e Neymar está longe de encantar. Ainda assim, encheria o estádio corintiano se os ingressos tivessem um preço honesto.

Mas algum idiota achou que, mesmo em um país em crise, alguém pagaria entre 300 e 800 reais para assistir ao jogo em uma cadeira (nos camarotes o valor chegava a R$ 1.800).

Uma comparação com jogos das eliminatórias europeias mostra o quanto a CBF foi patética ao definir os ingresso para Brasil x Colômbia.

Também nesta quinta-feira, Portugal, com Cristiano Ronaldo em campo, pode carimbar sua vaga para o Mundial em Dublin, contra a Irlanda.

O estádio, com capacidade para 51 mil torcedores, estará lotado (todos ingressos foram vendidos).

Os preços das entradas começavam em 15 euros. Mesmo com o real desvalorizado, isso equivale hoje a R$ 94. Os mais caros custavam 120 euros, ou R$ 750.

Mais em conta ainda é ir ao estádio para ver outro jogo decisivo das eliminatórias na Europa.

Itália e Suíça dividem a liderança do grupo C. Nesta sexta-feira, se enfrentam em Roma e o vencedor praticamente garante vaga direta na Copa.

Crianças podem pagar 5 euros pelo ingresso, ou R$ 31. Adultos entram partir de 10 euros (R$ 62). O ingresso mais caro vale o equivalente a R$ 562, bem menos que o lugar mais caro de Brasil x Colômbia.

O torcedor brasileiro já anda desiludido com o futebol da seleção de Tite. Não vai ser metendo a faca nos fãs que a CBF vai mudar isso.

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Quem foi o idiota que achou que seleção de Tite vale (muito) mais que Portugal de Ronaldo e jogo decisivo da Itália?

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'A entidade não tem fins lucrativos': sempre será melhor ser Real Madrid do que clube-empresa, a 'salvação' dos times brasileiros

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Assim está escrito no artigo 7 do estatuto do Real Madrid, o maior clube de futebol do mundo.

"A entidade não tem fins lucrativos, uma vez que todos os seus ativos e possíveis benefícios são direcionados, única e exclusivamente, para a realização do objetivo indicado".

O objetivo está no artigo 2: "O Real Madrid Futebol Clube é uma entidade esportiva que tem por objetivo e finalidade dedicar seu património a conseguir, principalmente, a promoção do futebol, nas suas diferentes categorias".

Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo
Vinicius Jr. comemora gol em Real Madrid x Celta de Vigo David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

O Real Madrid é um dos raros gigantes europeus que segue sendo propriedade se seus sócios: são mais de 100 mil.

E não deixou de ser gigante, admirado, de ter dinheiro para fazer grandes contratações. 

É verdade que seu maior rival, o Barcelona, está hoje em ruínas com o mesmo modelo.

Mas, no clube catalão, os sócios podem se rebelar e mudar o presidente do clube, coisa que os torcedores do Manchester United adorariam fazer com seus trapalhões donos americanos.

Tudo isso para lembrar que os clubes brasileiros agora têm uma nova tábua de salvação.

Com a lei recentemente sancionada pelo governo federal, os clubes do país têm a possibilidade de se tornarem empresas, separando o futebol da parte social.

Times perto da bancarrota, como Botafogo e Cruzeiro, estão sedentos por essa solução. Mas já haveria interessados em "comprar" o Corinthians e até clubes em boa situação, como o Athletico-PR, também têm pressa de se tornarem empresas.

Não sou contra o tal clube-empresa. Os cartolas amadores brasileiros são péssimos. Realmente a parte social deveria ser separada do futebol.

Nada contra PSG, Manchester City ou mesmo Liverpool (todos com donos bilionários estrangeiros), Mas, se eu pudesse escolher, gostaria que meu time no Brasil fosse como o Real Madrid. Eternamente de seus mais de 100 mil donos.

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Renato Gaúcho e Flamengo serão um sucesso ou um fracasso em 2021 se ganharem 'só' a Libertadores?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A Copa do Brasil acabou nas semifinais. O Brasileiro, depois do empate contra a lanterna Chapecoense, virou quase um milagre (os matemáticos já colocam a chance de título abaixo dos 2%).

Para o Flamengo de Renato Gaúcho, parece restar apenas uma chance de levantar um titulo em 2021. Justamente o mais importante deles: a Libertadores da América.

Em qualquer clube, conquistar o mais desejado campeonato do continente seria sinônimo de sucesso absoluto em uma temporada. E o mesmo aconteceria com seu treinador.

No caso do clube carioca e de seu comandante, essa afirmação não seria automática.

Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo
Renato Gaúcho comandando treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Principalmente para Renato Gaúcho. Depois de passar anos no Grêmio dizendo que arrebentaria se tivesse um elenco como o do rubro-negro, e de um início arrasador na Gávea, o treinador mergulha seu trabalho na mediocridade.

Para a maioria dos críticos e torcedores, o Flamengo, se ganhar a Libertadores, terá feito isso "apesar" de Renato Gaúcho.

Mesmo campeão da América, ninguém vai votar em Renato para melhor treinador do futebol brasileiro em 2021.

Claro que sua galeria de títulos vai ficar ainda mais cintilante caso seu Flamengo vença o Palmeiras no próximo dia 27.

E sua temporada não terá sido um fracasso. Mas estará muito longe do sucesso. Renato não vai terminar o ano de 2021 maior do que começou mesmo conquistando a Libetadores.

No caso do Flamengo, o tempo vai ser a diferença entre apontar a temporada de 2021 como sucesso ou fracasso em caso de ganhar "só" a Libertadores entre as três competições mais importantes.

Evidente que pelo timaço que tem o clube poderia fazer muito mais, tanto na quantidade de títulos quanto na qualidade do futebol.

Isso causa raiva agora. Mas, se o clube conquistar sua terceira Libertadores, a angústia vai diminuir no dia seguinte. E, daqui a alguns anos, só um lunático vai dizer que um time campeão da Libertadores teve uma temporada fracassada.



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Xavi errou: treinar a seleção brasileira seria melhor para ele que comandar o Barcelona

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O que muito treinador brasileiro de elite com décadas de carreira sonha foi desprezado por um espanhol iniciante na carreira.

Na sua apresentação como técnico do Barcelona,  Xavi voltou ao assunto e confirmou que falou com a CBF sobre um convite para ser auxiliar de Tite e assumir o comando da seleção brasileira depois da Copa de 2022.

Segundo o catalão, ele recusou por ter como único plano de ascensão de carreira o cargo de treinador do clube onde brilhou com jogador.

Errou.

Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona
Xavi em apresentação como novo técnico do Barcelona Marc Gonzalez Aloma/Europa Press via Get

Evidente que qualquer treinador do planeta sonha em comandar o Barcelona, ainda mais alguém com laços tão fortes com o clube como é seu caso.

Mas o fato é que o Barcelona hoje é um clube que está longe dos melhores da Europa, e não vai mudar isso de forma rápida pela sua situação financeira caótica.

Xavi é um dos grandes ídolos da história barcelonista. Mas isso não vai isentá-lo de apresentar resultados logo. Koeman, seu antecessor, foi o herói da primeira Champions da história do Barcelona, e não escapou da ira catalã.

Só que é pelo teto que poderia atingir na seleção brasileira que Xavi faria melhor negócio em aceitar o convite da CBF.

Acho muito difícil Xavi ter sucesso imediato no Barcelona. Mas ainda assim é capaz de realizar um bom trabalho e ganhar títulos. Mas ele nunca terá o mesmo status no clube que Guardiola.

Bem diferente do prestígio que poderia obter mudando a forma de jogar da mais famosa seleção no planeta.

Xavi teve a chance de assumir o Brasil e fazer o time, que hoje se arrasta com Tite brilhar, tocar a bola como nos melhores tempos de Barcelona e até ganhar uma Copa do Mundo.

Xavi terá que acertar quase tudo e contar com um milagre financeiro para entrar na lista dos 5 maiores treinadores do Barcelona.

Fazer história na seleção brasileira seria mais fácil. E depois poderia escolher o Barcelona. Ou qualquer outro gigante europeu.




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Quando ganhar, será 'apesar dele': como Ceni, Renato Gaúcho já perdeu batalha para conquistar flamenguistas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em maio passado, escrevi aqui o que era óbvio: mesmo depois de ganhar o Brasileiro, Rogério Ceni já havia perdido a batalha par conquistar os torcedores do Flamengo.

Três semanas depois, ele foi demitido.

Em um processo muito mais rápido de grande otimismo com um treinador à desconfiança absoluta, o mesmo acontece com Renato Gaúcho.

Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil
Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil Jayson Braga/Getty Images

Depois da eliminação nas semifinais da Copa do Brasil diante do Athletico-PR, o treinador que chegou arrebentando foi vaiado e teve que ouvir a torcida no Maracanã gritando "time sem vergonha" e pedindo a volta do "Mister" Jorge Jesus.

Em menos de quatro meses, assumiu o clube em julho, Renato já chegou em um ponto que parece que será a sina de todos os treinadores do Flamengo pós-Jesus.

Como Ceni, o ex-gremista já entrou na categoria do treinador que sempre vai ouvir que seu time "ganhou apesar dele". E nunca será o responsável quando a equipe atuar bem ou até mesmo conquistar títulos.

No Flamengo atual, a torcida só admite vitórias  e shows.

Renato ainda pode conquistar a Libertadores. Seu time tem talento suficiente para bater o Palmeiras na decisão de Montevidéu. 

Campeão da América, seria muita estupidez não reconhecer seu mérito. Mas vai bastar uma derrota em um clássico no próximo Carioca para ele ser vaiado e ouvir a torcida pedindo a volta do "Mister". 

Copa do Brasil: Athletico-PR faz 3 no Flamengo, cala Maracanã e está na final; VEJA gols


  


         

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Crise, o Flamengo faz em casa: os erros do único time que pode ganhar a maior tríplice coroa para um time brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O time mais popular do país sempre teve uma frase que mostra um de seus grandes orgulhos: "Craque, o Flamengo faz em casa". 

Nos últimos dias, o clube criou um slogan involuntário: Crise, o Flamengo faz em casa.

O rubro-negro é o único time que pode ganhar a mais importante tríplice coroa do futebol brasileiro: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil.

Mas, depois de uma pequena série de resultados ruins e exibições ruins, entrou em um processo de auto sabotagem que inclui muita gente.

A torcida estava encantada com Renato Gaúcho há 15 dias. Agora, ele parece um candidato a novo Rogério Ceni, que sempre era o culpado quando o time não jogava bem, e nunca era responsável quando o desempenho era ótimo.

Marcos Braz em coletiva de imprensa
Marcos Braz em coletiva de imprensa Alexandre Vidal / Flamengo

Renato também ajuda a criar crises. Ele admitiu que escalou Bruno Henrique, mesmo com o atacante sentindo dores, apenas para calar quem o acusava de poupar jogadores em excesso.

O craque acabou se machucando e desfalcando  time em vários jogos. Nada mais tolo poderia ter feito um treinador com a experiência de Renato.

O departamento médico é outro manancial de crises flamenguistas. Com muitos jogadores machucados, o setor ainda esteve envolvido em outra grande polêmica.  

Foi um médico particular que diagnosticou a lesão no joelho de Pedro que fez o atacante passar por uma cirurgia, em episódio que aumentou a tensão no Ninho do Urubu.

Por fim, foi a vez da diretoria colocar lenha na fogueira com uma grande trapalhada.

Para, imagino, esclarecer os problemas recentes, o todo poderoso vice de futebol Marcos Braz convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira, às 13h, Duas horas depois do horário marcado, o clube comunicou que cancelou a entrevista.

O motivo foi a ira do presidente do clube, Rodolfo Landim, que não queria entrevista alguma na véspera da semifinal da Copa do Brasil.

Torcida irritada com um time que briga por os todos títulos. Técnico que comete erros tolos como Renato Gaúcho. Departamento médico em xeque. Cartolas batendo cabeça.

O Flamengo anda criando suas próprias crises. Nada bom para quem tem o melhor time do Brasil e precisa ganhar títulos.


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O Santos merece cair mais que o Grêmio? Depende por qual lado você olha o fracasso dos dois

Paulo Cobos
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Quando um time grande fica ameaçado de rebaixamento, e acumula erros no desespero para se salvar, é comum ouvirmos: "esse clube merece cair". 

Quase sempre isso é verdade: o Cruzeiro e sua irresponsabilidade de uma década é um exemplo bem acabado de grande que fez por merecer o descenso.

No Brasileiro-2021, dois gigantes nacionais estão com a corda no pescoço. Santos e Grêmio, que juntos acumulam seis títulos da Libertadores, estão na zona do rebaixamento e cada vez mais parecem não terem forças para evitar o rebaixamento.

Não dá para escapar da tentação de questionar se os dois merecem, ou não, cair.

Proponho uma pergunta: o Santos merece cair mais do que o Grêmio?

Santos e Grêmio disputam partida na Vila
Santos e Grêmio disputam partida na Vila Gazeta Press

A resposta fácil é dizer sim.

O clube da Vila Belmiro é um caos, que já teve administrações que viraram caso de polícia. A dívida não para de subir. Pagar os salários é um sofrimento. Os calotes se acumulam. Dezenas de milhões de euros em venda de jogadores se evaporam rapidamente. O elenco hoje é abaixo da mediocridade.

Tudo ao contrário do Grêmio. Nos últimos anos, o time gaúcho teve uma administração exemplar. As receitas aumentaram, rivalizando com as dos grandes paulistas mesmo eu um mercado menor. As dívidas são controladas. O clube ganhou títulos recentemente. O elenco tem várias estrelas.

Pela questão administrativa, faz sentido o Santos merecer cair e o Grêmio permanecer na primeira divisão.

Mas futebol não é competição de melhor administração.

E, no campo, o Grêmio merece cair até mais que o Santos.

Não é possível, em uma mesma temporada, que um clube que tinha ambição de ganhar títulos ter quatro treinadores: Renato Gaúcho, Luiz Felipe Scolari, Tiago Nunes e agora Vagner Mancini.

É inadmissível ver em quase todos os jogos medalhões gremistas, como Rafinha e Kanemann, darem um show de descontrole emocional.

Não consigo entender como o Grêmio corra o risco do cair com um time que deveria estar brigando por vaga na Libertadores.

No fim, a dor do rebaixamento para um clube grande é igual. Mas, se ambos caírem, o santista vai saber explicar o motivo da queda. O gremista vai ter que fazer análise para entender o fiasco.

Grêmio perde por 2 a 0 para o Atlético-GO com show de Marlon Freitas e não sai da zona de rebaixamento do Brasileirão


  



         

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